quarta-feira, julho 10, 2013

Quem viu?

Na última quarta-feira, o torcedor que gostaria de acompanhar o Atlético Mineiro sofreu um bocado. O duelo contra o Newell´s só foi transmitido pela tevê fechada. Na Globo, viu-se a partida entre Corinthians e São Paulo; na Bandeirantes, Botafogo e Figueirense pela Copa do Brasil.
A disputa dos dois paulistas pela Recopa foi estrategicamente colocada naquela data; a intenção era compensar a falta de jogos atrativos, uma vez que o Trio de Ferro havia se despedido da competição continental. Sintomaticamente, o time que apresentou o melhor futebol nos primeiros seis meses deste ano, o Galo, foi abandonado na sua partida mais importante até agora.
Hoje, contudo, voltará a ecoar o bordão de que o time é "o Brasil na Libertadores". Será tarde?
O episódio revela - se fosse preciso - a estratégia monopolista de comprar para que ninguém venda. O procedimento é muito utilizado para tirar sucessos de uma emissora e, assim, evitar concorrentes pela audiência.
Basta ver o caso de Neymar e Oscar. Os dois maiores representantes de sua geração apareciam pouco na tela, pois os donos dos direitos televisivos dos campeonatos transmitiam poucos jogos de suas equipes, e também não deixavam transmitir.
Curiosamente, é bem possível que haja mais aparições da dupla agora que atuam no futebol internacional. Oscar é figura constante nas transmissões do Campeonato Inglês; Neymar deverá aparecer todas as semanas no Espanhol. Juntando-se as copas europeias aos campeonatos locais, dois devem estrelar os noticiários sobre as competições do Velho Mundo.
A Recopa, diga-se, poderia ser decidida em uma única data, quiçá em partida no exterior, projetando mais a imagem dos seus clubes. Contudo, por vínculos contratuais, São Paulo e Corinthians se sujeitaram a dois embates que valem pouco mais do que o cansaço que causam. Não é por acaso que o jogo, principalmente na primeira etapa, brindou o espectador com uma sonolência desesperadora.
Enquanto isso, o ótimo time do Atlético Mineiro se exibia escondido dos apreciadores do bom futebol.
Neymar, Oscar, Bernard... Migrar é rima ou solução?

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