Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
Quinta-feira, Dezembro 29, 2011
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
Béla Guttman e Fleitas Solich
Ontem, escrevemos aqui sobre a contratação de Carrasco pelo Atlético Paranaense e falamos sobre a possibilidade de novos caminhos para nosso futebol com a ajuda de técnicos estrangeiros.
Curiosamente, um dos motivos que os dirigentes usam para não sair da velha lista de nomes conhecidos nacionais é a possível dificuldade de adaptação de um treinador forasteiro. Foi essa, ao menos oficialmente, a razão para o nome de Carlos Bianchi ser vetado no São Paulo.
Como se houvesse grandes diferenças na circularidade da bola ou na retangularidade do campo, para usar uma linguagem corrente entre nossos "professores".
Parece que os clubes esquecem de sua própria história.
Muito antes de Guus Hiddink e Bora Milutinovic obterem sucesso em diferentes países e construírem a fama de andarilhos milagreiros, houve por estas paragens técnicos estrangeiros que marcaram época em grandes clubes.
Um deles foi Fleitas Solich. Campeão pelo Flamengo, passou também por Corinthians, Palmeiras e Fluminense. Um dos responsáveis pelo tricampeonato estadual de 1953/54/55 (O Rolo Compressor de Zagallo, Joel e Dida), também dirigiu o Real Madrid e as seleções paraguaia e peruana.
Se Solich veio do Paraguai, Béla Guttmann chegou por aqui pelo Uruguai. Campeão estadual pelo São Paulo, com Zizinho e Canhoteiro, Guttman teve sucesso também no Milan, no Porto e, principal, no Benfica.
Um húngaro e um paraguaio são apenas um indício de que a alternativa já foi provada e aprovada há tempos.
Aqui um poema sobre Zizinho.
Curiosamente, um dos motivos que os dirigentes usam para não sair da velha lista de nomes conhecidos nacionais é a possível dificuldade de adaptação de um treinador forasteiro. Foi essa, ao menos oficialmente, a razão para o nome de Carlos Bianchi ser vetado no São Paulo.
Como se houvesse grandes diferenças na circularidade da bola ou na retangularidade do campo, para usar uma linguagem corrente entre nossos "professores".
Parece que os clubes esquecem de sua própria história.
Muito antes de Guus Hiddink e Bora Milutinovic obterem sucesso em diferentes países e construírem a fama de andarilhos milagreiros, houve por estas paragens técnicos estrangeiros que marcaram época em grandes clubes.
Um deles foi Fleitas Solich. Campeão pelo Flamengo, passou também por Corinthians, Palmeiras e Fluminense. Um dos responsáveis pelo tricampeonato estadual de 1953/54/55 (O Rolo Compressor de Zagallo, Joel e Dida), também dirigiu o Real Madrid e as seleções paraguaia e peruana.
Se Solich veio do Paraguai, Béla Guttmann chegou por aqui pelo Uruguai. Campeão estadual pelo São Paulo, com Zizinho e Canhoteiro, Guttman teve sucesso também no Milan, no Porto e, principal, no Benfica.
Um húngaro e um paraguaio são apenas um indício de que a alternativa já foi provada e aprovada há tempos.
Aqui um poema sobre Zizinho.
Segunda-feira, Dezembro 26, 2011
Um novo nome
O Atlético Paranaense saiu do óbvio fazendo o óbvio.
Diante das repetitivas opções de treinadores no futebol nacional, o Furacão procurou nos países vizinhos um comandante para seu time.
O nome escolhido é o de Juan Roman Carrasco.
Carrasco teve rápida passagem pelo futebol brasileiro. Como jogador, atuou no São Paulo em 1990, sendo companheiro de Diego Aguirre e comandado por Pablo Forlán. O trio uruguaio, contudo, não conseguiu bons resultados.
Como treinador, foi recentemente rejeitado pela torcida do Emelec, mas já venceu o campeonato uruguaio e foi treinador da Celeste.
Se dará certo ou não, é resposta para o tempo. Mas, normalmente, os velhos nomes destas plagas repetem insucessos e custam bem mais do que os colegas da América Hispânica. Vale a pena tentar!
Diante das repetitivas opções de treinadores no futebol nacional, o Furacão procurou nos países vizinhos um comandante para seu time.
O nome escolhido é o de Juan Roman Carrasco.
Carrasco teve rápida passagem pelo futebol brasileiro. Como jogador, atuou no São Paulo em 1990, sendo companheiro de Diego Aguirre e comandado por Pablo Forlán. O trio uruguaio, contudo, não conseguiu bons resultados.
Como treinador, foi recentemente rejeitado pela torcida do Emelec, mas já venceu o campeonato uruguaio e foi treinador da Celeste.
Se dará certo ou não, é resposta para o tempo. Mas, normalmente, os velhos nomes destas plagas repetem insucessos e custam bem mais do que os colegas da América Hispânica. Vale a pena tentar!
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
Placar Real
Findos os campeonatos, restam-nos poucos caminhos: acompanhar as contratações, assistir aos campeonatos estrangeiros e discutir o passado.
No primeiro passatempo, o que se percebe é a total falta de senso de alguns clubes. São Paulo e Corinthians, por exemplo, já se dispõem a pagar 10 milhões de euros por Montillo. O valor só não é mais absurdo do que o pedido pelo Cruzeiro (15 milhões de euros). O mercado de contratações comprova que haver mais dinheiro em caixa só ajuda os clubes a gastar mal.
Os campeonatos estrangeiros estão em fase intermediária, sem muito atrativo.
Além disso, ver a Juventus jogar com uniforme cor de rosa não é muito animador. Parece o Palermo.
Por fim, o último campeonato sempre rende algumas conversas no bar, seja por parte dos vencedores, seja dos vencidos.
Para subsídio às discussões, o sítio Placar Real é um bom fornecedor de assuntos.
Os organizadores assistiram a todas as partidas e verificaram qual foi a influência da arbitragem nos resultados das pelejas. É claro que a análise também resvala na subjetividade dos analistas. Mas é uma boa diversão de fim de ano. Veja lá se seu clube foi beneficiado ou prejudicado!
Aqui o link.
No primeiro passatempo, o que se percebe é a total falta de senso de alguns clubes. São Paulo e Corinthians, por exemplo, já se dispõem a pagar 10 milhões de euros por Montillo. O valor só não é mais absurdo do que o pedido pelo Cruzeiro (15 milhões de euros). O mercado de contratações comprova que haver mais dinheiro em caixa só ajuda os clubes a gastar mal.
Os campeonatos estrangeiros estão em fase intermediária, sem muito atrativo.
Além disso, ver a Juventus jogar com uniforme cor de rosa não é muito animador. Parece o Palermo.
Por fim, o último campeonato sempre rende algumas conversas no bar, seja por parte dos vencedores, seja dos vencidos.
Para subsídio às discussões, o sítio Placar Real é um bom fornecedor de assuntos.
Os organizadores assistiram a todas as partidas e verificaram qual foi a influência da arbitragem nos resultados das pelejas. É claro que a análise também resvala na subjetividade dos analistas. Mas é uma boa diversão de fim de ano. Veja lá se seu clube foi beneficiado ou prejudicado!
Aqui o link.
Terça-feira, Dezembro 13, 2011
Especulações no Palmeiras
O Palmeiras, depois da péssima campanha de 2011, tenta se
mover frente aos adversários quanto a reforçar o elenco para a temporada de
2012.
Contudo seguem algumas tratativas que o time vem realizando:
1 – Taison, que atualmente é jogador do Metalist, interessa
ao Verdão e Cicinho pelos comentários que rolam no clube pode servir como moeda
de troca;
2 – Willian, atacante do Avai, já demonstrou interesse em
atuar pelo time de Parque Antartica mesmo sondado por times do exterior. Ainda está
em negociação;
3 – Kleber, lateral do Inter/RS foi sondado pelo Verdão que
apresentou uma proposta dentro do que o jogador espera para os próximos anos.
As tratativas seguem aquecidas dependendo só do acerto quanto aos donos dos
direitos do jogador;
4 – Loco Abreu, desde o ano passado há o interesse quanto ao
jogador. O Botafogo sabe da especulação e já bateu o pé dizendo que o jogador
não sairá do Rio;
5 – Juninho, o lateral do Figueirense já possui a sua
contratação dada como certa, vamos esperar a concretização, pois tudo que se
diz respeito a reforços certos no Palmeiras sempre tem algum contratempo;
6 – Jorge Wagner, atualmente no kashiwa, foi sondado pelo
Palmeiras mas, depois de algumas declarações, diz estar satisfeito no Japão e
adia a sua volta frustrando os planos do time;
7 – Osvaldo, atacante do Ceará, tem proposta concreta
enviada pelo time de Scolari e aguardamos o desfecho de tal novela;
8 – Caballero, atacante do Olimpia (PAR), foi indicação de
Arce. Após rumores de que as conversas estavam adiantadas, o preço do paraguaio
aumentou reajustando as expectativas do time verde e branco.
Abraços.
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti
Marcadores:
2012,
Caballero,
Especulações,
Jorge Vagner,
Juninho,
Kleber,
Loco Abreu,
Osvaldo,
Palmeiras,
Reforços,
Taison,
Willian
Local:
São Paulo, Brasil
Segunda-feira, Dezembro 12, 2011
Domingo, Dezembro 11, 2011
É bonito ou não é?!
No final de semana passado no Torneio Apertura do Campeonato
Boliviano, um golaço foi destaque na partida entre Oriente Petrolero e Guabirá pelas quartas de final.
Gualberto Mojica “tenteou” a bola, matou no peito e mandou
um “tirambasso” no ângulo do goleiro que nada pode fazer.
Confira os gols da partida e o golaço de Mojica:
Sábado, Dezembro 10, 2011
Libertadores! Será que agora vai?
O Corinthians nem bem acabou de se sagrar campeão do
Brasileirão e as cobranças em cima da competição das Américas 2012 já assombra
o time do treinador Tite.
Já com o time pré-definido para a Libertadores 2012 e com a
chave certa o time da jogabilidade terá como adversários o Cruz Azul (MEX),
Deportivo Táchira (VEN) e mais um representante do Paraguai que será definido
logo mais.
A equipe de Itaquera participa da competição pela 9ª vez,
nunca sendo finalista da peleja. O máximo que conseguiu caminhar foi até a
semifinal no ano de 2000.
O Na Cal deseja sorte aos comandado de Tite para a
competição de 2012.
Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti
Sexta-feira, Dezembro 09, 2011
Neymar espera não apanhar muito no Mundial.
Em entrevista concedida junto ao técnico Muricy Ramalho, o
jogador sensação do Campeonato Brasileiro de 2011 falou sobre a expectativa de
iniciar a competição e que espera não sofrer muito com as faltas dos
adversários.
O técnico Muricy emendou que na grande maioria dos jogos do
Brasileirão, o rodízio de faltas era constante, o que irritava o técnico, mas,
nem mesmo assim, apagava o brilho do jogador durante as partidas.
O jogador espera não “apanhar” muito nesta competição,
devido ao nível dos adversários, e preza por seu bom desempenho diante dos
adversários. Tal expectativa é devido ao fato dos times da competição estarem
mais preocupados com o futebol do que com a intimidação. Ingênuo?
A estreia do Peixe no Mundial será na próxima quarta-feira,
dia 14/12/11 no horário das 08:30 e enfrentará o vencedor do confronto entre a
equipe do Kashiwa Reysol e Monterrey (MEX).
Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti
Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
Parabéns aos campeões!
E aconteceu o que tinha mais possibilidades de acontecer: o Corinthians se sagrou campeão brasileiro pela quinta vez.
Num campeonato marcado pelo equilíbrio, o Corinthians se caracterizou por marcar poucos gols e sofrer menos ainda. No velho esquema italiano: quem não toma não perde e ainda pode ganhar.
Aproveitando-se de um início de torneio em que muitos times estavam em outras competições (ou se refazendo de suas eliminações), o Corinthians obteve uma vantagem em pontos que foi administrada até o fim.
Se sofreu derrotas inesperadas, como contra América e Avaí, conquistou vitórias importantes contra Internacional, Atlético Mineiro e Vasco, em momentos importantes do certame.
Oscilou como todos, mas com a vantagem construída nas dez primeiras rodadas.
Além disso, Tite soube administrar a crise interna ao afastar Chicão e depois reintegrá-lo. Com uma escalação mais defensiva ainda, evitou uma possível derrota contra o São Paulo no segundo turno, num momento em que, se perdesse, poderia desestruturar a campanha.
Os grandes destaques do time campeão são Paulinho e Liedson. O primeiro, ajudado pela eficiência defensiva de Ralf, pôde se aventurar no ataque e marcar tentos importantes. O segundo, vencendo o cansaço, fez do Pacaembu o principal cenário de seus gols.
De resto, jogadores que não tinham a total confiança da torcida falharam pouco ou compensaram suas falhas: Castán, Fábio Santos, Júlio César.
Com a conquista, o Corinthians passa à frente do Vasco da Gama e se aproxima dos maiores campeões nacionais.
A torcida corinthiana comemora e mira a Libertadores, que, por mais que seu presidente desdenhe, é o sonho do clube. Com a base mantida e os possíveis reforços garantidos pelo dinheiro em caixa, 2012 será uma ótima oportunidade para conquistar a América.
Parabéns aos campeões!
Aqui os gols do primeiro turno.
Num campeonato marcado pelo equilíbrio, o Corinthians se caracterizou por marcar poucos gols e sofrer menos ainda. No velho esquema italiano: quem não toma não perde e ainda pode ganhar.
Aproveitando-se de um início de torneio em que muitos times estavam em outras competições (ou se refazendo de suas eliminações), o Corinthians obteve uma vantagem em pontos que foi administrada até o fim.
Se sofreu derrotas inesperadas, como contra América e Avaí, conquistou vitórias importantes contra Internacional, Atlético Mineiro e Vasco, em momentos importantes do certame.
Oscilou como todos, mas com a vantagem construída nas dez primeiras rodadas.
Além disso, Tite soube administrar a crise interna ao afastar Chicão e depois reintegrá-lo. Com uma escalação mais defensiva ainda, evitou uma possível derrota contra o São Paulo no segundo turno, num momento em que, se perdesse, poderia desestruturar a campanha.
Os grandes destaques do time campeão são Paulinho e Liedson. O primeiro, ajudado pela eficiência defensiva de Ralf, pôde se aventurar no ataque e marcar tentos importantes. O segundo, vencendo o cansaço, fez do Pacaembu o principal cenário de seus gols.
De resto, jogadores que não tinham a total confiança da torcida falharam pouco ou compensaram suas falhas: Castán, Fábio Santos, Júlio César.
Com a conquista, o Corinthians passa à frente do Vasco da Gama e se aproxima dos maiores campeões nacionais.
A torcida corinthiana comemora e mira a Libertadores, que, por mais que seu presidente desdenhe, é o sonho do clube. Com a base mantida e os possíveis reforços garantidos pelo dinheiro em caixa, 2012 será uma ótima oportunidade para conquistar a América.
Parabéns aos campeões!
Aqui os gols do primeiro turno.
Sexta-feira, Dezembro 02, 2011
Amolação e emulação
Com a proximidade do desfecho do Campeonato Brasileiro, salpicam nas chamadas redes sociais manifestações em prol do Corinthians, por parte de seus asseclas, e a favor do Vasco da Gama, vindas torcedores de outros times.
Na mídia, alguns colunistas respeitáveis falam em certo anticorinthianismo. Argumentam que o provável campeão brasileiro seria uma ideia fixa de seus rivais, verdadeira obsessão. Citam, por exemplo, o fato de torcedores santistas terem se dirigido ao arquirrival quando da conquista recente da Libertadores, atitude até repetida por um jornal popular.
Infelizmente a memória do torcedor é seletiva: prefere reclamar de quando é vidraça a lembrar de quando foi pedra.
O futebol, como a vida, é cíclico. Várias cenas se repetem, trocando-se apenas atores.
Para ficar só no estado de São Paulo, basta ter em mente que o ano de 2003 do corinthiano foi tão focado no rival como o de 2008 para o palmeirense. E qual dos dois não torce por um rebaixamento de Santos ou São Paulo?
Os fogos que explodiram na capital paulista na derrota do Corinthians na Copa do Brasil em 2008 não foram lançados por torcedores do Sport, como também não eram de adeptos do Fluminense aqueles que ressoaram na eliminação do São Paulo na Libertadores do mesmo ano. A atitude dos santistas nesta temporada é parecida ao comentário (repetido até hoje por alguns torcedores) de que apenas o Corinthians é campeão mundial reconhecido pela Fifa: o desprezo ao rival por aquilo que ele não tem.
Em resumo, essa animosidade é oriunda do próprio sentimento de exclusividade que a adesão a uma causa provoca: todos estão errados, exceto eu e os meus. Infelizmente essa atitude um tanto irrefletida é regra num ambiente passional como o futebol.
Os alvos mudam de tempos em tempos, de acordo com as circunstâncias (títulos, exposição na mídia, carisma ou falta de empatia de dirigentes e atletas). Normalmente, o êxito, ou a expectativa dele, é o suficiente para atrair a atitude invejosa dos adversários. O Santos, por exemplo, pode hoje atrair os olhares que historicamente seriam do Palmeiras.
É o eterno conflito do Eu com o(s) Outro(s),a inveja (boa ou má) do sucesso alheio, a velha emulação.
O resto é amolação.
Na mídia, alguns colunistas respeitáveis falam em certo anticorinthianismo. Argumentam que o provável campeão brasileiro seria uma ideia fixa de seus rivais, verdadeira obsessão. Citam, por exemplo, o fato de torcedores santistas terem se dirigido ao arquirrival quando da conquista recente da Libertadores, atitude até repetida por um jornal popular.
Infelizmente a memória do torcedor é seletiva: prefere reclamar de quando é vidraça a lembrar de quando foi pedra.
O futebol, como a vida, é cíclico. Várias cenas se repetem, trocando-se apenas atores.
Para ficar só no estado de São Paulo, basta ter em mente que o ano de 2003 do corinthiano foi tão focado no rival como o de 2008 para o palmeirense. E qual dos dois não torce por um rebaixamento de Santos ou São Paulo?
Os fogos que explodiram na capital paulista na derrota do Corinthians na Copa do Brasil em 2008 não foram lançados por torcedores do Sport, como também não eram de adeptos do Fluminense aqueles que ressoaram na eliminação do São Paulo na Libertadores do mesmo ano. A atitude dos santistas nesta temporada é parecida ao comentário (repetido até hoje por alguns torcedores) de que apenas o Corinthians é campeão mundial reconhecido pela Fifa: o desprezo ao rival por aquilo que ele não tem.
Em resumo, essa animosidade é oriunda do próprio sentimento de exclusividade que a adesão a uma causa provoca: todos estão errados, exceto eu e os meus. Infelizmente essa atitude um tanto irrefletida é regra num ambiente passional como o futebol.
Os alvos mudam de tempos em tempos, de acordo com as circunstâncias (títulos, exposição na mídia, carisma ou falta de empatia de dirigentes e atletas). Normalmente, o êxito, ou a expectativa dele, é o suficiente para atrair a atitude invejosa dos adversários. O Santos, por exemplo, pode hoje atrair os olhares que historicamente seriam do Palmeiras.
É o eterno conflito do Eu com o(s) Outro(s),a inveja (boa ou má) do sucesso alheio, a velha emulação.
O resto é amolação.
Assinar:
Postagens (Atom)