domingo, setembro 07, 2014

Cem dias



Durou cem dias a aposta de Palmeiras em Ricardo Gareca.
Em maio Na Cal viu na contratação do treinador argentino um bom lance: um profissional com rodagem e títulos, a um custo menor do que o das outras opções à época - Luxemburgo e Dorival.
Após pouco mais de três meses, o Palmeiras, que em maio figurava na primeira metade da tabela, corre riscos sérios de encerrar o primeiro turno na zona de rebaixamento. Nesse mesmo tempo, Luxemburgo recuperou o Flamengo que, mesmo perdendo do Grêmio ontem, mantém certa distância das últimas colocações. Hoje a diferença entre Flamengo e Palmeiras é de seis posições (10º e 16º) e 8 pontos (25 e 17).
A situação não é catastrófica, mas preocupante. Não é necessário ir longe para buscar exemplos de recuperação. No ano passado, o São Paulo encerrou o primeiro turno com 19 pontos, candidatíssimo ao rebaixamento; terminou, contudo, somando 50 pontos e se salvando.
O problema é que invocar a lembrança da última temporada não é alívio para o torcedor palmeirense, pois em 2013 a equipe disputava a série B. Se entre os descensos de 2002 e 2012 havia uma década para afastar os dissabores das duas campanhas, agora o rebaixamento seria imediato e, pior, no ano do centenário palestrino.
Para afastar essa possibilidade desastrosa, a diretoria palmeirense concluiu que o trabalho de Gareca não merecia continuidade. Assim, após 13 jogos (4V, 1E, 8D), a aposta virou fracasso e o treinador foi demitido. Para assumir seu posto, chega Dorival Júnior, ligado desde sempre à história palmeirense.
Sobrinho de Dudu, Dorival (à época, Júnior) rodou por clubes como Ferroviária, Guarani e Coritiba, até chegar ao Palmeiras em 1989. Ali ficou até 1992, último ano da fila. Atuou com Jorginho e Toninho, outros jogadores que marcaram a passagem dos 80 para os 90, saíram antes da volta dos títulos e retornaram para integrar outros postos na hierarquia palmeirense (Jorginho foi treinador; Toninho, diretor técnico).
Como treinador, Dorival rodou muitos clubes até chegar, agora, ao Palmeiras. Seus últimos trabalhos foram no Rio de Janeiro. Em 2013, passou por Flamengo, Vasco e Fluminense - os dois últimos terminaram o campeonato entre os rebaixáveis. Chega como aposta para tentar salvar o ano do centenário. Tem menos de cem dias para isso.

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