quarta-feira, novembro 11, 2015

estrELAS

Aproveitando a repercussão causada pelo tema de redação proposto no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), este é um bom momento para falar da participação da mulher no esporte brasileiro.

No esporte, as mulheres, infelizmente, não são maioria, ocupando um espaço reduzido no número de praticantes, sofrendo as habituais discriminações de gênero e a imputação de estereótipos. Muitas vezes, o rendimento esportivo é desconsiderado, e apelidos como os de “musas” e “rainhas” servem a outras conotações para além do domínio que exercem em suas modalidades. Em linhas gerais, à mulher não basta ser competitiva; para receber o destaque dos meio de comunicação, é preciso ser bonita e sexy.

Além da rotulação de sexo frágil e dos estereótipos mais diversos, é impossível não citar o baixo investimento voltado para o esporte feminino. As equipes de base femininas recebem sistematicamente menos recursos do que as masculinas, ainda que brilhem por aqui Sheilas, Martas e Fabianas.

Como exemplo do descaso, basta lembrar que recentemente o time feminino de basquete do Botafogo/RJ foi extinto, sob a alegação de que não era possível arcar com as despesas de manutenção. O valor total, é preciso  dizer, não passa de uma pequena fração do que é gasto com o time de futebol na segunda divisão do nacional.

O problema, contudo, não é só o Botafogo. Em sua maioria, os grandes clubes brasileiros não investem nos esportes femininos. Basta ver que a modalidade mais vitoriosa, o vôlei, não conta com nenhuma equipe dos grandes do futebol nacional.

Além disso, o destaque dado às competições se restringe às emissoras fechadas. Ora, com que frequência assistimos algum campeonato feminino de qualquer modalidade? E - é preciso repetir – contamos com Marta (indicada 12 vezes como melhor do mundo, ganhou por 5 vezes), Sheilas, Érikas...

Outro fato marcante é a diferença na recepção da derrota. Propomos ao leitor o exercício de lembrar o tratamento dispensado aos insucessos das equipes masculinas e compará-los com o número – e a qualidade – das críticas recebidas pelas mulheres.

Discriminação, baixo investimento e pouca cobertura da mídia, somados, colaboram com a exclusão da mulher no esporte. No entanto, apesar disso, elas seguem superando esses e outros obstáculos e alcançando destaque nas diversas competições.

A tabela ao lado registra a participação das atletas brasileiras em Olimpíadas. A primeira mulher brasileira a participar dos jogos foi a nadadora Maria Lenk, mas não conquistou medalha. Apenas em 1996, na Olímpiada de Atlanta, a mulher brasileira conquistou uma medalha, Jaqueline Silva e Sandra Pires ganharam a medalha de ouro numa final inédita entre duplas brasileiras. Só em 2008 que a tão desejada medalha de ouro feminina, em prova individual, foi conquistada, por Maurren Maggi no salto em distância.

A perspectiva positiva é a esperança de que esses números aumentem, não só em atletas que participam como em medalhas, pois contamos com atletas talentosas e determinadas em diversas modalidades


É preciso apoiar nossas atletas e aplaudir cada Fernanda, Paula ou Teliana que surja.


Assistam ao vídeo abaixo, vale a pena!




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