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terça-feira, fevereiro 22, 2011

Cai o asterisco

Sim, o Flamengo já era hexacampeão. Não era uma resolução da CBF que ia dizer que o título de 1987, conquistado com a base da seleção da Copa de 1994 e mais de dez jogadores que já foram de diversas seleções (Zé Carlos, Jorginho, Edinho, Leandro, Aldair, Leonardo, Zico, Zinho, Andrade, Bebeto, Renato...), que faltava para nos sabermos campeões. Assisti da casa do meu tio tricolor aquele segundo jogo contra o Inter em que o Bebeto chegou alguns milissegundos antes de Taffarel e garantiu o título da Copa União para o Flamengo.

Eu tinha nove anos. Comprava a revista Placar toda semana. Lembro-me bem de ver os jogadores do Flamengo figurando em várias capas. Aquela taça, com a bola em cima, na edição sobre as semifinais para as quais o Rubro-Negro se classificou por pouco, com muito sofrimento nunca saiu da minha cabeça. Aquele 3 x 2 contra o Atlético Mineiro em que o Renato Gaúcho driblou o goleiro talvez seja o momento mais inesquecível do campeonato todo.

Mas, apesar de saber que éramos os campeões, eu precisava ouvir a torcida arco-íris buzinando no meu ouvido. Primeiro: o Flamengo é só tri, aquele campeonato é do Sport. Depois: vocês são tetra, a taça de bolinhas ainda não tem dono! E agora, o São Paulo fazendo aquele papelão dizendo que era o único hexacampeão brasileiro.

Daqui para frente, quando os títulos do Flamengo estiverem listados em qualquer site ou artigo, não haverá mais um asterisco ao lado do ano de 1987.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Um dia memorável

– Tchau, pai! Tô indo ao Maraca ver o Zico jogar!

A frase não tem vinte anos. Ela foi proferida ontem por mim, ao sair da casa dos meus pais para o Maracanã ver o jogo entre o time do Flamengo de 1987 e um combinado de amigos do Zico.

No time, faltaram apenas Bebeto e Jorginho. Até Renato jogou, hostilizado pela torcida até o último minuto. Também, depois de tirar um título do Rubro-Negro com a barriga e dirigir os dois maiores rivais do time no Rio de Janeiro!

Eu nem esperava tanto quando Zico cobrou um pênalti com absoluta precisão, deixando Acácio pregado no centro do gol! E a torcida? "Ei, ei, ei, o Zico é nosso rei!" – meus olhos se encheram d'água! Há quanto tempo eu não ouvia esse grito? Quase vinte anos! E o que foi o Andrade driblando o Edmundo (Ah! É assassino!) na área do Fla? Humilhante!

No segundo tempo, flashback total: tabelas de Zico e Júnior, gol do Zico driblando zagueiro, Uri Geller dando drible de elástico, Djalminha no travessão, rebote de Júnior... "na traaaaave!". Fim de jogo: 8 x 5 para o Fla '87.

Saí de lá com a alma lavada. Se tem algo que é inigualável é, de fato, a alegria de ser rubro-negro. Só o sabe quem é.

domingo, novembro 04, 2007

Discussões

O tempo está para discussões.
A primeira é sobre o pentacampeão legítimo. Com quinze anos de atraso, o Flamengo reivindica uma taça que esteve em sua sede em 92.
Curiosamente, quinze anos atrás, o rubro-negro cordialmente remeteu a taça para ser entregue ao Palmeiras em 93.
Talvez porque soubesse àquela época que quem designa campeão brasileiro é a CBF, não o Clube dos 13.
O Campeonato conquistado em 87 é a taça dos grandes. Covardes que não conseguiram manter a rebeldia por mais de um ano.
Assim como a Taça Brasil não era campeonato Brasileiro, apenas um arremedo do que hoje é a Copa do Brasil.
O penta é o São Paulo. Como seriam Corinthians ou Palmeiras. E, para falar com rigor, não seria o Vasco.