Quinta-feira, Abril 30, 2009

O Canindé da Elite

Aqui em São Paulo - Capital, um bom Estádio para assistir partidas da Série A do Brasileirão era o
Canindé. Com a Lusinha na Segundona, acabou a mamata de ver os grandes times brasileiros perto do metrô, sem trânsito, sem nóia de torcida organizada e, ainda por cima, com direito ao bolinho de bacalhau antes do jogo.

Outro dia, o grande Valdir me fala do Arena Barueri, o estádio do Barueri. Fica perto da Rodovia Castelo Branco, meia-hora da Zona Oeste de São Paulo.

Bem mais fácil que ir lá na Fazendinha, algo perdido na Z Lost.
Mas é preciso ficar esperto e sair da rodovia na saída certa, há um pedágio a lhe esperar se bobear.

Assim, a construção ainda não tá terminada, mas já tem Telões iguais aos que a gente vê nos estádios do Mundo Rico. Mas já dá pra ver que é coisa boa:

Pretendo conhecer as instalações da Arena, não sou da Elite, mas tenho amigos que são e me levarão lá.

Abraços,

Terça-feira, Abril 28, 2009

A diferença

Uma coisa parece ter ficado clara: com espaço, Ronaldo se sobressai.
Com ótimo arremate, eficiência em dribles curtos e um pouco da velha explosão muscular, ele se torna perigoso quando marcado à distância.
O narrador Jota Júnior percebeu a liberdade que os zagueiros brasileiros dão para os atacantes. A diferença é que Ronaldo erra pouco.

Geninho, com seus esquemas defensivos, seria uma boa aposta contra o fenômeno. Mas a derrota sofrida para o Coritiba não parece indicar um bom desempenho da zaga atleticana. Teria ele saudades de Nem, Cocito e Rogério Correia?

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Depois de Abril

Em 2005, no Campeonato Brasileiro, os times de Minas Gerais não foram bem: o Cruzeiro terminou em oitavo e o Atlético foi rebaixado. Mas um amigo mineiro me dizia que assistir aos programas esportivos das emissoras locais era o mais interessante. A forma como os analistas falavam das equipes fazia parecer que se tratava da disputa do título.
De forma geral, a imprensa tenta agradar seus consumidores mais próximos. Então, inventa um mundo artificial, existente apenas na tinta das máquinas e na cabeça dos leitores.
Houve uma época em que o Cruzeiro era o grande produtor de craques. Era só o jogador disputar algumas partidas e pronto: tem que ir pra seleção! Lembram do Evanílson?
Mas isso não é uma primazia mineira. Em São Paulo, por exemplo, em caso de dúvida, a imprensa logo cogita um técnico gaúcho. O estranho é que a fama de "treinador copeiro" só vingou por aqui com Felipão em 1999. As outras Libertadores paulistas foram conquistadas por um nativo(Lula em 1962/63), um mineiro (Telê em 1992/1993) e um fluminense (Autuori em 2005).
Falando em fluminense, nenhuma imprensa é mais imaginativa na criação de "jogadores acima da média". A consequência é um grande contingente de atletas que só são "craques" nos times do Rio de Janeiro: Leonardo Moura, Juninho, Joílson, Túlio e Lúcio Flávio são exemplos de jogadores que nunca jogaram "tão bem" quanto no Maracanã. Isso sem falar em Juan, o lateral flamenguista que, pelo que se escuta, parece melhor do que Júnior, mas, pelo que se vê, lembra mais o nível de Piá e Marcos Adriano.
As recordações acima têm um propósito. É que os estaduais estão acabando e, com eles, boa parte das fábulas inventadas pelas imprensas locais. Os regionais têm a função de criar artilheiros, esquadrões, estrategistas, que nem sempre sobrevivem a uma viagem de avião.
O que reserva o futuro às estrelas de abril?

Sábado, Abril 25, 2009

Ronaldo, gol e cerveja

Ia publicar um texto sobre Ronaldo, gol e cerveja.
Mas como o Sidarta colocou uma pauta mais interessant (o glorioso Azulão), deixo a ligação.

Rio Claro empata de virada com líder da Segundona


Não tem jeito, são os deuses quem decide quem será e quem não será campeão. É claro que os jogadores e o resto tem de fazerem suas partes, mas é a mão divina quem decide no final.

Neste clipe acima dá pra ver bem isso.

É claro que não estou a falar da mano de dieus de 86. Veja:

Não sou um cara religioso, mas é a sorte quem define um título quando uma equipe de futebol não é muito melhor que a outra. Falhar durante as partidas, todos os jogadores falharam, mas não há uma explicação lógica, pelo menos pra mim.

Abraços,

Sexta-feira, Abril 24, 2009

Festa de 100 anos do Rio Claro Futebol Clube

No longinquou dia 9 de Maio de 1909 o Glorioso Galo Azul foi fundado.

No aniversário haverá esta festa:

Pretendo ir, gosto do samba dela.

Abraços,

Domingo, Abril 19, 2009

O Salão de Festas da Zona Lost Reaberto

Não tem jeito mais neste Paulistão.

Vamos ver se essa derrota irá dar uma experiência e vontade de vencer ao jogadores para ver se faturam mais uma Libertadores ou um Brasileirão neste 2009.

É a velha tese que explica as seguintes conquistas do Brasil em 1994 e 2002. Sem as derrotas e as críticas nas eliminatórias, tenho a impressão que os grupos não teriam se unidos e conquistados os Títulos.

Não sei se a Z. Lost ou a Baixada irá comemorar mais um Paulista, mas agora é esperar o Rio Claro na Segundona.

Abraços,

Quarta-feira, Abril 15, 2009

A grande derrota do final de semana!

Sobre o joguinho retrancado, sem jogadas bonitas que foi definido por uma expulsão errática que rolou no Pacaembu, já se gastou muita saliva e muitas digitações.

A grande pontada no meu coração foi os 3 a 0 que o
Rio Claro Futebol Clube de vovô levou do União Agrícola Barbarense.

O Aguinha não deu adeus à trilha rumo à primeira divisão em função da derrota, mas tem-se de ligar o sinal vermelho.

Aliás, a torcida continua a apoiar o time e a acreditar no acesso à elite do futebol paulista.

Sábado assisti um filme sobre o início da vida de São Francisco de Assis. A lição de humildade do santo é o caminho para a 1a e pra 2a divisões do Paulistão 2009.

Gosto deste pintor, fique com o São Francisco dele:

São Francisco de CARAVAGGIO, de 1606, óleo sobre tela, 130 x 190 cm, Pinacoteca, Cremona.

Abraços,

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Vitória corinthiana

Recebi esta simpática foto de um amigo corinthiano após o jogo:

Foi uma puta brochada o gol no finalzinho. Não chegou a pesar tanto quanto aquele do Fluminense. Mas, dessa vez, não rola a diretoria sãopaulina contratar o Elias e o Cristian no ano que vem.

Mas tudo bem, nada está definido ainda.

É interessante notar o que passar pelo coração do jogador que definiu a partida.

Abraços,

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Paradoxo manês

Não iria tocar neste assunto, mas na segunda-feira do começo desta semana estava a tomar um chopinho com um amigo corinthiano e outro apoiador da Lusinha.
 
Beliscávamos uma carninha e jogavamos conversa fora quando um outro corinthiano, dos velhos tempos de faculdade, bem informado ressurge do além e nos coloca o grande desafio que tira as noites de sono do Mano Menezes:
 
O Técnico do Parque São Jorge está a caraminholar um modo de ser CAMPEÃO com quatro empates.
 
Muitos tentaram desvendar a quadratura do círculo ou vencer o desafio da alquimia, mas esses outros não tinha um elemento essencial para um salto quântico de tal magnitude -- a massa alvi-negra.
 
Quem dúvida que o cara não goste de um bom e equalizador empate que dê uma olhadinha na tabela ou, bem melhor, analise as substituições corinthianas feitas nos fins das partidas; geralmente, é sempre uma boa e tradicional fechadinha na defesa para garantirem os desejados empates.
 
Há duas grandes conquistas obtidas com empates a serem superadas pelo atual Professor do Corinthians, a da Seleção em 94 e a do Torneio de Férias de 2000.
 
Esta final do Paulista é a chance do pupilo superar o mestre ao levar o ensinamento a um patamar acima.
 
Mano será um gênio inconteste se produzir a fórmula que lhe garanta o Título Paulista de 2009 com quatro empates com a atual tabela e neste regulamento.
 
Será a obra prima da escola futebolística do -- QUE EMPATE O MELHOR!!!
 
Abraços,

Segunda-feira, Abril 06, 2009

ABDICAÇÃO

Em homenagem à coerência que a Associação Portuguesa de Desportos tem com a história da Terrinha, escolhi o poema Abdicação, do maior poeta português deste atual Portugal, Fernando Pessoa.

Muitos podem considerar Luís Vaz de Camões maior que Pessoa, respeito, mas o Portugal épico cantado pelo poeta guerreiro foi-se com a morte de D. Sebastião. O sebastianismo fatalista dos lusos consome por completo as chances da Lusinha ganhar qualquer título mais importante. O empate na Vila foi a final que o time não jogou.

ABDICAÇÃO

I

Sombra fugaz, vulto da apetecida
Imagem de um ansiado e incerto bem,
Aereamente e aladamente vem
E um pouco abranda em mim o horror da vida.

O esforço inútil, a penosa lida,
De que, salvo sofrer, nada provém,
O receio, a incerteza e o desde
Mitiga e sara, como a quem olvida.

Irreal embora, o teu momento é teu.
Nesse minuto, em que deveras prendes
Toda a alma, e és o seu sol e o seu céu,

És toda a vida, e o resto é a sombra e o trilho.
‘Splende em verdade, ó sombra, enquanto ‘splendes,
E eu morra para mim nesse teu brilho.


II

A minha vida é um barco abandonado,
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Porque não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

Ah, falta quem o lance ao mar, e alado
Torne o seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da acção, sem a vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando á tona inútil da saudade —

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.


III

Entre o abater rasgado dos pendões
E o cessar dos clarins na tarde alheia,
A derrota ficou como uma cheia
Do mal cobriu os vagos batalhões.

Foi em vão que o Rei louco os seus varões
Trouxe ao prolixo prélio, sem a ideia.
Água que mão infiel verteu na areia.
Tudo morreu, sem rasto e sem razões.

A noite cobre o campo, que o Destino
Com a morte tornou abandonado.
Cessou, com cessar tudo, o desatino.

Só no luar que nasce os pendões rotos
‘Strelam no absurdo campo desolado
Uma derrota heráldica de ignotos.


IV

São vãos, vãos o meu sonho e a minha vida,
As imagens que busco, dor-recreio,
Para o meu ócio de cansaço cheio,
Para o meu ser deposto e fé perdida.

Nada vale. Renova a despedida
Todos os dias renovada, ó anseio
Que nem em ti sabes querer, baqueio
Surdo e ignóbil da púrpura e da lida.

Réu confesso da tua impenitente
Indecisão, de inútil reprovada,
E, reprovada, vil por persistente,

Aceita o nada a que te o Fado obriga,
E abdica, qual rainha destronada
Que for mendiga, e torna a ser mendiga.


V

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu ceptro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.


VI

Forma inútil, que surges vagarosa
Do meu caminho, e aumentas minha dor:
Tua postiça luz não tem calor,
Teu vulto esfolha-se, como uma rosa.

Porque tão falsamente piedosa
Na hora mais negra do meu amargor
Vens com teu brilho errar o meu torpor
Que mais valia que esta ‘sp'rança ansiosa?

Por que a mão irreal para mim ‘stendes
Se não me guiarás, nem me conheces?
Se nada podes dar, para que ‘splendes?

Ah, deixa ao menos imitar o sono
Meu ser, (morto) na ‘strada onde tu desces,
Sozinho ao menos com seu abandono!


VII

Com a expressão a dor menos se apaga
E a dor maior se anima, como o vento
Apaga o lume frágil de um momento,
E a grande chama sacudindo afaga.

Toda a esperança morta, a ânsia vaga,
A mágoa certa do meu pensamento,
Com exprimir-se, mais conhece o aumento,
Porque é consciente e com mais

Mas não dizer a dor é ter só dor
Dizê-la é aceitá-la, e aceitá-la
É por presente tê-la, a ter maior.
18 - 9 - 1917

(In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005)

Saudações,

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Bolívia mete uma derrota verdadeira no time do Maradona

Vejo a seleção brasileira jogar, mas não adianta, o assunto é a goleada que a Argentina levou nas alturas bolivianas.

Os 6 a 1 fizeram os bolivianos felizes. Equivale a um campeonato sulamericano, no mínimo, pra eles.

Sempre gosto de ver o que os hermanos pensam sobre os resultados. Veja as manchetes bolivianas:

Antes do jogo, a chamada era La ilusión de ganar une al país, depois da peleja, o sítio El Diario mandou Bolivia golea y humilla a Argentina.


Para Sánchez hoy la selección recibió “la gracia de Dios"

El seleccionador boliviano, Erwín 'Platini' Sánchez, afirmó hoy que su equipo recibió la "gracia de Dios" en la goleada por 6-1 que asestó a la selección de Argentina, que dirige Diego Armando Maradona. (La Razon)


Mundial: Bolivia humilla a Argentina

Argentina se desvaneció en la altura de La Paz al sufrir el miércoles una fulminante goleada 6-1 ante Bolivia, la peor debacle en toda su historia por las eliminatorias mundialistas.

La derrota eclipsó el 5-0 sufrido como local ante Colombia en 1993 e hizo trizas el joven ciclo de Diego Maradona como técnico de la Albiceleste, en el que hasta ahora había ganado sus tres partidos anteriores sin endosar goles.
(Los Tiempos)


Bolivia humilla a la Argentina de Maradona

Bolivia aplastó a Argentina con un contundente 6-1 esta tarde en el estadio Hernando Siles, de La Paz. La ‘verde’ fue ampliamente superior al conjunto albiceleste de Diego Maradona, que jamás encontró un norte en el terreno de juego, pese a la constelación de estrellas con las que llegó para este encuentro eliminatorio para Sudáfrica 2010.
(no El Deber)

Por fim, cabe destacar as impressões que a engraçadinha imprensa desportiva portenha tirou da goleada:

Para la historia negra

El 1-6 iguala la peor derrota en la historia de la Selección. También se había dado ante Checoslovaquia en el Mundial de Suecia 1958.

La derrota con Bolivia no pasará inadvertida para Maradona. Es que no sólo por el nivel mostrado por su equipo fue preocupante, sino que desde los números, la caída en La Paz pasará a formar parte de los peores resultados de la historia. El 6 a 1 iguala la peor caída en la historia de la Selección Argentina. En sus 107 años de existencia, sólo una vez habíamos perdido por un resultado como el de hoy en Bolivia. Fue en el Mundial de Suecia 1958 y ante Checoslovaquia. La particularidad que une a las dos derrotas, es que los arqueros tienen el mismo apellido. Amadeo sufrió a los checoslovacos, mientras que Juan Pablo sucumbió ante los bolivianos.
(no Olé)


¿Y vos quién sos?

Joaquín Botero, el dueño de la tarde en La Paz, ya había tenido una experiencia en el fútbol argentino. No le fue bien y ahora se tomó revancha con su selección y le hizo una tripleta al equipo de Maradona.

En la histórica victoria de Bolivia ante Argentina por 6-1, el delantero de 31 años Joaquín Botero fue el goleador del encuentro con tres tantos. La historia de Botero con su selección comenzó allá por 1999 y hoy es el máximo anotador de su país con 20 tantos. Actualmente, juega en el Correcaminos, que pertenece a la segunda categoría de México, pero tuvo su paso fugaz por el fútbol argentino. En el 2006, Oscar Ruggeri lo contrató para integrar el plantel de San Lorenzo, donde estuvo por seis meses.
(também no Olé de hoje)

Também foi interessante ouvir, durante o jogo do Brasil, enquanto escrevia este texto, a torcida gaúcha elogiar, em coro, o narrador da líder de audiência. O povo do Rio Grande sempre foi mais esclarecido.

Abraços,