segunda-feira, novembro 18, 2013

Brasileirão 2013 - Os Professores

Praticamente definido, o Brasileirão segue para os arremates. Algumas questões aguardam resposta: o topo será formado por um G4 ou por um G5? Será um G3? Quem fará companhia para Náutico e Ponte Preta no rebaixamento? A quantos pontos chegará o recordista Cruzeiro? Quantos empates terá o Corinthians? Quem será eleito o grande jogador do torneio? Quantos cariocas estarão na Série B-14?
As respostas servirão para completar a história de um campeonato que produziu fatos e figuras interessantes.
Vejamos alguns relacionados aos treinadores do certame.
Houve o desempenho notável do campeão que, com ataque produtivo e sem grandes oscilações, confirmou a qualidade dos recentes trabalhos de Marcelo Oliveira, interrompeu a sequência Rio-São Paulo e, talvez o mais importante, deu uma resposta rápida ao rival.
Ao lado de Oliveira, outros técnicos fora do grupo dos figurões mostraram trabalho interessante e surgem como nomes que deverão ser cogitados em muitas diretorias: Enderson Moreira, Wágner Mancini, Guto Ferreira.
Comprovou-se também que a empatia de alguns técnicos com seus clubes pode gerar resultado. Os melhores exemplos são Muricy Ramalho e Renato Gaúcho. Tcheco conseguirá isso em três jogos?
Merecem destaques também o fraco desempenho de Luxemburgo (por Grêmio e Fluminense), a peregrinação de Dorival Júnior pelos grandes cariocas e a estranha saída de Mano do Flamengo.
Flamengo, aliás, que repete a história e se recupera sob o comando de um interino com ligações com o clube. Será Jayme de Almeida um novo Carlinhos, um novo Andrade? E, para continuar na categoria dos interinos, qual será o futuro de Claudinei Oliveira?
Há, por fim, a figura dos técnicos que tiveram seus trabalhos interrompidos: Ney Franco se recuperou e vem conseguindo um excelente desempenho com o Vitória; Autuori saiu do Vasco sem chegar ao São Paulo; a demissão de Tite prova, mais uma vez, que há apenas duas coisas que dão segurança aos treinadores em nosso futebol: títulos e multas rescisórias altas.
Por essas e tantas outras, é de se estranhar e louvar a manutenção de Oswaldo de Oliveira no Botafogo. Com as oscilações comuns a todas as equipes (exceto os constantes Cruzeiro e Náutico), o time da Estrela Solitária se manteve no pelotão da frente durante todo o Campeonato e disputa uma vaga no G4/G5. Apesar das muitas baixas que o elenco sofreu, Oswaldo tem conseguido realizar o melhor desempenho do Botafogo na última década. Pode não bastar para a Libertadores do ano que vem, mas não é, de forma alguma, pouca coisa.
Será o suficiente para continuar?
Aguardemos as cenas de 2014...

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