Domingo, Janeiro 30, 2011

O ex-inimigo

A contratação de Rivaldo pelo São Paulo fez muita gente lembrar da vinda do Rei de Roma para o tricolor em 1985. Sobre isso, nosso colaborador Lucas já desfilou sua memória ludopédica.
Sinceramente, confesso que minha lembrança foi outra, de episódio mais recente: o de Renato Gaúcho e sua passagem (?) pelo Morumbi.
Renato já havia brilhado por dois tricolores - o gaúcho e o carioca - e foi apresentado como novo reforço em 1997, reeditando a tradição de providenciar o canto do cisne de grandes jogadores.
Haveria apenas um obstáculo: a figura de Telê Santana. Mas esse impedimento foi transposto, quando Renato beijou a cabeça do Velho Mestre durante um jogo no Morumbi. Telê escreveu um belo texto em sua coluna na Folha de São Paulo dedicado ao episódio, intitulado Meu ex-inimigo, num desfecho emocionante para uma das grandes inimizades do futebol, tão grande quanto seus protagonistas, e que deixava sinais da possível vinda do hoje Renato Portaluppi.
Renato veio, foi apresentado, mas não vestiu a camisa, sob o argumento de esperar a assinatura do contrato.
Contudo, voltou ao Fluminense, depois foi para o Flamengo e nunca jogou por um time de São Paulo. Mas, ao que parece, já tinha vestido a camisa do São Paulo.
Rivaldo, outrora adversário, já está inscrito e, embora seja de se temer alguma interferência das entidades por conta de seu duplo papel no futebol, ao menos por enquanto, a história é diferente.

Quarta-feira, Janeiro 26, 2011

Mengo é Bi-Campeão da Copinha com Ronaldinho Gaúcho

Ontem eu fui ao Pacaembu ver a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

São Pedro ajudou o espetáculo, céu azul o tempo todo! Na hora de sair de casa, até pensei em levar uma capa de chuva, mas não a achei e dexei pra lá; fui na sorte.

Fui com um flamenguista e sua namorada corinthiana e com um palmeirense para esse evento comemorativo do aniversário dos 457 anos da Cidade de São Paulo.

O resumo do jogo, na minha, do palmeirense e na opinião dos porteiros do prédio onde moro, que viram a peleja pela tevê, foi que o Bahia foi mais time na maior parte do tempo. Teve dois azares maiores que sua técnica ou seu esquema. Até que lutou contra o gol que levou no começo e o penalty duvidoso, mas não teve forças para vencer tanto.

Mesmo quando o time de Salvador perdeu um defensor, em função da penalidade máxima, não perderam a cabeça e mantiveram a organização tática. Nos últimos minutos, até teveram umas duas ou três grandes chances de empatar a peleja.

Mas, como não há campeão moral no futebol, palmas pra garotada do Flamengo.

A torcida do Bahia ficou no tobogã do Pacaembu e a do Rubro-Negro, no resto:
No começo, o pessoal do Paulo Machado estava regulando as cadeiras amarelas:

Mas, depois de várias idas e vindas, resolveram abrí-las pros torcedores do Fla:
Os pais responsáveis, já educam seus filhos desde cedo para não serem surpreendidos posteirormente quando a mulecada faz 7, 10 anos; pois, se não têm time bem firmado, acabam torcendo pro que estiver melhor nesse período em percebem o que acontece dentro dos Universo do Futebol.
O povo do Bahia e do Flamengo apoiaram seus times o tempo todo. Eu e o palmerista notamos a diferença entre essas duas torcidas e as paulistas. Aqui se reclama de tudo, muito rápido.


Por enquanto, só consigo filmar os gols de penalty e esse jogo foi especial para essa minha habilidade. Dois! Só preciso conversar com os juízes para falar para eles apitarem as penalidades no gol perto de mim. Mas tudo bem, um dia eu adianto isso e tiro o emprego da imprensa desportiva. Aqui os gols que vi:

No final, a festa dos flamenguistas:



A fofoca que rolava lá, era que o Luxa estaria vendo o jogo. Isso eu não sei.

O que eu sei é que o Ronaldinho Gaúcho foi lá. Acho que ele nem precisou pegar um banco dessa vez. Mas, quem sabe, se o Bahia apertasse mais, poderia até ter sido a sua estreia no Brasil.
Já ouvi muita gente falar que o cara seria isso ou aquilo. Mas o que eu vi ontem, foi um Ronaldinho Gaúcho simpático, junto da torcida, mais magro, tirou várias fotos com os fãs e torceu pelo seu time.

No final, a massa rubro-negra partindo feliz da vida.
Um até breve ao Marechal da Vitória:


Já o meu título de ontem, depois do jogo, foi no Boi na Brasa:
Abraços,

Segunda-feira, Janeiro 24, 2011

Terça tem Na Cal na final da Copinha

Por enquanto, eu e mais dois ou três animamos.

É bom levar aquela capa de chuva, porque o céu não para de cair por aqui.

Como não poderia deixar de ser, vamos na torcida do Bahia.

É sempre melhor ir do lado mais fraco, menos tradicional; vai que vence! Será bem emocionante.

Como diria um dos grandes:

Sigam-me os bons!

Abraços,

Quarta-feira, Janeiro 19, 2011

Vários Neymares por ai

Segunda, peguei um bumba pra Pompéia, fui jantar no sempre aberto Souza (Av. Pompéia com Tavares Bastos), e hoje fui ao Pátio do Colégio de metropolitano; na duas conduções públicas fui acompanhado por réplicas do NeyMaradona. Era o mesmo cabelo, mesma camiseta do Santos e até o mesmo ar meio arrogante.

No jogo contra o Paraguay, o original deu outro show:

Pelo jeito, o cara virou tendência, como o povo da moda fala, entre a garotada.

Assim, fica parecendo que o Peixe vai recuperar o investimento feito e ainda sair com uma boa nova leva de torcedores, que o Giovanni & cia não conseguiram.

O comentário geral foi que os paraguáios buscaram pegar o rapaz em baixo e ele tava em cima; quando iam em cima, já tinha saído por baixo. Ele não arregou não.

Abraços,

Terça-feira, Janeiro 18, 2011

Quarta tem futebol com o povo do trampo

Vai ser um show de horrores, faz um tempinho que não faço esporte algum. Bem, mas eu tenho que começar de algum jeito e o pessoal aceita as minhas limitações físico-futebolísticas.

Agora de pouco, recebi um vídeo que retrata bem uns poloneses que têm o meus estilo de jogo:

Eu prefiro sem a lama, é claro.

Abraços,

Domingo, Janeiro 16, 2011

Com a perna no mundo

A palavra guerreiro anda em moda no futebol.
Na maior parte das vezes, é apenas um eufemismo para perna de pau. O cara não tem talento, mas corre, faz falta, berra. Vira um guerreiro em campo.
Outras tantas, a palavra serve de apelido bajulador. O pior é quando o apelido é obra de cartola, como no do ex-palmeirense Marcinho Guerreiro.
Não faz muito tempo, a publicidade pegou para si o mote e transformou bebedores de cerveja em guerreiros. E, para legitimar a alusão, pôs um atleta barrigudo para propagandear o espírito belicoso do (e no) futebol.
Não é por acaso que, mais e mais, torcer tem se tornado um ato mais dirigido ao clube adversário do que ao próprio. Mais do vencer, é preciso que o outro perca; se possível, humilhado.
Contudo, há os que merecem os apelidos que ganham. Coração valente se tornou uma perífrase para Washington. Mas guerreiro lhe serviria bem. Principalmente, quando se pensa que sua maior batalha não era nenhuma partida ou campeonato.
O jogador, artilheiro em todos os cantos em que jogou, do Paraná ao Japão, enfrentou o quanto pôde suas limitações e teve, dentro das impossibilidades, uma carreira normal.
Quando finalmente venceu um campeonato relevante, Washington foi forçado a abandonar os campos.
Ele deixa os campos aos 35 anos, idade para qualquer jogador normal para pendurar as chuteiras, mas o avante queria mais um ano e talvez a Libertadores, de que já foi vice duas vezes. Mas teve que parar. No final, descobrem os guerreiros, não resta muita coisa. Só poeira e memória. Futuro é o que virá.





Terça-feira, Janeiro 11, 2011

O retorno financeiro de Ronaldinho

É claro que torci muito por este desfecho, mas, a uma certa altura, cansei de acompanhar. Foi bonito ver Grêmio e Palmeiras pulando fora porque não têm o peso de um Flamengo, até porque o Rubro-Negro tem o dobro de torcedores dos dois times somados!

O que a contratação de Ronaldinho representa para o Flamengo em termos financeiros? Teremos lucro ou prejuízo?

Para começar, perdemos. A Traffic não faz negócio para perder dinheiro, então aposto que deve levar os direitos (parciais ou totais) de alguns jogadores da base rubro-negra. Promessas que nem sempre são concretizadas.

Mas acho que o time lucra – e muito – por dois motivos: o primeiro é a venda de camisas, que deve disparar nos próximos quatro anos. É com isso que a Olympikus conta quando se dispõe a pagar parte do salário do craque. Com 30 milhões de compradores em potencial, se o jogador fizer bonito no clube o lucro é garantido. O segundo motivo é que o Flamengo está sem patrocínio de camisa. Apenas o BMG renovou e a TIM vai estampar discretamente o logotipo no número dos jogadores. Com o Ronaldinho, o time aparecerá muito mais na imprensa nacional e internacional. Assim, o valor que o time pode exigir pelo patrocínio é muito maior do que seria caso o jogador não viesse, ainda mais considerando-se a decadência vertiginosa do time em 2010.
O saldo é positivo, mas vai depender muito da seriedade do jogador. Com os novos reforços e o técnico que tem, é sério candidato ao título de 2011. Assim é o Flamengo, uma montanha-russa que brinca com a saúde de seus torcedores.

Domingo, Janeiro 09, 2011

Há 25 anos

Ao que parece, terminou a novela Ronaldinho Gaúcho. Isto lembra algo que aconteceu com outro grande astro do futebol há 25 anos.

Tal como Ronaldinho, Paulo Roberto Falcão estava decidido a jogar no Brasil em 1985. Naquela época, a FIFA não havia criado o prêmio de melhor do mundo (posso estar enganado, mas o futebol parecia menos afeto a vaidades deste tipo). Se houvesse o prêmio, talvez Falcão tivesse vencido uma vez. Certamente teria sido, ao menos, indicado. Na Europa era reconhecido como o Rei de Roma. Quando voltou ao Brasil, era considerado unanimidade nacional (veja capa da Revista Placar em http://ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com/2010/07/revista-do-dia-placar-1985.html#comments) .

Três times disputaram o passe de Falcão. Guarani, Flamengo e São Paulo. No final, quando tudo estava quase definido, o Internacional com o apelo sentimental. Quem negociava com os clubes era um empresário, que não era irmão do jogador.

O time de Campinas da época era um time estruturado. Tinha craques como Waldir Peres, Ricardo Rocha, Júlio César, Neto, João Paulo e Evair, além de jogadores que fizeram muito sucesso em outros times, como Wilson Gottardo e Giba. O Bugre ficou em 3ª lugar no Paulista daquele ano. Foi vice-campeão brasileiro nos dois anos seguintes (em 1987, com asterisco).

O Flamengo já tinha repatriado Zico e Sócrates. Com Falcão, faltaria apenas Toninho Cerezo para completar o meio de campo da seleção de 1982.

Porém o São Paulo sempre apareceu como favorito. Sempre apostou mais forte e acabou levando a melhor. Já tinha um time fantástico, com veteranos consagrados (Oscar e Dario Pereira), craques trazidos de outros times (Gilmar, Pita e Careca), revelações (Silas, Muller e Sidney) e laterais eficientes (Zé Teodoro e Nelsinho). A única exceção era Márcio Araújo, único jogador titular que, ao final da carreira, nunca foi convocado para a seleção de seu país.



Falcão chegou justamente para ocupar o lugar de Márcio Araújo. Estreou com festa contra o Internacional em 26/09/1985, em jogo amistoso para receber o Rei de Roma.

Mesmo com Falcão, Cilinho continuou jogando com Márcio Araújo, preferindo sacar Pita. Após uma derrota para a Portuguesa, que era a principal concorrente ao título, Falcão perdeu a posição de titular. Apesar dos apelos da torcida e da diretoria que investiu caro na sua contratação, Cilinho manteve Falcão como opção de banco até o final da primeira fase. Voltou para a fase final e foi titular em todos os jogos. No Tricolor, fez apenas um gol, contra o Fluminense, já em 1986.



Há muitas diferenças entre as histórias. Nos anos 80, a repatriação de jogadores não era algo tão comum. O número de jogadores que deixava o Brasil era bem menor. Isto só acontecia depois que o jogador construía uma bem sucedida carreira no país.

Para a Copa de 2010, apenas três jogadores da seleção brasileira não jogavam fora do Brasil. Em 1986, Telê Santana chamou apenas quatro “estrangeiros” e nem citou o clube onde jogavam ao anunciar a convocação. Ao retornar, Falcão buscava um lugar na Copa do México e, por isso, recusou uma proposta milionária da Fiorentina. Embora não estivesse no ápice, Falcão poderia ter continuado, eis que tinha muito perstígio. Ronaldinho Gaúcho, ao contrário, não tinha mais espaço na Europa. O Brasil é o único lugar onde ele pode reconstruir sua imagem.

Outra diferença são os times que disputaram os craques. Como dito, Flamengo, Guarani e São Paulo tinham grandes esquadrões. Os jogadores atuais de Flamengo, Palmeiras e Grêmio não seriam titulares em nenhum dos times que disputaram o passe de Paulo Roberto Falcão.

A questão é saber se Ronaldinho Gaúcho será um titular inquestionável. Luxemburgo voltará aos holofotes.

Sábado, Janeiro 01, 2011

Ronaldinho, hein?

Ronaldinho Gaúcho não diz se vai para o Grêmio ou para o Flamengo. O que parece certo é que não fica no Milan. E o que significaria para o Rubro-Negro a vinda do craque?

O dentuço é indisciplinado, fato. Adriano também. No entanto, com Adriano o time foi campeão brasileiro. Custo? Não há. O time conta com o apoio do patrocinador, que terá seu investimento multiplicado pela venda de camisas, como aconteceu com o craque da Vila Cruzeiro. Então por que há tantos rubro-negros se opondo à negociação?

Precisamos encarar a realidade. Após sermos campeões, vimos esta péssima presidente chamada Patrícia Amorim afundar o time, tendo a sensação de que não sabia nada do que se passava com o clube e que nenhuma decisão partia dela. Terminamos o ano rezando para não cair e torcendo contra o Goiás para termos mais uma chance de disputar um torneio internacional.

Acho que a vinda do gaúcho vem em boa hora. Se vier. Esse é o tipo de iniciativa que pode levantar o time, desde que não venha sozinha. O nível do campeonato nacional está fraco e um jogador como Ronaldinho será com certeza um dos maiores destaques. Torçamos.

O ano já começou mas o Youtube não deixou

Como de costume, foi a Liga inglesa que acalmou um pouco as lombrigas dos fanáticos pelo futebol.
Os vermelhos de Manchester venceram o West Bromwich e assumiram a liderança.
O Youtube, contudo, não liberou a exibição dos melhores momentos. Coisas da política de direitos de imagem da Terra da Rainha.
Aguardamos, assim, o relato de nosso editor, em viagem ao Reino Unido, acerca da repercussão dos primeiros jogos de 2011, enquanto assistimos ao vídeo da Espn.