Terça-feira, Julho 27, 2010

Agora o Mano ganha lá fora

Tem gente que fica ofendida com a história, mas não há muito o que fazer.

Eu ainda deixo o futuro em aberto, mas muito crêem que não rola título interncional conquistado no exterior pra equipas da Z.L. paulistana.

Gostaram da montagem? Se você tiver precisando de uma foto sua em um lugar que nunca esteve, eu posso fazer! Fiquei orgulhoso dessa ai, e veja que ainda estou engatinhando no PhotoShop.

Mas, de volta aos gramados, o Mano mirou já na próxima Copa, no máximo, na próxima Olimpíada com a convocação que fez ontem.

Com esse time moleque que ele escolheu, ele pode, além de ganhar alguma lá fora, montar um time que jogue pra frente competitivo pela primeira vez também.

O atual Gaúcho na Seleção nunca fez nada disso, mas acho que não dá pra falar que foi por falta de capacidade.

Agora, ele tem espaço pra fazer o que quiser, acho. O jeitão dele de fechado pode ser uma boa pra colocar a garotada na linha; dar um rigor tático para esses convocados, parece-me, o grande desafio nesse selecionado.

Abraços,

Segunda-feira, Julho 26, 2010

SPFC - Deixe-me ir



Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...


Cartola, um Clássico do Samba carioca sabe escolher as palavras certas pra esses momentos.

Tem de ter sempre uma esperança, mais do jeito que tá, fica complicado.

Bem, agora é ver se um dos maiores homens desse nosso Brasil, Stanislaw Ponte Preta, tinha razão na sua frase:

-- De onde menos se espera é que não sai nada mesmo!

Até,

Sábado, Julho 24, 2010

O que muda?

Com Muricy, a Seleção ganharia o técnico com maior número de boas qualidades desde Telê Santana. Com o detalhe de que, se se igualam em seriedade e dedicação, Muricy chegaria ao escrete nacional com mais títulos e com mais conhecimentos táticos.
Telê era um homem de seu tempo e, como tal, partilhava de um certo amadorismo comum aos treinadores de então. Telê era o pai, o seo Telê.
Muricy, por sua vez, é da turma dos números, é um professor.
A Seleção ganharia com Muricy ética e empenho ("aqui é trabalho, meu filho!"), mas a autonomia do treinador não seria a mesma que teve no São Paulo e no Internacional. Além disso, é difícil imaginar concessões suas a outros interesses: os marqueteiros teriam muito trabalho para tornar seu mau humor palatável em anúncios de bancos e automóveis.
Com Mano, a Seleção volta a um estágio parecido com o de 2006. Sai a rudeza de Dunga, entra o pernosticismo de Mano.
Se Muricy e Dunga não sabem perder, Mano não sabe ganhar. Basta lembrar suas entrevistas ridicularizando o próprio Muricy no Paulistinha de 2009.
Se Dunga era questionado por sua inexperiência, Mano é sobrestimado em seus resultados.
Tirando a Segunda Divisão (obrigação cumprida com Grêmio e Corinthians) e o Estadual (torneio de dois ou quatro times), suas maiores conquistas foram um vice da Libertadores e uma Copa do Brasil. Ressalte-se que, na tal Copa e no Estadual de 2009, o êxito passou decisivamente pela vontade de Ronaldo, que, depois de se desentender com o comandante, demora a voltar.
Assim, seu currículo é parecido com o de Renato Gaúcho, com a vantagem para este de saber há muito tempo o que é uma time nacional.
Com a Seleção, Mano ganha um cargo que, embora seja do tamanho de algumas vaidades, hoje já não tem a mesma força, e troca a idolatria corinthiana pela exposição geral em amistosos caça-níqueis.
Com Mano, a CBF mantém o controle que tinha sobre Dunga.

Domingo, Julho 11, 2010

Catalunya guanya Mundial

A atual Comunidade Autônoma da Catalunha se vê, meio temerosa, como a real vencedora da Copa de 2010.

A maior parte do time titular veio de jogadores convocados do Barcelona e os jornais catalãos não expõem abertamente esse sentimento, mas também não o escondem.

Una final mundial amb accent català
Espanya somia en el seu primer mundial en la final de Johannesburg
El paper dels catalans serà clau en el destí del mundial
Davant hi ha una Holanda que ha trencat la seva tradició per guanyar
Sneijder lliurarà un duel clau amb Xavi pel joc i amb Villa pels gols
L'equip de Del Bosque és com el Barça però amb samarreta vermella (Avuit + El punt)

Iniestazo II y...¡Reyes del Mundo!

España se proclamó por primera vez en la historia Campeona del Mundo de fútbol
La selección española de fútbol rompió por fin su maleficio y se proclamó Campeona del Mundo por primera vez en la historia. Un triunfo de todos los jugadores, pero en gran parte de los ocho del Barça que integran este maravilloso equipo de futbolistas y sobre todo, amigos (Sport)

A Catalunha esteve em alta na época da Guerra Civil Espanhola e depois esteve em baixa durante as décadas do franquismo, com o fim do regime de força, as forças culturais, sociais e políticas que defendem o catalão voltaram a participar abertamente da vida de Barcelona.

Com a entrada na Espanha na União Européia, tem-se um novo impulso para as idéias locais porque Madrid ficou mais fraca diante da força do orçamento europeu.

Esse é o contexto básico para se entender essas manchetes.

adéu,

Quarta-feira, Julho 07, 2010

espanha 1 x 0 alemanha

Sabe medo de ser feliz? Acho que foi acometida disso que a Alemanha entrou em campo hoje pra enfrentar a Espanha. Se era a sensação da Copa por jogar futebol ofensivo, hoje limitou-se a assistir ao toque de bola do adversário. Não foi o destaque Müller que faltou à Alemanha, foi ambição, gana, vontade de ganhar.
Postada mais atrás que de costume, sem forçar jogadas e nem tomadas de bola. Contra uma equipe que valoriza a posse de bola e toca até ter chance clara de arremate, não adianta esperar que se livrem da bola para jogar. Como fez o Paraguai, tem que se pressionar e forçar botes para tomá-la.
Se a Alemanha não se importava com o fato da Espanha ficar com a bola, eles tocavam pra cá, pra lá, eventualmente Iniesta ou Pedro partiam pra cima e o jogo ficou numa lenga-lenga até que Puyol acertou uma cabeçada forte e saiu comemorando o gol que botaria os espanhóis numa final de Copa pela 1ª vez.

Terça-feira, Julho 06, 2010

holanda 3 x 2 uruguai

Desfalcado do artilheiro-herói Suárez, o Uruguai abriu mão do esquema ofensivo, adiantou Forlán e abriu os meias, jogando num 4-4-2 clássico [e sem inspiração]. Seus melhores momentos foram quando Forlán saiu da área e recebeu a bola mais atrás, como na jogada do gol de empate, ainda no 1º tempo.
De seu lado, a Holanda tinha desfalques irrelevantes [de Jong e van der Wiel] e se postava com a mesma formação tática que venceu o Brasil. E talvez se mostrasse até com a mesma apatia.
Como o Brasil, o Uruguai começou marcando de perto e dificultando a ação holandesa. O 1º gol saiu num chute inesperado do veterano van Bronckhorst. Depois, grandes momentos só contando com o brilho das estrelas Sneijder e Robben, que apareceram decisivamente e garantiram a vaga na final. van Persie novamente esqueceu de ir pra campo, mas já acertou um belo lançamento botando Robben na cara para perder o gol. Robben sim apareceu bastante, muito acionado para partir em velocidade pela direita e desta vez sem tomar patada toda vez que pensava em partir pra bola.
Mesmo não jogandi bem a Holanda vem vencendo os jogos pelo talento individual de alguns jogadores. Fruto ou não da tal "arrogância positiva" pregada por van Maarwijk, é nos craques que se deve confiar quando as coisas parecem não funcionar. E com exceção da Alemanha, que tem envolvido os adversários pelo bom esquema tático e aplicação do conjunto, são os craques que têm levado os times até aqui na competição.

Sábado, Julho 03, 2010

penaltis perdidos e a eliminação dos mais fracos

Bem, se nos jogos envolvendo favoritos tivemos partidas movimentadas e vitórias inquestionáveis [tudo bem, a Holanda não foi brilhante, mas o Brasil é que foi decepcionante], as duas surpresas das quartas de final acabaram eliminadas depois de importantes penaltis perdidos.
Ontem foi Gyan, de Gana, que desperdiçou o seu no último lance da prorrogação contra o Uruguai. Os ganeses foram lutadores, superaram as expectativas, mas tinham muitas limitações técnicas. Especialmente na partida diante dos uruguaios, desfalcados de Ayew, seu jogador mais criativo. O time foi ainda mais força e quase nada de inspiração. Além disso, falta o talento individual.
Já dos uruguaios brilharam as estrelas. Forlán e Suárez fazem uma Copa espetacular e arrastam a equipe para as finais. Forlán marcou de falta o gol da sobrevida e Suárez salvou o gol da classificação ganesa numa defesa espetacular com a mão. Foi expulso, mas já que o penalti foi desperdiçado pelo atacante ganês [artilheiro dos penaltis na Copa, com dois de seus três gols], foi o herói do dia. Sua equipe venceu nos penaltis e chegou às semifinais.

O outro penalti perdido decisivo foi de Cardozo, do Paraguai. O atacante é o cobrador oficial do Benfica e já havia convertido também seu penalzinho na Copa. Dono de chute forte, varia as cobranças entre pauladas e colocadas. Contra a Espanha, quando podia abrir o placar e agilizar a vida de seu time, bateu forte, mas mal, para a defesa de Casillas. No contraataque o penalti foi para a Espanha e quem perdeu foi Xabi Alonso. Até então havia pouca emoção na partida. O Paraguai marcava forte, pressionava a saída de bola espanhola e dificultava as trocas de passes [a principal virtude da equipe campeã europeia]. E com Torres mais uma vez jogando mal, sobrou novamente para Villa decidir e ele mostrou que é pra isso que foi para a Copa. Mas o gol valeu mesmo pela jogada do Iniesta.

Se eram as mais fracas as equipes com mais torcida nessas quartas de final, não adiantou muito a torcida diante dos penaltis perdidos.

alemanha 4 x 0 argentina

Já aguardado como "o melhor jogo da Copa", Argentina x Alemanha não deveu em nada! Só Messi que pouco apareceu. O massacre alemão é mais um capítulo na saga de um time ofensivo e muito bem organizado. Seu grande destaque é o técnico, Joachim Loew, quem mais cresceu com a Copa. O 4-2-3-1 de muita movimentação e contraataques letais é o que desequilibra em favor dos alemães. Se sobram craques como Messi, Higuaín, Tevez, Di Maria, Verón e Agüero do lado Argentino, jogando num esquema mais equilibrado e extremamente agudo brilharam mais os jovens Müller e Özil, junto do melhor ataque da Copa passada [Klose e Podolski] e municiado pelos volantes técnicos e voluntariosos Khedira e Schweinsteiger.

Na Argentina tivemos pela 1ª vez uma boa atuação de Di Maria, desta vez aberto pela direita. É sempre uma boa alternativa para jogadores velozes, de drible preciso e bom chute. Messi e mais recentemente Robben são bons exemplos de sucesso. Acho engraçado como os comentaristas falam sobre Robben e o lado direito. Parece que ninguém sabe que ele jogou a carreira toda pelo lado esquerdo, fazendo preferencialmente jogadas de fundo. A boa transformação deve-se ao esquema do Bayern de van Gaal, com Ribéry e Robben jogando de lados trocados. Mas isso não tem nada a ver com Alemanha x Argentina. Talvez só preocupe um pouquinho a Alemanha quanto a uma eventual final.

Grande jogo, valeu outro baile alemão. Ainda que perca, o grande time da Copa [como em 2006].

Sexta-feira, Julho 02, 2010

holanda 2 x 1 brasil

"Os holandeses estão se cagando de medo", disse há pouco o Sidarta. E estiveram de fato durante o 1º tempo. Brasileiros dominavam o jogo, marcavam em cima, não davam espaço e faziam milagres: Felipe Melo botou Robinho na cara do gol num belo lançamento.
Mas ainda assim o time brasileiro exagerava um pouco na truculência [toda hora que a bola chegava em Robben Michel Bastos recebia-o na botinada]. Era o time guerreiro que o Dunga fazia questão de exaltar.
Mas foi questão de tempo até a Holanda se acertar e dominar a partida. Se o time de Dunga era armado para fazer gols nos contraataques, os holandeses atacavam compacto e não deixavam o adversário partir e pega-los desprevinidos. Com Kaká não jogando nem metade do que pode o time não encontrava outra forma de escape: o que se pode esperar de criatividade de Felipe Melo, Gilberto Silva ou Daniel Alves?

Do lado holandês também não sobram destaques. van Persie ainda não se encontrou na Copa e tem atrapalhado boa parte das jogadas de ataque da equipe. Robben foi tão mal que levou os desavisados a acusá-lo de "jogador de uma única jogada".

Pra mim, que tava torcendo pros ataques, resta o grito "Felipe Meeeeeeelooooooo!". Fazendo tudo como o mestre guerreiro Dunga ensinou.

Gana é Jabuca na Copa do Mundo


O glorioso Jabuca parece ter inspirado o time do filho do outro Pelé.











Filme errado

Já estava programado.
Em filme de Anão, não pode ter tanto Bambi assim...
Só faltou a Branca de Neve do Ceni...

Um súdito da casa de Nassau?

Quinta-feira, Julho 01, 2010

A água a bater na dos nos holandeses

Há uma fala que escuto a tempos:

Quando a água bate na bunda, aprende-se a nadar!

Pelo jeito, o medo de enfrentar algo sério, algo complicado, chegou aos corações dos holandeses. O Seedorf escreveu um artigo pra BBC, Can Dutch spring a surprise?, que tem os seguintes trechos:

You always have to beat the best at some point to win a World Cup. That test comes now for the Dutch.

Brazil have got five stars on their shirt for a reason. They have won the tournament five times. They know what it takes to win.

If the Dutch can keep scoring, they will make life difficult for anyone but it will be fatal if they allow Brazil the kind of openings that Slovakia wasted.

Só não vê quem não quer e a imprensa brasileira que resolveu pegar no pé do Dunga; os caras tão cagando nas calças.

O próprio título já mostra bem a ordem em que estará na cabeça dos jogadores holandeses quando jogarem a partida contra o Brasil. Será igual ao dos chilenos.

Abraços,