segunda-feira, abril 30, 2012

A zebra descansou

Depois de uma semana de muito trabalho, a zebra descansou ontem.
Guarani e Santos farão a final do Paulistão merecidamente.
O Bugre conseguiu uma vitória de virada sobre seu principal rival e teve em Fabinho e Molina (que entrou no lugar do contundido Fumagalli) suas peças mais importantes.
O Santos contou com mais uma tarde inspirada de seu principal jogador. E - caso Neymar precisasse - com a ajuda de Paulo Miranda e Dênis. O gol do São Paulo foi irregular.
O Santos busca seu vigésimo título num legítimo tricampeonato.
O Bugre sonha com a volta do trabalho da zebra.
E se ela voltar com tudo, pode ajudar o Guarani, o América (MG), o Caxias...



quinta-feira, abril 26, 2012

A final em Munique e o Calendário

Os apostadores de Londres estão satisfeitos: não bastasse o Chelsea ter parado o Barcelona, o Bayern compõe com o time do russo milionário a mais improvável final para o torneio europeu de clubes.
Numa disputa equilibrada, o segundo e o terceiro melhores times do Velho Continente prolongaram a indefinição até as penalidades, chegaram mesmo a se conformar com isso durante o jogo.
E as cobranças fizeram mais duas vítimas: Cristiano Ronaldo e Kaká.
Se Messi tentou fugir de Cech na terça e acabou no travessão, os dois madridistas pararam em Neuer, o excelente guarda-redes alemão.
Do outro lado, havia Casillas que não deixou por menos e segurou os arremates de Lamm e Kroos. Depois, contudo, viu Sérgio Ramos cobrar um tiro de meta da marca penal.
Resta aos espanhóis, agora, o desfecho das competições locais. A Liga já é praticamente do Real; o Barcelona ainda precisa medir forças com o Bilbao pela Copa do Rei.
O Bayern prepara a casa para receber o Chelsea na final da Liga dos Campeões.
Contudo, estarão ambos esfacelados em 19 de maio e com desfalques por cartão.
Três semanas depois, começará a Eurocopa e boa parte dos presentes em Munique irá para Polônia e Ucrânia.
Lá, como aqui, faltam dias no calendário?

quarta-feira, abril 25, 2012

Sobre uma tarde de abril

A derrota do Barcelona pode ser explicada de muitas formas: a penalidade perdida, a retranca londrina, a ausência de Villa, a falta de um atacante de área, a necessidade da vitória para um time desacostumado a perder, as atuações de Drogba e Ramires, o acaso.
O melhor time do planeta sai derrotado, como já havia acontecido em 2010. E, todos sabem, voltou mais encantador em 2011. A ponto de fazer o melhor time brasileiro parecer uma equipe juvenil atuando contra profissionais.
É obviamente prematuro imaginar que o retorno será grandioso na próxima temporada. Haverá uma Eurocopa no meio do caminho, haverá mudanças no elenco e, acima de tudo, e envelhecimento natural dessa novidade nostálgica que é o jogo azul-grená.
Mas as palmas que os presentes ao Camp Nou dedicaram ao instante resumem bem o acontecido: um time que seguiu seus princípios, outro que usou as armas que tinha, um público agradecido por testemunhar a História.
Barcelona mais uma fez respira Sarriá.

segunda-feira, abril 23, 2012

Festa em Campinas

Como previsto, haverá o dérbi na semifinal do Paulista, mas no Brinco de Ouro da Princesa.
Superior durante todo o jogo, a Ponte Preta não se intimidou diante do líder do campeonato. Mesmo ameaçada pelo gol de Willian, a Macaca continuou buscando o jogo e não mostrou o abalo que seria comum na situação.
Júlio César falhou em dois gols, é verdade. Mas Danilo,Émerson, Liédson e Douglas não renderam o suficiente. No Corinthians, o destaque fica para Wilian e Alex, que entraram no segundo tempo.
A Ponte Preta se impôs pela marcação e pelo avanço rápido ao tomar a bola.
Classificação merecida, enfim.
Não deu nem tempo para os palmeirenses tiraram sarro dos rivais.
O Guarani, muito mais regular do que a Ponte durante a primeira fase, também não se amedrontou e repetiu a vitória de poucos dias antes. E o enredo foi parecido com o do jogo do Pacaembu. Dois a zero para o time campineiro, com direito a gol olímpico. Depois, gol de Assunção para diminuir para o Palmeiras. E um tento para cada time nos minutos finais. Deola - como Júlio César - falhou.
Considerando que Dênis também havia errado no jogo de sábado, os torcedores do Trio de Ferro têm motivos para preocupação.
Quem está tranquilo é o santista, pois, além de Rafael estar em boa fase, Neymar vai garantido a parte do ataque. Pela campanha, o Guarani é favorito diante da Ponte Preta. Pelo time, o Santos deve passar pelo São Paulo. Contudo, diante dos resultados de ontem, a única coisa de que se pode ter certeza é a festa em Campinas.




terça-feira, abril 17, 2012

XV de Piracicaba de Primeira!

XV de Piracicaba empata, permanece na primeira divisão do Paulistão e garante a festa de seu Centenário em 2013.

Foi tamanha a alegria quando no final do jogo a confirmação da permanência na primeira divisão da elite do futebol Paulista foi confirmada. Os torcedores de Piracicaba mereciam esta alegria pela luta, pelo amor e pela insistência que possuem junto ao "Quinzão".

Foi um campeonato sofrido com contratações que vieram para resolver mas se machucaram antes mesmo de entrarem em campo, mesmo assim a torcida sempre acompanhava o clube e levava todas as energias positivas para dentro de campo sempre para empurrar o time da cidade.

Destaque muito grande também ao técnico Estevam Soares, que mesmo diante de várias dificuldades, sempre exaltou o grupo e deu, literalmente, a cara a tapa em todas as entrevistas e explicações de empates, derrotas e sobre as poucas vitórias.

O fim da agonia e da incerteza da permanência na primeira divisão veio com o empate com o Mogi Mirim e a confirmação da derrota da Lusa. De forma heroica o empate foi arrancado na casa do adversário e confirmou o XV na primeira divisão em 2013, ano que completa 100 anos de existência, maior presente ao torcedor não poderia ser dado.

O Na Cal parabeniza o "Nhô Quim" e deseja um centenário mais condizente com a tradição do clube.

Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti

segunda-feira, abril 16, 2012

Palmeiras X Comercial

Palmeiras joga mal, irrita torcida e decide vaga para a semi-final fora de casa. 


O Palmeiras entrou em campo nesta tarde de domingo no Pacaembu, diante de um público de quase 6.000 pessoas. Tinha tudo para ser uma partida de recuperação da confiança, que reforçaria a equipe para a reta final do campeonato, mas esqueceram de enviar o roteiro antes para o rebaixado Comercial de Ribeirão Preto.

Na verdade o jogo foi uma apresentação horrorosa da equipe de Felipão. Perdidos em campo os ditos representantes alvi-verdes não conseguiam impor o ritmo de jogo, não apresentavam jogadas objetivas e ofensivas sendo, em muitos momentos do jogo, sufocados pelo time do interior.

O Comercial, que não tinha nada a perder, fez o seu papel. Saiu na frente do placar deixando ainda mais abalado o time de Palestra Itália. Seguindo pelo primeiro tempo dessa forma, com uma apatia absurda, o time verde e branco viu o time interiorano jogar bola, sem brilho também, rezando para o final desta etapa.

O segundo tempo foi diferente. Demonstrou ainda mais a fragilidade do time do Palmeiras que, com a expulsão de dois jogadores do Comercial, não conseguiu impor o seu ritmo de jogo, irritando a torcida que, teimosamente, ainda acredita no time.

O empate aconteceu com um dos rejeitados do time, Fernandão apareceu livre no meio da área e fez de cabeça, empatando o jogo. A comemoração não durou muito tempo, já no final do jogo, em uma cobrança de escanteio onde o Comercial tinha apenas dois jogadores na área, Diogo Acosta mata no peito, chuta cruzado e marca mais um colocando o time de Ribeirão novamente à frente do marcador.

Desesperados, os pupilos de Felipão tentaram de qualquer forma chegar ao gol adversário. Fato que ocorreu no final do jogo com Henrique empando o placar nos acréscimos amenizando a vergonha que estava estampada em cada um dos torcedores que compareceram ao Pacaembu neste domingo.

O Palmeiras sai de campo com gritos de Timinho, Time Sem Vergonha, Fora Felipão dentre outros xingamentos que são indescritíveis. Enfrenta na próxima fase o Guarani de Campinas no Brinco de Ouro da Princesa.

Apertem os cintos Palmeirenses e preparem o coração!

Abraços.
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter; @eduvidoti

sábado, abril 14, 2012

Festa em Santos e em Osasco

O Centenário do Santos tem destaque merecido na internet neste fim de semana.
O Santos mostra que a escolha do torcedor não segue parâmetros racionais. Todo adepto de um time costuma encher o peito para falar de sua história, mas o Santos foi o primeiro grande brasileiro a conquistar a América. E é também o último. E pode ser o próximo.
Até 2002, uma geração inteira de santista (aqueles nascidos entre 1975 e 1995) teve que aguentar muitas provocações do tipo: quem vive de passado é museu ou santista é viúva de Pelé.
Mas aí veio a última década e o Santos passou a ser o primeiro time de muita gente jovem, como já era o segundo dos mais velhos. E com isso, os torcedores vão unindo ao orgulho dos saudosos a soberba dos imediatistas.
Como em todo lugar estão falando do Alvinegro da Vila Belmiro, falemos de outra coisa.
E o assunto mais interessante neste final de semana é o vôlei.
Na semifinal de ontem, o Vôlei Futuro eliminou o RJX em jogo que teve direito a todos os tipos de tensão. Discussão entre Marlon e Riad (ambos do RJX), entre Ricardinho (VF) e Lucão (RJX), ponto mal validado, reação do time carioca após perder os dois primeiros sets.
E hoje teve a final da Superliga Feminina. Final bastante repetida, diga-se.
Desta vez quem venceu foi Osasco, com ótimas atuações de Hooker e Fabíola.
Fabíola, aliás, que ganhou a distinção de melhor levantadora da competição.
Fernanda Venturini, que disse em entrevista recente que deveríamos esquecer as levantadoras do passado (ela e Fofão) e dar moral para as novas, olhou com certo orgulho para a escolhida.
Faltou para ela, Venturini, uma menção, um agradecimento por serviços prestados em sua despedida, a quarta e última (?). Bernardinho reclamou da CBV, mas a homenagem poderia vir de seu time, que jogava em casa.
Mas, de resto, foi um evento bonito. Tão bonito que, se não houvesse o monopólio global, poderia arrancar muita audiência da insossa última rodada do Estadual amanhã. Restrita ao começo do sábado, a final proporcionou um bom início de final de semana.

sexta-feira, abril 13, 2012

História improvável

O futebol providencia histórias que parecem improváveis.
Ontem à noite, uma delas foi escrita.
O Flamengo precisava vencer o seu jogo contra o Lanús e torcer por um empate entre Emelec (EQU) e Olímpia (PAR).
O rubro-negro vencia seu confronto por dois tentos a zero (Welinton e Deivid) e o placar seguia inalterado no Paraguai. Mas no último minuto do primeiro tempo, Castorino abriu o marcado para o Olímpia. O resultado tirava o Flamengo.
Certo desânimo no Engenhão, mas ainda havia 45 minutos para torcer. E - mais importante - o Emelec tinha chances de classificação; por isso, era certo que tentaria empatar.
O Flamengo voltou disposto a reforçar sua parte na missão. Aos 4, o terceiro gol (Luís Antônio). Dessa vez, o torcedor tinha certeza que não viria um empate.
A única igualdade que importava foi feita por Mondaini no Paraguai, aos 23 minutos da segunda etapa. A torcida no Engenhão vibrou com o gol do Emelec.
Porém, aos 43, embalado pela possibilidade de classificação, o Emelec virou o placar com Mena.
Foi quando acabou o jogo no Engenhão e os rubro-negros saíram entre orgulhosos de seu feito e apreensivos com o resultado no Paraguai.
Então, veio o anúncio do improvável: gol do Olímpia, com Zeballos.
Nesse momento, os flamenguistas vibravam, o espectador neutro ficou contente em presenciar um instante histórico e os outros times classificados para as oitavas começaram a temer o Flamengo.
Leonardo Moura dava entrevista satisfeito ao canal de tevê. Ficou sabendo que já eram 47 minutos do segundo tempo.
Mas a história não tinha acabado. O Emelec se classificou com um gol de Quiñones aos 48. 3 a 2. Os jogadores do Flamengo choravam em campo. Os torcedores se entristeciam ou se revoltavam.
A única certeza é que foi uma história improvável. Imagino que tenha sido contada com mais entusiasmo no Equador.

quinta-feira, abril 12, 2012

Vai começar

Com a primeira fase da Libertadores acabando, as oitavas da Copa do Brasil se aproximando, e os campeonatos regionais entrando (!) em sua fase decisiva, a temporada futebolística brasileiro vai querendo começar.
Se dizem que o ano só inicia depois do Carnaval, o futebol espera a Páscoa, o Quasímodo e - se bobear - até o Dia das Mães.
Enquanto isso, os times vão oferecendo gols ao seu torcedor. O Grêmio faz 3; o São Paulo, 5; o Corinthians, 3; o Palmeiras, 3; o Galo, 5.
Com os gols, criam-se invencibilidades históricas; com estas, a esperança - que pode acabar num contato rápido com o "mundo real".
E esse contato se realizará nos embates entre os grandes daqui e de fora.
Aí, depois dos tombos, muita gente vai querer se organizar para o Brasileirão. Será tarde para começar?

segunda-feira, abril 09, 2012

Números

Os jornais têm por hábito repetir as novidades.
Lendo um periódico, lê-se quase todos.
E se você lê, não se preocupe: o repórter de campo fara um resumo para você durante a transmissão do jogo.
A última repetição se deve às estatísticas das faltas sofridas por Neymar.
Em números puros, o atacante santista sofre muito mais faltas do que os principais atacantes do futebol europeu: Cristiano Ronaldo, Messi, Rooney.
Quando se para por aí, tem-se apenas um número. E pronto.
O problema é valorá-lo. Neymar sofre mais falta porque é mais caçado ou porque ainda não sabe o momento certo de soltar a bola? Os árbitros europeus marcam menos falta ou os defensores do Velho Continente as cometem em menor número, pois seus sistemas são mais coesos? O que (ou quem) leva à falta: a dependência do Santos em relação ao atacante, a perseguição dos marcadores ou eventual valorização do lance pelo santista?
Mas discutir leva tempo e exige argumentos.
É mais fácil dizer que Neymar sofre mais faltas. E ponto.

No Sem Cesura, um poema sobre Matthias Sindelar.

domingo, abril 08, 2012

E o Juventus segue

Se na série A1 - o Paulistão - as coisas estão praticamente definidas a duas rodadas do fim, a emoção persistiu até os últimos minutos da A3 - que alguns chamam de Paulisteco.
Na Cal acompanhou pela manhã o embate entre Taubaté e Barretos, na Rede Vida.
No jogo da tevê, vitória de 2 a 0 para o Taubaté, resultado que o manteve na A3 e acabou com as chances de seu oponente se classificar para a próxima fase. Ambos acabaram com a mesma pontuação, 26 pontos, Taubaté em 11º e Barretos em 12º.
O equilíbrio da disputa se refletiu na classificação final: do Marília, sexto colocado, ao XV de Jaú, antepenúltimo, a diferença foi de seis pontos; 28 a 22.
Agora, os oito primeiros se dividem em dois grupos. O primeiro e o segundo de cada grupo estarão na A2 de 2013.
O Moleque Travesso disputará com Grêmio Osasco, Guaçuano e Marília. Do outro lado, a briga será entre Rio Branco, Capivariano, Internacional de Limeira e Batatais.
Foram rebaixados a Inter de Bebedouro, o XV de Jaú, Osvaldo Cruz e Taboão da Serra.
Agora sob o comando do experiente Luiz Carlos Ferreira, um dos "reis do acesso" de nosso futebol, o time da Mooca pode retornar à A2 na próxima temporada.
O Juventus segue e a emoção também.

sexta-feira, abril 06, 2012

Centenário do Santos - O Filme

Torcedores de futebol se parecem muito. Na alta, agem com soberba, apegam-se às estatísticas recentes; na baixa, recorrem à história e põem a arbitragem em voga.
Na proximidade dos centenários, outro padrão se repete: seguidores bissextos se unem aos habitués, as expectativas são depositadas num título, produtos promocionais são lançados.
Agora quem dá a bola é o Santos. E no embalo de uma nova equipe vencedora, emplaca a sua versão dos últimos cem anos.
Como é costume, as mitologias vão se construindo: o clube surgiu no dia do naufrágio do Titanic, o tal do DNA ofensivo, as diversas versões dos Meninos da Vila.
(É prática comum dos historiadores sem método confundir causalidade com casualidade.)
Omitem-se alguns fracassos, justificam-se outros.
As diferenças principais a favor do Santos são duas: (1) o Alvinegro Praiano sempre foi uma espécie de segundo time dos torcedores do trio de ferro paulistano, aumentando o apelo comercial de seu filme comemorativo; (2) tem uma equipe altamente competitiva e pode escapar da maldição do centenário e se tornar o time brasileiro com mais títulos da Libertadores.
Se falhar, poderá ter que conviver com o êxito do Corinthians; se tiver sucesso, poderá menosprezar o recente centenário mosqueteiro.
De qualquer forma, padrões se repetirão. E, além disso, passará a vez para o Palmeiras e seus preparativos para 2014.

quinta-feira, abril 05, 2012

Brasileiros a perigo na Libertadores

Todos se lembram da fatídica eliminação em série dos clubes brasileiros na Libertadores passada.
Naquela semana lamentável, apenas o Santos resistiu. Graças a uma grande atuação de Rafael, o Peixe se manteve na competição e seguiu até o título.
Este ano, contudo, os desgostos podem vir antes.
Com o empate de ontem entre Santos e Internacional, as chances de os dois seguirem existem, mas passam necessariamente pelo Strongest. Será ele o mais forte do grupo?
Se sofrer o empate foi ruim, a conta melhora quando se considera que o Colorado jogou ontem à base do abafo e da ligação direta. As ausências de D´Alessandro e Oscar foram muito sentidas.
O Fluminense está garantido. Provavelmente em primeiro. Aí é torcer para não pegar um "último segundo" como o Guadalajara ou a Católica.
Para o Flamengo, a coisa se complicou muito depois da virada sofrida ontem.
O Vasco e o Corinthians se classificam e esperam os cruzamentos. Vélez? Cruz Azul? Um contra o outro?
Tudo é especulação, claro.
Mas não será surpresa se os representantes brasileiros tiverem duas baixas já nessa fase de grupos.



quarta-feira, abril 04, 2012

Ainda Ademir

Nos primórdios da existência de Na Cal, escrevi um pequeno texto relacionando Ademir da Guia e Paulinho da Viola.
Por conta do aniversário do Divino, reli a postagem hoje. Quem quiser pode ver aqui.
Ademir sempre foi uma figura que me causou curiosidade e admiração.
Creio que a primeira vez que li algo sobre ele foi lá por 86. Eu tinha 8 anos e lia uma revista antiga chamada Gazeta Ilustrada.
Vez por outra, meu pai aparecia com uma dessas publicações antigas e eu me divertia um bocado com a história de nosso ludopédio. A edição de que falamos agora era de 1960. Ou assim registrou minha memória. E apresentava Ademir como sucessor de Pelé.
Como sabemos hoje, ele não foi o herdeiro do Rei, mas construiu uma carreira brilhante no Palmeiras, fazendo do alviverde o único time capaz de parear com a constelação praiana daqueles anos 60.
A indicação da revista serve mais para nos dar uma ideia de que a sanha do jornalismo esportivo por cunhar e sepultar ídolos não é coisa recente.
Já na década de 90, devidamente alfabetizado e leitor já com boa fluência graças às revistas antigas, Ademir ressurgiu no hoje clássico poema de João Cabral. O poema, para quem não conhece ou quer lembrar, pode ser lido aqui. Nele há a construção típica de João Cabral: uma técnica invejável e uma cadência sem sobressaltos. Mais ou menos como Ademir.
Mais do que isso, ali aprendi que era possível falar de futebol em poesia.
Por fim, bem depois, Ademir aparece no documentário Um craque chamado Divino. Os depoimentos do filme, aliás, fazem concluir que Ademir era já na sua época um jogador de outro tempo.
E por isso Ademir merece sempre a lembrança.

segunda-feira, abril 02, 2012

Fluminense fora do Campeonato Fluminense?

Aos poucos, o Rio de Janeiro vai se igualando a São Paulo no que concerne a seus campeonatos estaduais.
Se a interminável primeira fase do Paulistão cansa o mais animado torcedor, o Campeonato Carioca vai perdendo seu antigo charme.
Inchado em seu atual formato com dezesseis clubes, O Carioca se tornou mais Fluminense, sem contudo trazer algum benefício à competitição.
A explicação é simples: os times pequenos do Rio são muito inferiores aos de São Paulo. Basta ver a representatividade de uns e outros nos certames nacionais. Quantos clubes fluminenses há na segunda divisão?
E quando há um, como o Duque de Caxias, o desempenho é desanimador.
Com isso, até os clássicos perdem o encanto, podendo ser sonolentos como o chamado Clássico Vovô de ontem.
Num jogo sem graça, o resultado foi o óbvio: um empate que dificulta, mas não muito, as chances de classificação do Tricolor.
O que não seria prejudicial, diga-se de passagem, pois sobraria tempo para se dedicar ao que realmente importa nas Laranjeiras neste mês de abril.
Aos outros três grandes cariocas, restará dividir atenções entre o Campeonato Fluminense e a Libertadores (Vasco e Flamengo) e a Copa do Brasil (Botafogo). Será uma vitória de Pirro?

Antes de ver os gols de ontem, leia no Sem Cesura um poema sobre Gordon Banks.

domingo, abril 01, 2012

Josep falou

Não sei ao certo o contexto, nem a motivação, mas Josep Guardiola se pronunciou dia desses sobre Raúl, jogador hoje no Schalke 04.
Guardiola colocou Raúl no patamar de maior jogador espanhol de todos os tempos.
Alguns dirão que a Espanha nunca produziu grandes jogadores e que o técnico catalão não quis elogiar seus comandados, como Xavi e Iniesta.
Outros se pegarão no fato de que Raúl não é esse jogador todo que a cortesia de Guardiola pretende fazer acreditar.
Mas o fato mais interessante na afirmação é a de alguém tão ligado ao Barcelona elogiar outrem tão madridista.
Reconhecer a grandeza do outro é algo meio esquecido nesses tempos.