domingo, janeiro 13, 2013

Eles são humanos

O tênis é um esporte interessante: um grande jogador precisa, necessariamente, de talento e treino.
Não há como ser um atacante parado perto da área e se garantir com um ou dois arremates por jogo, mesmo depois de uma noite de abusos e uma semana de ausência dos coletivos.
Também é preciso, no tênis, ter domínio de todos os fundamentos. Não há como sobreviver só com voleios.
Certa vez, num Redação Sportv, Tim Vickery afirmou que, à época do sucesso de Guga, indagou vários especialistas sobre o tênis brasileiro. E colheu um possível diagnóstico: no Brasil, o tênis é esporte de elite e os jovens seriam muito mimados, não estariam dispostos ao sacrifício exigido na forja de um grande tenista.
Não sei se análise de Vickery exaure as variáveis, mas desperta uma boa reflexão.
Enquanto isso, os torcedores ficam dependentes do surgimento - praticamente do nada - de um Guga, de uma Maria Esther Bueno.
Uma pena. Vários ídolos brasileiros num esporte individual, em que se pede desculpa e em que o árbitro revê suas decisões, poderiam trazer um produtivo efeito pedagógico.
Nesta semana, houve o Kids Day do Australia Open. Estavam lá Djokovic, Federer, Williams, Ivanovic, Tsonga brincando com e para os pequenos fãs do esporte. A imagem dos maiores do mundo mostrando que são humanos e, mais do que isso, crianças é esclarecedora.

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