Segunda-feira, Fevereiro 28, 2011
Os espanhóis viram Ronaldinho
A repercussão foi bem menor do que a do primeiro gol de Ronaldo pelo Corinthians, por exemplo.
De resto, estava escrito que o Boa Vista era o tipo de adversário que o Gaúcho gosta. Não é por acaso que boa parte de seus lances de destaque foram contra seleções como a Venezuela e times pequenos da França e da Espanha. À parte um gol-cruzamento contra os ingleses e uma boa atuação contra um combalido Madrid, o resto foi assim.
Mas, quando foi preciso decidir um grande campeonato, sobrou para... Belletti. Sorte do Flamengo que tem Leo Moura!
Aliás, Ronaldinho tem cobrado faltas e penâltis, feito cruzamentos e envergado a braçadeira de capitão. Para isso já não havia Leo Moura?
Sábado, Fevereiro 26, 2011
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011
E a Lusa rodopiou
Rolou eu ir com amigos ao Canindé nesta quarta, para ver Portuguesa e Bangu, no jogo de volta da primeira volta da Copa do Brasil.
O bom da Lusa é que não é uma simples peleja. Tem um charme, tem um bolinho de bacalhau.
Não que desse pra reclamar dessa data. Inocentemente, sai pra almoçar meio tarde, lá pelas 3 da tarde, e vi uma moça indo pra Ipanema em plena Avenida Paulista. Não deu pra muita gente reclamar:
Mas, de volta ao Canindé, além do bolinho, meus amigos não reclamaram do bacalhau:
É certo que não tá sussa chegar a essas delícias facilmente. Atualmente, tem umas barreiras que só são superadas de um jeitinho bem luso-brasileiro. A sugestão é que encha o peito e diga que encomendou uns bolinhos e siga adiante sem medo, que chegará à culinária lusa. O dono do bar está a subir nas tamancas com essa situação.
O jogo em si, nós só podemos ver a segunda etapa porque os comes estavam muito supimpas. Mas, foi aquela peleja típica da Portuguesa. Muita emoção e afobação e pouco encanto.
O jogo em si foi mais do mesmo. Muito suor e pouquíssima inspiração. Essa seria uma notícia se eu estivesse a falar de outro tema. A torcida sofredora da APD é valente, mas pena.
Mas, para além dos fatos e notícias que você já sabe, Feio quebrou uma dúvida que pairava na minha mente e, creio, na de muita gente também, - o Canindé e a arquibancada abaixo do campo. Ele tirou essa foto:
Bem, entre tristes e resignados, salvaram-se todos, ao final da batalha, pegamos um metrô pra casa.
Quando já estava no elevador de casa, encontrei um vizinho que é um autêntico torcedor da Portuguesa. Ele, como não poderia deixar de ser, estava com uma cara de acabado. Não há outra saída para esses heróis.
Saudações,
Terça-feira, Fevereiro 22, 2011
Cai o asterisco
Eu tinha nove anos. Comprava a revista Placar toda semana. Lembro-me bem de ver os jogadores do Flamengo figurando em várias capas. Aquela taça, com a bola em cima, na edição sobre as semifinais para as quais o Rubro-Negro se classificou por pouco, com muito sofrimento nunca saiu da minha cabeça. Aquele 3 x 2 contra o Atlético Mineiro em que o Renato Gaúcho driblou o goleiro talvez seja o momento mais inesquecível do campeonato todo.Segunda-feira, Fevereiro 21, 2011
Laranja madura
Durante vinte anos se submeteram às fórmulas mais esdrúxulas pensadas (!?) pela confederação, foram sugados e reduzidos à condição de devedores.
De uns tempos para cá, alguns foram agraciados com lembranças. A ideia de quem presenteia é, certamente, promover a intriga entre os chamados co-irmãos.
O problema será quando a conta for cobrada.
Nesse sentido, é interessante a coluna de Eduardo Tironi.
Faz lembrar Ataulfo Alves.
Terça-feira, Fevereiro 15, 2011
um ronaldo inesquecível

Só agora, quando Ronaldo anuncia uma aposentadoria que já estava praticamente anunciada por seus problemas em manter a forma e livrar-se das contusões é que me dou conta de que ele foi das figuras mais importantes na minha vida como louco por futebol, como deve ter sido na de muitas pessoas.
Só agora lembro que quando comecei a gostar de futebol, por volta de 1993, Ronaldo era o craque emergente e era com ele que eu queria parecer quando chutava bolas contra o portão de casa vestindo uma camisa azul, como a que ele vestia no Cruzeiro.
Mas, centroavante veloz e com senso apurado para o gol, não demorou muito para o levarem para a Europa. Não sem antes, ainda aos 17 anos, ele poder brilhar também com a camisa amarela da seleção e garantir a sua vaguinha no time que viajava aos Estados Unidos pra voltar com o troféu de campeão do mundo vinte e quatro anos depois da última Copa que tínhamos vencido, ainda com Pelé.
Lá nos gramados estadunidenses o então Ronaldinho não teve chances de brilhar, porque o dono da posição era o gigante Romário, que já estava então dois passos à frente do menino que em breve seria o Fenômeno.
Como Romário, Ronaldinho saiu do Brasil para jogar no fraco Campeonato holandês pelo PSV. Dois anos, alguns títulos e muitos gols depois e já conhecido como Ronaldo, ele seguiria mais uma vez a trilha de Romário e iria parar no Barcelona. Tinha então dezenove anos e a experiência na Holanda o deixara mais forte e explosivo. Capaz de arrancadas de 50 metros passando por inúmeros adversários.
Pelo Barcelona Ronaldo parecia perfeito. Na única temporada que passou por lá fez recordes de gols e foi eleito pela 1ª vez o melhor do mundo. E dessa época lembro que não apenas eu, mas todos os moleques da pelada na rua imitavam seus dribles.
Depois disso vieram a Internazionale e as contusões. Ronaldo, então o Fenômeno, descobriu ter limites. Se em 94 ele era o reserva de Romário, em 98 poderiam ter formado a maior dupla de centroavantes da história das Copas, mas Romário se contundiu. E coube ao melhor do mundo ser o atacante impossível de parar. Lembro do rei do ufanismo, Galvão Bueno, gritando “pra cima deles RRRonaldiiiinho, só tem TRÊS na tua frente!”. Só três. Mas, como sabemos, naquela Copa não foram os marcadores que pararam Ronaldo e acabaram com o sonho do penta. Houve o terror das convulsões à véspera da final. E houve Zidane, o único homem da geração capaz de fazer frente ao nosso centroavante.
Crises, fracassos, desilusões e uma contusão gravíssima que poderia pôr fim à carreira. A história de superação do Ronaldo que foi à Copa de 2002 para terminar como artilheiro e Campeão do Mundo virou até propaganda na TV para melhorar a auto-estima do brasileiro, que, como Ronaldo, não desiste nunca.
Então sim, depois disso começa sua decadência. O galáctico Real Madrid [com Zidane, Figo, Beckham e Raúl], o envelhecido Milan, a seleção de 2006 e por fim o Corinthians. Claro que Ronaldo ainda tinha seus lampejos de Fenômeno. Mas a presença nos tablóides e a luta com a balança começou a chamar mais atenção que os gols e os títulos.
Quando anunciou a assinatura com o Corinthians, um amigo com quem eu pouco falava sobre futebol ligou para comemorar: “Ronaldo é nosso!”. E é isso mesmo. Mesmo fora de forma, lento e mais preocupado com publicidade que com futebol, Ronaldo chegou num time que voltava da 2ª divisão e lhe deu confiança de campeão. Foi extremamente decisivo em seu primeiro semestre de Corinthians e me rendeu vários gritos de gol e comemorações de título.
É desse Ronaldo, como do Ronaldo do Barcelona, da Inter, das Copas de 98 e 2002. É desse Ronaldo espetacular que eu quero me lembrar para sempre. E é esse Ronaldo fenomenal que ninguém vai esquecer.
Os dois maiores atacantes dos últimos 30 anos
Ainda que se leve em conta a questão da idade dos jornalistas, a distinção não faz sentido.
Ronaldo foi muito bom, mas Careca e Romário eram mais completos. Careca foi campeão nacional por Guarani e Napoli, além do São Paulo, surgiu novo como Ronaldo e esteve em alto nível até 1993, foi para o Japão e encerrou a carreira em seu time de coração, o Santos.
Romário ganhou a Copa de 94, foi Campeão holandês, espanhol e brasileiro. E jogou muito bem até 2002. Mesmo com quase 40 anos foi artilheiro do Brasileirão de 2005. Fez a última partida de sua carreira pelo time de coração, o América.
Domingo, Fevereiro 06, 2011
Sexta-feira, Fevereiro 04, 2011
A ingratidão repetida
Nada de novo. No futebol, como na vida, tudo é repetição.
Ontem foi Rivellino, hoje é Ronaldo.
E então se revela a grande distinção humana. Se há algo que diferencia o homem de qualquer outro animal, é a ingratidão.
Rivellino foi o Reizinho do Parque, milhares de pessoas chegavam duas horas mais cedo aos jogos dos anos 60. O motivo era ver o Curió dos aspirantes. Rivellino possibilitou ao corinthiano ter orgulho de seu time, mesmo em época de vacas magras. Mas veio a final de 74, vinte anos sem títulos, e tudo ficou na conta do Bigode.
Ronaldo possibilitou ao Corinthians um reconhecimento internacional que o clube nunca tivera. Trouxe ao clube dinheiro, prestígio, influência.
Mas não ganhou a Libertadores. Como todos os outros jogadores de sua história.
Análises diversas são possíveis. A do instante diz que alguma coisa está fora do lugar, quando Jorge Henrique está no campo defensivo fazendo a marcação, como um lateral direito, e não no ataque. Alguma coisa está errada, quando um clube gasta fortunas e se coloca como Todo Poderoso e não mostra no banco uma opção para o ataque ou para a lateral. Ou quando, na última rodada de um campeonato, um dos postulantes ao título empata com um rebaixado.
Outra conclusão, possível, é a de que os gestores não conhecem futebol. A contratação de Ronaldo não poderia pretender um título continental. Não porque o Corinthians nunca ganhou a Libertadores, mas porque, em sua carreira, Ronaldo fez gols, foi laureado "melhor do mundo", venceu a Copa, mas não teve bom desempenho em campeonatos de pontos corridos e em torneios continentais. Ronaldo nunca ganhou a Champions, e campeão nacional só foi duas vezes: na sua chegada ao elenco estelar do Real Madrid e na sua saída, quando quase não jogou. Seu desempenho é muito melhor nas copas nacionais, como a Copa do Brasil, que conquistou em 2009. E isso deve ter um motivo, que os "profissionais da gestão" deveriam entender e sanar.
Porém, nos momentos cruciais (Flamengo, Goiás, Tolima), Ronaldo estava em campo e se expôs. Se tinha condições ou não, a outros cabia decidir.
Na história da ingratidão, quem será o Rivellino de amanhã?
Terça-feira, Fevereiro 01, 2011
A chegada de Ramírez
Mostrou-se corajoso, incisivo e voluntarioso.
Um jogador técnico e forte ao mesmo tempo.
É possível que não repita essa boa atuação - basta lembrar a estreia de Fernandinho no São Paulo -, mas é a melhor opção para o meio corinthiano. Ele pode jogar amanhã?