Terça-feira, Dezembro 29, 2009

Por fim, uns vídeos que o Rafael me mandou

Vejam o ponto fora da reta dentro dos gramados pelo mundo:





Fica aquele feliz 2010 pra a seleta elite que lê o Na Cal e também pro resto do mundo,

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

No final do ano, Lula gora o seu Corinthians

O corinthiano e presidente do Brasil Lula acabou de ser considerado o homem do ano por um jornalão francês e por outro espanhol, e, apesar dessas loas, o cara manda uma super bola fora, um pouquinho antes do natal. A botinada no primeiro mandatário é esta:

Eu não sei se dois tortinhos, dois tostões... se saem bem no mesmo time

Ele quis se referir, conscientemente, à uma suposta inviabilidade de uma chapa Serra/Aécio na próxima eleição presidencial.

Mas, inconscientemente, ele deu um belo exemplo da mentalidade que impediu o Corinhians de ganhar um Brasileiro antes os anos 90 e, até agora, mantém a secura de títulos internacionais do time da marginal sem número.

Não sou um especialista em Corinthians, mas o período de 20 e tantos anos de secura e a autodenominação FIEL deram ou denotaram um quê de amodorrado ou de amendrontado a esta equipa. Ou qual outra razão, além dessa dificuldade interna, justificaria a demora que se encerrou com Basílio em 77 e com Neto/Tupãzinho em 1990 e ainda persiste na Libertadores de América?

Entendo que o presidente errou porque a Seleção de 70 mostrou que é viável ter vários craques em campo, a de 58 já tinha deixado isso claro. Pra mim, Pelé e Garrincha num mesmo time é bem mais do que dois tortinhos (dois Garrinchas) ou dois tostões.

Tá certo que não se pode negar que a Seleção de 82 e o Flamengo de Romário, Sávio e Edmundo dão espaço pro pensar presidencial.

Mas, outra vez, pra fazer bonito, pra ganhar, pra vencer é preciso querer e não ter medo de arriscar. O mesmo Flamengo, no início dos anos 80 fez história com Libertadores, Mundial Interclubes e um Tricampenato Brasileiro com um time cheio de craques -- tanto que vários foram pra Espanha em 82.

No entanto, pensando bem, ao verificar o modo pouco arriscado que o Lula conduziu suas alianças, demonstram que ele não gosta de times pra frentes, de futebol arte. Ele preferiu fazer mais do mesmo, sem se arriscar a jogar bonito nas suas alianças no Congresso. O que se viu nos governos do Lula, foram as mesmas alianças que o FHC, o Itamar, o Collor, o Sarney e os Militares fizeram. Ou seja, uma retranca bem armada pra que ele não tenha que marcar ou ser marcado por ninguém no Senado ou na Câmara. Ou teve alguma CPI que tirou o sono do homem?

O interessante é que, na minha opinião, a melhor contratação do Corinthians para 2010 foi o Lulinha filho do Lula presidente. Se um Fielzão não sair agora, quando sairá? Será que a aguourada que o pai deu no time que o filho vai trabalhar tem a ver com algum complexo de édipo reverso?

É claro que uma vitória do time alvi-negro paulistano não será a preferida de muitos que escrevem por aqui. No entanto, ao me afastar um pouquinho do calor da refrega sudamericana, não dá para não falar que um título da Libertodares na Zona Lost não iria colocar mais pressão no Brasileirão de 2010.

É bom ter concorrência para que os outros times não sosseguem.

Abraços,

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana - OBMJ - é um golaço!



Como não tou no pique para transformar este blogue em uma central de fofocas futebolísticas: não sei qual clube quer contratar meio-campo também não sei... e mais do mesmo. É hora de apresentar a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana - OBMJ, na minha opinião, os melhores da Scubidu Records

No sítio deles, dá pra escutar e baixar as músicas de graça!

O álbum contém:
1 - O Guarani;
2 - Tico-tico no fubá;
3 - Carinhoso;
4 - Águas de março;
5 - Ska around de nation;
6- O barquinho.

Abraços,

Domingo, Dezembro 20, 2009

Estudiantes perde o Mundial e o Olé llora

Messi marcou um gol na vitória do Barcelona sobre o Estudiantes e o jornal Olé tentou fazer uma limonada.

Apresentaram orações para que os torcedores de La Plata vejam o lado bom de uma derrota levada a cabo pelo principal jogador da seleção deles.

O rogo é para que o sucessor de Maradona consiga repetir na África do Sul o que fez na final do InterClubes.

Veja você mesmo:

Pecho argentino
Lionel Messi, con un gol de crack, llevó al Barcelona al título y postergó el sueño de su amigo Verón. "Definí así porque el arquero estaba a contrapie", explicó el mejor del mundo.

Acho que seria algo muito estranho duvidar da capacidade do Maradonna em armar um time para um craque. Ele sabe o que é isso.

Se a seleção argentina não tiver um esquema que dê liberdade para o Messi, pode ser que a capacidade do técnico tenha sido afetada por seu ego.

Abraços,

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

O que é ser campeão

Há mais de uma semana estou devendo um post aqui no "Na Cal". Não vou dizer que andei ocupado demais comemorando, até porque isso aqui também é uma forma de comemorar. Eu vou explicar o que é passar dezessete anos esperando.

O Flamengo é um time que vive em crise. Um clube, na verdade, que não sai de um buraco cavado por seu próprio sistema de administração. E, como sabemos, campeonatos por pontos corridos são decididos pela regularidade e, para isso, é necessária uma grande estrutura e uma boa administração. Certo?

Parece que não. Mas desde o início desse sistema, eu havia me conformado com nunca mais ver meu time ganhar um campeonato brasileiro, tão desorganizado e desestruturado que é, sequer pagando os salários dos funcionários em dia. Mas descobri que não se ganha um campeonato só com organização. Ganha-se com paixão também.

A base do time: Andrade, Bruno, Pet e Adriano. O primeiro aproveitou a oportunidade. O segundo quer morrer jogando pelo clube. Os outros dois só estão lá por opção, pois Pet poderia estar descansando em alguma praia e Adriano fazendo rios de dinheiro na Europa. Mas eles amam o Flamengo, assim como nós, que enchemos o Maracanã com mais de cem mil pessoas, número que jamais será reconhecido, pois a invasão das cadeiras ao meu lado não foi computada.

No domingo retrasado não havia um pedaço de concreto visível no Maraca. Só gente. As cadeiras viraram plataformas onde as pessoas se esticavam, de pé, numa ânsia para entrar em campo com os jogadores. Enquanto isso, os jogadores do Grêmio pareciam vestidos de vermelho e os do Flamengo, amarelados de medo, não conseguiam jogar.

Mas heróis são pessoas improváveis no momento certo. Não sei o que senti quando o jogo acabou. Não sei até agora. Não sabia que ainda veria isso acontecer. Só sei que o torcedor do Flamengo não é um torcedor qualquer.

Era pra esse post fazer mais sentido, mas quando lembro do Maracanã repleto, quatro horas de espera para o jogo começar e o Héber apitando e pedindo a bola, não consigo conectar as palavras direito. Sem imagem hoje.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Primeira zoadinha com os Campeões


Brasileiro não gosta muito de cumprir as leis e essa corrupção toda na política é resultado disso pra muita gente; como é defendido na entrevista Há simetria entre o comportamento da população e o dos políticos no Brasil, na qual a psicóloga social Sandra Jovchelovitch, professora da London School of Economics defende isso bem.

MAs, por outro lado, esse homem cordial brasileiro é muito bom para tirar um sarrinho.

Abraços,

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

FRASE DO DIA

63 pontos de alagamento  na cidade de São Paulo. A chuva conseguiu fazer mais pontos que o Palmeiras e estaria na Libertadores . 

 

 Enviada por um corinthiano.

 

Abraços,

Fla campeão

Chega de mais do mesmo.

O Brasil merecia algo diferente.

Tá certo que não é algo muito novo o Fla ser campeão; mas, mesmo assim, sai um pouco da rotina.

Bem, pelo menos pra é pré, recém saído ou adolescente mesmo, é novidade tudo isso.

Acho que esses vídeos amadores são muito melhores que qualquer dessas imagens pensadas, armadas, fotografadas que as tevês e os filmes nos mostram.

Parabéns pelo título.

Abraços,

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

O estrago está feito

Qualquer um dos quatro possíveis campeões (embora essa possibilidade seja apenas retórica a esta altura) deixará uma mensagem negativa.
Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo erraram muito, mas um deles sairá vitorioso e, arrogantemente, tentará provar seus méritos. A imprensa reverberará as loas dos vencedores; o improviso e o despreparo tomarão contornos de planejamento e gestão.
Os quatro clubes tiveram quase os mesmos erros. A três deles, os erros de arbitragem servirão para encobrir tais falhas; ao campeão, o título as tornará invisíveis.
Em primeiro lugar, os quatro priorizaram outros campeonatos. Pouparam vez por outra titulares, mas só percebem quem faz isso na última rodada.
Depois, todos trocaram seus técnicos.
Boa parte de suas principais estrelas no primeiro semestre já não joga por aqui. Em seu lugar, contrataram apostas discutíveis.
Em todos eles, houve problemas entre técnicos e jogadores; as decisões, quase sempre passionais e paternais, privilegiaram os atletas.
Seus dirigentes sempre falaram mais do que deveriam e, jogando para a torcida, tentaram passar para a arbitragem, para o STJD, para a imprensa ou para outro clube, os seus problemas.
Tristemente, o clube que parece ter procurado errar menos já não pode ser campeão, nem sequer ir à Libertadores.
O Atlético, que vinha repetindo temporadas frustantes, manteve um norte durante todo o ano: um bom técnico, elenco dentro das possibilidades do clube, reforços bem escolhidos, apoio da torcida, poucas reclamações e muito trabalho.
Esse conjunto de ações fez com que o time tivesse um desempenho acima de qualquer expectativa que levasse em conta o histórico recente do time. Deu, assim, esperanças ao torcedor e dúvidas à crítica especializada.
Mas resultados normais afastaram o Galo das primeiras posições. A frustração pela impossibilidade de um fim de ano quase inédito não deixa ver que foi uma das melhores temporadas do Atlético na década e que isso foi possível, em muito, pelos acertos do time.
Às vezes, deixar de perder já é ganhar.