
– Tchau, pai! Tô indo ao Maraca ver o Zico jogar!
A frase não tem vinte anos. Ela foi proferida ontem por mim, ao sair da casa dos meus pais para o Maracanã ver o jogo entre o time do Flamengo de 1987 e um combinado de amigos do Zico.
No time, faltaram apenas Bebeto e Jorginho. Até Renato jogou, hostilizado pela torcida até o último minuto. Também, depois de tirar um título do Rubro-Negro com a
barriga e dirigir os dois maiores rivais do time no Rio de Janeiro!
Eu nem esperava tanto quando Zico cobrou um pênalti com absoluta precisão, deixando Acácio pregado no centro do gol! E a torcida? "Ei, ei, ei, o Zico é nosso rei!" – meus olhos se encheram d'água! Há quanto tempo eu não ouvia esse grito? Quase vinte anos! E o que foi o Andrade driblando o Edmundo (Ah! É assassino!) na área do Fla? Humilhante!
No segundo tempo, flashback total: tabelas de Zico e Júnior, gol do Zico driblando zagueiro,
Uri Geller dando drible de elástico, Djalminha no travessão, rebote de Júnior... "na traaaaave!". Fim de jogo: 8 x 5 para o Fla '87.
Saí de lá com a alma lavada. Se tem algo que é inigualável é, de fato, a alegria de ser rubro-negro. Só o sabe quem é.