quinta-feira, agosto 08, 2013

O segundo raio

Há certas histórias que parecem improváveis. Por exemplo, um goleiro marcar o tento salvador. Quando se acrescentam detalhes como o gol ser de cabeça no último minuto, chega-se a um nível cinematográfico de invenção.
Às vezes, contudo, a vida é mais inverossímil do que a arte.
Sim, Ronaldinho Gaúcho fez ontem um golaço contra o Botafogo; sim, o Santos segurou o Corinthians e minimizou o escárnio causada pela goleada da semana passada; sim, o Cruzeiro reassumiu a liderança do campeonato; tudo isso aconteceu, mas nada foi mais impressionante do que o gol marcado pelo arqueiro Lauro. No último minuto, a cabeçada do guarda-redes lusitano garantiu o empate diante do Flamengo e um ponto importantíssimo na briga contra o rebaixamento.
Para o Flamengo, os dois pontos perdidos prejudicaram os planos de avançar na tabela. Para Lauro, o lance foi um reavivamento da emoção de dez anos antes, quando ele também marcou contra o Flamengo.
Sim, Lauro já estivera em outra cena inverossímil. Na época, atuava pela Ponte Preta. Na saída do gramado, ele lembrou que o primeiro gol foi marcado em agosto de 2003. Dez anos depois, a história se repete.
Dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Ó raios, caiu - dirão os lusitanos.



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