sábado, novembro 08, 2014

Festa na Comendador

Sábado, 1º de novembro de 2014, quase uma da tarde, mil e trinta e nove torcedores de futebol presenciaram uma conquista de título no estádio de um tradicional clube paulista.
Talvez seja melhor explicar cada parte da descrição.
A partida final começou às 10h45 e, descontado o horário de verão, terminou sob o sol do meio-dia.
Os presentes não eram todos torcedores do time anfitrião, embora suas cores tivessem boa presença nas arquibancadas. Alguns dos presentes trajavam as camisas do adversário, dos quatro grandes paulistas, de times estrangeiros, de agremiações de outros estados.
Estava em disputa o título da segunda divisão paulista; enfrentavam-se Nacional e Atibaia no estádio Nicolau Alayon.
Como é sabido dos leitores deste espaço, o Nacional é clube de grande e importantíssima história. Carrega em sua gênese, dois grandes fatores do nascimento do futebol nestas plagas: os imigrantes ingleses e as estradas de ferro. Pioneira, a agremiação está ligada ao jogo inaugural do esporte bretão neste país (outrora) do futebol e à fundação da Federação Paulista de Futebol.
Há cinco anos, o time da Água Branca vinha peregrinando pela segunda divisão bandeirante. Numa jornada surpreendente em que a equipe obteve a melhor campanha na primeira fase, o Nacional conquistou o acesso à série A3 de 2015.
Entretanto, o time não estava satisfeito e queria o título em seu estádio. Para isso, era preciso vencer, pois saíra derrotado no primeiro jogo da final.
O Atibaia conseguiu nova vantagem: 1 a 0, aos trinta minutos, Fernando Gaúcho cobrando pênalti. Na volta do intervalo, o Naça veio com vontade e virou logo: Bruno Silva, aos 5, e Fernando, aos 14, marcaram os tentos que garantiram o troféu.
Num ano em que a Lusa despencou para a série C, os grandes sucumbiram diante do Ituano e as comemorações das maiores torcidas podem ficar restritas às reapresentações de antigos ídolos ou à inauguração de novos estádios, o feito nacionalino merece aplauso.
Enquanto seus irmãos mais fortes se preparam para o fim de uma temporada que tem se caracterizado pelo domínio mineiro no âmbito nacional e pelo insucesso brasileiro em escala internacional, o NAC volta a um cenário mais condizente com sua história, projetando, quem sabe, novos acessos.
Parabéns ao Nacional e aos nacionalinos!

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