segunda-feira, abril 01, 2013

A quintessência do zicado


Apesar de a tabela do Paulistão 2013 mostrar o São Paulo Futebol Clube bem a frente do Sport Club Corinthians Paulista, é Libertadores que reflete melhor o estado tático e mental destes dois times grandes da Capital.

Pelo que apresentaram até aqui neste ano, o placar foi justo. Foi adequado à organização (leia retranca) e controle emocional do alvi-negro zona lestiano.

Na prancheta, o elenco e o técnico clube permitem um futebol mais solto, com habilidade, na camiseta tricolor. O outro é só mais uma versão daquele "futebol copeiro", uma moda lançada por Scolari e mantida por seus seguidores gaúchos.

O problema do Morumbi é que sua escolha é mais difícil; costuma demorar mais para um time jogar a lá Telê.

Somente será possível uma melhora do SPFC se torcida, diretoria, comissão técnica e elenco conseguirem aguentar as matracas da imprensa paulistana, gente viciada em crise dos grandes. Neymar está aprendendo bem esta tristeza de "jornalistas" que gostam de contribuir para a construção das novas previsíveis depois destes jogos na Seleção.

Tenho minhas dúvidas que tenha ocorrido aquela máxima penalidade máxima de Ceni em Pato; mas aquele lance específico foi muito curioso. O "lógico que foi que foi pênalti" que ouvi dos amigos corinthianos foi respondido com a seguinte questão:

Se o juizão achou mesmo que foi penalidade, por qual razão o Rogério não foi expulso?

Como respostas, só grunidos ou silêncio.

O ponto alto da vitória, vi na entrevista após o jogo. O Pato falar que faria o gols se não tivesse sido "derrubado" foi melhor que o gol em si. Achei interessante ele ir ao chão só de pois de ver uma bola mais rápida que suas pernas e ter colocado os dois pés no chão.

Mas esta patatada da dupla atacante e juiz não é culpa deles; muito ao contrário, um fez certo o seu papel e o outro se meteu em uma fria em função de suas limitações.

O responsável mesmo é o estado de desânimo da equipe frutificou na bola atrasada errada do zagueiro saopaulino.

No final das contas, só o sangue frio e autoconfiança garantirá que o São Paulo possa dobrar o Cabo.

Mas não há fórmula para vencer Adamastor e conquistar as riquezas das Índias do bom toque de bola.

A sorte dos deuses soprarão, só resta saber se haverá fôlego suficiente até que o toque faça a bola fluir para o fundo da rede.

Abraços,

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