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domingo, junho 27, 2010

Juizes-ladrões e México e Inglaterra bundões

Na rodada de hoje da Copa, México e Inglaterra foram roubados por erros das arbitragens, não há dúvidas. Mas que ambas as equipes também bambearam diante dos adversários após os erros.

Pelo jeito, pesou, principalmente pro México, o time que enfrentavam.

Pra Inglaterra, já é uma clássica atuação dos bretões entregarem o jogo. Se os caras perderam até no Flushed Away.

Esse negócio de peso de camisa é sério no futebol de Copa do Mundo. Dê um olhada na manchete do chileno La Tercera:

Bielsa: "El partido de mañana es a todo o nada"

El entrenador de la selección chilena señaló que, ante Brasil, saldrá a buscar el partido y que Humberto Suazo "está en condiciones" de jugar.


O es a todo o nada do Bielsa, técnico chileno, já deixa claro que ele quer tudo de seus jogadores. Só em situações limites o todo é cobrado. E só é cobrado o todo porque o brasil tem um respeito incontornável dentro dos gramados. Ainda mais dos chilenos que tomaram várias piabas do Brasil nos últimos jogos entre esses dois selecionados.

Os golos roubados de Argentina e Alemanha não eram uma trava inquebrável. Ambos os tentos só abriram uma diferença de um gol de vantagem. Os dois times perdedores podem botar a culpa nos juízes, mas foram eles quem fraquejaram e não tiveram espírito, força de vontade pra correr atrás do prejuízo.

Dessas derrotas, também é interessante ver as diferenças entre o sangue latino e o inglês.

Manchetes:

Terrível Inglaterra humilhada pelos Alemanha (uk.eurosport.yahoo.com)

"Hubo un antes y después" del polémico gol argentino, dice Aguirre (g.mx.sports.yahoo.com)

Enquanto a imprensa mexicana prefere dar voz ao treinador mexicano, de sangue fervendo, que bota a culpa no árbitro, a inglesa faz uma auto-crítica.

Não há um jeito melhor ou pior, só quero mostrar as diferenças culturais que vejo.

Abraços,

sexta-feira, abril 30, 2010

O Santástico - o outro lado e o lado outro

Um comentário a um texto abaixo em critico o denodo do juizão no primeiro jogo da final do paulistão merece destaque aqui na primeira página deste blogue.

O anônimo santista vê a situação por este ângulo:

Talvez a sorte tenha colocado o Santos no topo da tabela da primeira fase, com 11 pontos a mais que o SP, talvez a sorte tenha feito o Santos marcar quase 100 gols em 4 meses, talvez a sorte tenha sido a culpada por reunir um elenco tão jovem e talentoso, talvez a sorte tenha feito o Santos vencer os dois jogos da semi-final contra o forte e experiente elenco sao-paulino, talvez a sorte ainda faça desse time campeão paulista, ou se perder? vai ser azar?

Sorte e azar, bons argumentos para explicar aquilo que não se quer ver.

Na primeira partida da final, o Santo André fez sua melhor partida do ano, mesmo assim perdeu. O Santos assim como na primeira partida da semi-final, jogou mal e mesmo assim venceu. Mesmo jogando no limite máximo de sua capacidade, tanto SP quanto SA, não foram capazes sequer empatar contra um Santos jogando mal.

Isso que é sorte!

Sorte do futebol, que está vendo o melhor time, com o melhor futebol vencer, ao contrário de anos passados assistindo ao sonolento futebol de playstation ganhando campeonatos enfadonhos e sem brilho.

Sorte nossa que esses meninos vieram mudar a cara do futebol, com velocidade, alegria, irreverência, talento, firula, pedalada, chapeu fora de jogo, dancinha imitando bambi, imitando porco, etc.

Sorte nossa e azar do Dunga!
(neymar não precisa se preocupar em agradar o anão, pq o futuro é dele, azar ou não).

Não dá pra deixar de notar as estocadas que levei. Mas, quem tá na chuva é pra se queimar, pois não há outra saída se se coloca o que pensa na rede mundial de computadores.

No entanto, nunca falei que um santísta não tem sorte ao ver Ganso e cia a jogar por seu time do coração. Muito pelo contrário, tenho admiração e gostaria que um futebol tão vistoso quanto o jogado na Vila fosse jogado em outros campos.

Agora, pra mim, é um pulo do gato retórico que não cola muito querer fazer de conta que não existe craque que garfa o adversário.


Outras fotos famosas em Lego aqui.

Saludos,

terça-feira, setembro 23, 2008

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Como uma final deve ser

Respondendo a uma questão sobre a quantidade de partidas decisivas do Campeonato Carioca, a Taça Guanabara nem sempre foi o primeiro turno do Estadual – que também só passou a ser estadual depois da fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro. Ela começou como uma forma de decidir o representante da Guanabara na Taça Brasil e perdurou após o fim dela, tornando-se uma tradição. Apenas em 1972 passou a equivaler ao primeiro turno do Carioca.

E o Flamengo é o maior detentor da tradicional taça, somando agora dezoito conquistas, a última realizada ontem sobre o time do Botafogo. E o que teve essa final de excepcional?

Para mim, apenas a violência com que jogou o time alvinegro, tradicionalmente leal, mas regido por um argentino e um uruguaio que levaram a catimba do Cone Sul e também sua violência aos gramados cariocas. Souza mereceu ser expulso e a expulsão de Zé Carlos foi injusta – mas por ela o Botafogo deveria agradecer, pois ele tomou o lugar do goleiro Castillo, que havia tempos vinha provocando o atacante rubro-negro.

O jogo foi brigado e violento, como uma final deve ser. Esperar um show de futebol numa decisão é sonho de Galvão Bueno ou qualquer locutor palhaço que esteja estragando a beleza do espetáculo de raça que costumam ser os jogos do Flamengo. Roubo do juiz? Isso é choro de perdedor!

O juiz errou, sim, marcando um impedimento ridículo do Obina e deixando de marcar a falta e expulsar o jogador que fez a falta em Cristian. No final, Cuca, Montenegro, Bebeto de Freitas e Túlio foram patéticos e fizeram os torcedores do outrora glorioso passarem vergonha. Perca-se com dignidade! Mas eu... quero mais é comemorar.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Rodada de ontem na 1a Divisão

Creio que a chamada da matéria sobre o jogo do Botafogo do carioquíssimo Jornal dos Sports é representativa do que deve estar passando dentro dos corações botafoguenses.

Arbitragem revolta os alvinegros

Mas, no momento que li o título, lembrei-me da final de 1995, do Márcio Rezende e do Túlio. Ou seja, não há muito o que chorar. Clube campeão tem de vencer as previsíveis influências das arbitragens.

Abraços,

quinta-feira, agosto 09, 2007

Não é do nada que surgem tais falas

O assunto Juiz vs. Richarlyson está rendendo:

Juiz do caso Richarlyson deve ser afastado do cargo (Estadão - 3 de Agosto)

Os juízes de direito sofrem da solidão do poder. Não há muitos que se arriscam a tirar um sarro ou falar alguma verdade a um Meritíssimo.

Tenho a impressão que algo similar rola com alguns jogadores de bola. Imagine-se na posição de um craque de bola de origem humilde que é cercado de pessoas que lhe elogiam, recebe um tratamento de estrela por parte dos meios de comunicação e tem a admiração milhares de pessoas. Com quais parâmetros um cara destes separará o joio do trigo?

Acho que foi o caso do Zé Roberto, do Botafogo Carioca. Parece que o cara exagerou nas noitadas. Faltou aquele amigo de verdade que tenha coragem de lhe falar os fatos negativos também. É muito bom quando vem alguém lhe elogiar, mas não existe só alegria.

De volta ao primeiro assunto, este vídeo do diretor palmeirense começou a história:


Mas, ao assistir o jogo da vitória sãopaulina com amigos, levantaram uma hipótese interessante. Colocaram que o Fantástico é um programa de grande audiência que não trata de qualquer assunto. Assim, o jogador homossexual não seria uma escolha mais fácil ou alguém de menor expressão.

Deste modo, caso esta hipótese esteja certa, segue este outro vídeo como estímulo para que a celebridade futebolística saia do armário:

Internet está cheia de talentosos e o Na Cal apóia os artistas do mundo virtual.

Abraços,

sábado, junho 09, 2007

História – COPA-COBRAF

Cadê a história da arbitragem no futebol paulista ?


Ao Presidente do SAFESP, e funcionário da FPF, Sergio Correa da Silva, reproduzo o apelo inserido em várias colunas por mim elaboradas, ou seja, quando teremos o acervo de todos os árbitros que passaram pelo departamento específico da FPF, que no ontem distante escalava árbitros para jogos amadores e profissionais, acredito que o faça nos dias atuais. Pois não podemos compactuar que o hoje e o amanhã não tomem conhecimento daqueles que deram início à história da arbitragem no futebol paulista, demonstrando o verdadeiro currículo de cada um em suas respectivas épocas, inclusive com punições, elogios, dentre outros que venham a estabelecer um efeito comparativo dos erros e acertos, do ontem com o hoje, projetando o amanhã sempre buscando um aprimoramento.

Sergio Correa da Silva, não entendo sua postura em não buscar a história da arbitragem paulista, pois todos sabemos que desde o início os dirigentes da FPF, especificamente aqueles que comandavam e comandam, controlam os árbitros por relatórios dos mesmos e dos chamados Delegados da Presidência. E que todo este acervo encontram-se ou deveriam de se encontrar sob a custódia dos vários dirigentes que por lá passaram, e tenho certeza que é sua obrigação chamar este acervo e formatar em uma sala do prédio próprio do SAFESP, o Museu da Arbitragem Paulista que virá a mostrar ao público amante do futebol a verdadeira história de todos aqueles que labutaram dentro dos retângulos existentes em vários espaços deste estado, onde se praticam o chamado esporte das multidões.

Nobre presidente do SAFESP, para se tornarem árbitros, os chamados alunos da escola de árbitros da Federação são obrigados a serem sindicalizados para poderem ser escalados, o que, para mim, é antidemocrático e opressivo quanto à liberdade de escolha, imposição esta que não ocorria ao tempo em que este humilde colunista arbitrava e o SAFESP, dirigido por seu primeiro presidente, senhor José Astolphi, jamais fez acordos com dirigentes federacionistas com o propósito de obrigar aos árbitros federados a se inscreverem no sindicato para serem escalados nos jogos patrocinados pela FPF.



Copa Coronel Marinho de Futebol Society

Caro presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, na coluna anterior demonstrei algumas incompatibilidades por mim encontradas no ranking de árbitros, conforme relação por mim recebida. No hoje, dia 07 de junho, adquiri na banca de jornal, próximo ao bangalô em que moro, o jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO e me chamou a atenção a publicação de um informe sobre a realização da COPA “CORONEL MARINHO” DE FUTEBOL SOCIETY que, deduzo, deva ser em sua homenagem.

Não o conheço e o respeito, conforme informações a mim chegadas dizendo que sois uma pessoa desprovida de vaidades e de fácil diálogo, mesmo com um alguém como eu, taxado de radical ou de louco por muitos que nunca admitiram ou admitem que alguém se expresse de forma sincera como tento fazer.

O que me causa rubor é a hipocrisia quanto a esta Copa levar seu nome, nada contra sua pessoa, mas sempre entendi e entendo que a maioria dos árbitros inscritos no quadro da FPF ascende uma vela para Deus, uma para o Diabo e outra para o Talvez. Isto demonstra que esta denominação tem caráter de puxa-saquismo, o que por mim é, e sempre será abominado, pois entendo que a homenagem deveria ser a um dos árbitros já falecidos, como por exemplo, de hoje a um ano atrás, tomei conhecimento do falecimento de William Lobo de Souza, o Biro-Biro, e de Salvador Martins, árbitro que militou em minha época e que teve a dignidade de relatar intervenção do ex-presidente do Juventus, então homem forte do futebol paulista, o já falecido José Ferreira Pinto Filho.

Mas nesta época de consumismo e materialismo, que explicita o desrespeito ao próximo, pois todos se comunicam com os valores materiais que cada um tem ou vem a ter, não se levando em conta que o principal das relações entre seres humanos, auto denominados racionais, deva de ser o caráter, a moral, linha de conduta, sem distinção de credo, cor ou quaisquer asneiras desta tipologia.

COBRAF


Edson Rezende, Ana Paula errou, como vem fazendo há algum tempo, porém só agora foi percebido, pois a auto-promoção de sua imagem estética sempre relevou esses erros. A mesma foi afastada por ter errado na semifinal da Copa do Brasil, partida entre Botafogo e Figueirense.

Ao que lhe pergunto: Todos aqueles que cometerem erros serão afastados ?

Se sim, por que não afastar Sálvio Spínola Fagundes que errou na partida entre São Paulo e Palmeiras, erro este reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva que puniu o jogador Edmundo, pois o árbitro não o fez ?

E também, por que não punir Leonardo Gaciba que, na partida, entre Paraná e São Paulo, marcou um pênalti inexistente a favor do time paulista ?

Se este critério, adotado no caso Ana Paula, for seguido, em pouco tempo não mais teremos árbitros e auxiliares. Além de tirar a tranqüilidade dos árbitros. Fora isso, tenho certeza absoluta que há imposições comerciais, políticas e outras gorduras existentes nos podres bastidores do futebol.

As opiniões aqui expostas são de minha inteira e total responsabilidade.

Fiori*

Esta coluna é reproduzida pelos blogs:
Pitacos do Bodaum
O Blog do Paulinho
Tabelinha F.C.

* Ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro "A República do Apito" onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

sábado, junho 02, 2007

Coluna do Fiori

AGRADECIMENTO-RANKING DA FPF E ANAF


Agradecimento

Foi com enorme alegria que aceitei o convite formulado pelo presidente da AAGSP, para que escrevesse coluna no site da mesma, isto ao inicio do quarto trimestre do ano de 2.006.

Conversando com seu presidente o ex-árbitro Marcos Fabio Spironelli, obtive do mesmo respaldo e liberdade, porem com o passar do tempo cheguei a conclusão de que minhas opiniões não se coadunavam com o objetivo do convite, uma vez que as mesmas poderiam abalar o relacionamento com algumas entidades e possivelmente com os árbitros. Após ter uma de minhas colunas retiradas não pelo Spironelli e sim pelo Artur Alves Pinto jr, o que não me agradou, refleti sobre o que as mesmas poderiam causar de embaraço entre os relacionamentos acima citados, tomando a decisão de não mais escrever para o site da AAGSP.

Participo-lhe que foi o convite acima a mola propulsora deste meu voltar ao interesse pelo futebol, arbitragem e pela política que circunda ao redor de todos os esportes, onde políticos e não políticos usam deste para se promoverem e alçarem vôos, candidatando-se para cargos eletivos ou outros que lhes são ofertados num verdadeiro tomo lá da cá e o povo Ó.

Portanto, deixo bem claro que jamais me dobrarei nem meus princípios, porem não me posso aceitar como causador de possíveis discórdias nos relacionamentos entre entidades, pessoas ou de ideologias que não venham a compactuar-se com as minhas.

Grato a AAGSP e a seu presidente Marcos Fabio Spironelli, ensejando-lhes vida profícua.


Ranking da FPF

Em resposta ao presidente da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, tentarei ser bem explicito apesar de não ter recebido o Ranking de 2.007: Salvo falha de memória, não encontrei no ranking o nome da Eveline, que atuou varias vezes em divisão inferior e chegou a arbitrar partida pela divisão principal em partida do Palmeiras e que antes do fim do ano de 2.006 mudou-se do estado de São Paulo. Tornando-me repetitivo, ao inicio do ano de 2.006, no site da FPF, o arbitro Luciano Rodrigues Lealdine, estava inserido na posição 207 do ranking e impresso por mim recebido o mesmo se encontra na posição 125 com pontuação final de 7.425, acompanhado na mesma posição por Ulisses Antonio Zampieri com 6.514 pontos e Paulo Roberto de Almeida com o total de 6.020 pontos, o que para mim não é convincente termos três árbitros com pontos diferentes na mesma posição. Alem disso a partir da 151 até a 200, me faz entender de que foram efetuadas por ordem alfabética, e da 201 a 208, onde se encontram os chamados árbitros estagiários, posso lhe afiançar que o Paulo Roberto de Almeida atuou entre os anos de 1.999/2000, salvo se homônimo.


ANAF

Caro Jorge Paulo, vencedor nas urnas, saiba que com este ir a justiça, acredito que os senhores da razão devem de estar entabulando alguma outra entidade para representar aos árbitros nacionais, portando prepare-se para tomar um possível e popular CHAPÉU.

Os derrotados não se conformam com a perda do poder, estes espertos em minha opinião, devem de se estar reunindo com advogados e gente de vários setores deste Brasil Varonil, dos futuros jogos Pan-americanos, que deram origem à construção de um estádio, tristemente denominado João Havelange.

Estes serão os exemplos que passaremos para as futuras gerações, pois a verdadeira história não lhes é contada e os mesmos também não demonstram interesse e saber, pois lhe é incutido que o mundo é de competitividade e o ontem não é de interesse. É Mole Ou Quer Mais. E VIVA ESTE BRASIL-BRASILEIRO DOS IMPOLUTOS QUE NOS DIRIGEM.


As opiniões aqui expostas são de minha inteira e total responsabilidade.

Fiori*

Esta coluna é reproduzida pelos blogs:
Pitacos do Bodaum
O Blog do Paulinho
Tabelinha F.C.

* Ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro "A República do Apito" onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

quarta-feira, maio 30, 2007

Agressão a árbitros e conseqüências*

Dando continuidade a minha humilde opinião, quase que semanalmente, e como estou sendo absorvido e publicado pelos blogs Blog do PAULINHOTABELINHA F.C.PITACOS DO BODAUM, a quem agradeço o acolhimento, e a publicação da mesma.

É de se lamentar o ocorrido no último sábado, 19 de maio, na cidade de Presidente Prudente, quando pela disputa do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, que é equivalente a quarta divisão estadual, em que os litigantes foram a equipe local que leva o nome da cidade contra o Assisense, da cidade de Assis. A partida ocorreu no estádio que leva o nome do ex-presidente da FPF, Eduardo José Farah, de triste memória e que, em meu entender, jamais deveria de ter seu nome citado em quaisquer eventos futebolísticos e várias Câmaras Municipais que, propositura de seus vereadores concederam-lhe o título de cidadão, dentre estas está a Câmara Municipal de São Paulo. Título este que o mesmo recebeu em 1992 e foi por mim contestado, via fax enviado ao autor da triste condecoração, o então vereador Antonio Carlos Caruso.

O que me chamou a atenção nesta partida, conforme assisti no programa GLOBO ESPORTE, foi a covarde agressão sofrida pelo árbitro Juliano Basalia Pereira, após o encerramento do jogo, vencido pela equipe de Assis, pelo placar de 1 a 0. Impetrada pelo goleiro reserva da equipe local, de nome Willian, que, aproveitando-se de um pequeno tumulto em torno do árbitro, desferiu-lhe um soco no rosto, naquilo que, na prática, chamamos de “escama” ou “crocodilagem”, a chamada covardia.

Em meu entender, captando o ocorrido através das imagens televisivas, faltou ao árbitro a chamada malandragem, que ao meu tempo se adquiria nas difíceis disputas pelos campos da chamada várzea futebolística, nos quais ocorriam diversos tumultos, socos e outras coisas mais. O árbitro tem de estar ligado à todo momento, em todos os movimentos quando da formação de quaisquer tipos de tumultos. E todos os demais, além dele e seus possíveis auxiliares, são seus inimigos, estão ali no intuito de aprontar alguma. Ninguém está ali para oferecer-lhe cafezinho. É o exato momento de seguir o lema do escotismo, ou seja, estar sempre alerta.

Espero que o Tribunal de Justiça da FPF, tome as medidas cabíveis ao caso e, se possível, reforça-las, para que esses fatos não se tornem corriqueiros dentro de campo, como já são nas arquibancadas e cercanias de todos os estádios brasileiros. Além do que, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão é disputado por atletas de, no máximo, 23 anos, portanto essa cultura de agressividade, perpetrada pelo goleiro Willian, em meu entender, é retrógrada, pois vem a demonstrar o quão é acintoso os ensinamentos que lhes são passados pelos responsáveis das equipes de base.

Fiori**

* Texto copiado de Coluna do Fiori, no PITACOS DO BODAUM. Este blogue aqui que você agora lê já fez referência a este descalabro no escrito Não há mais censura com a internet, publicado em 16 de Maio de 2007.


** Ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro "A República do Apito" onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

quinta-feira, maio 17, 2007

Mandaram voltar, mas era contra o Brasiliense mesmo


Tava vendo o jogo do Santos na Libertadores e a emissora mostrou a 1a batida de penalidade máxima que o Carlos Alberto do Flu bateu, o goleiro do Brasiliense defendeu e o juiz anulou. O craque do Tricolor Carioca marcou na segunda tentativa.

O Carlos Alberto já é campeão Mundial e Europeu de clubes. Acho isso um paradoxo. Mas vai querer entender futebol.

Mas voltando à defesa anulada, se fosse um goleirão de nome, o bandeira e o juiz não iriam fazer o que fizeram. Sempre é bem mais fácil empurrar um bêbado na ladeira do que enfrentar os grandões.

Abracos,

sábado, abril 21, 2007

Márcio Rezende e Pepsi estariam mancomunados?

Ontem, escrevendo sobra a Libertadores, citei a importante atuação do juiz Sr. Márcio Rezende de Freitas na final de 2001 da Copa Libertadores. Antes de escrever, procurei informações na rede mundial de computadores sobre o triste evento que me lembrava vagamente.

O resultado da busca foi a seguinte informação:

"Aos 27min, q equipe mexicana poderia ter aberto o placar, mas o juiz brasileiro Márcio Rezende de Freitas deixou de marcar um pênalti claro para o Cruz Azul, quando o zagueiro Bermúdez derrubou o atacante Palencia na área."

Este é um trecho da matéria Boca Juniors vence e fica a um empate do bi da Libertadores, publicada no Folha Online, em 20/06/2001, às 23h30.

É complicado falar que o juiz fez aquela cagada com boas ou más intenções. Mas eu achei uma explicação interessante para essa e outras más arbitragem do Juiz Márcio Rezende de Freitas no blogue De Primeira.

A tese dos caras é simples. A disputa entre as gigantes PEPSI vs. COCA-COLA explica tudo!

Os curitibanos do De Primeira colocam que o cara embananou as finais do Brasileirão de 95 a favor do Botafogo, da Libertadores de 2001 pro Boca e a do Brasileirão de 2005 pro KIA. Estes três times eram patrocinado pela PEPSI-COLA.

O mais interessante é que o Cruz azul tinha a marca da Coca no seu uniforme.


Kibeloco

Corrupção não é algo que ocorre só nas administrações públicas brasileiras. Dizem que todos têm um preço, é só uma questão de oportunidade. Desde de a revolução industrial e o mercado consumidor de massas, várias leis contra práticas anti-concorenciais foram feitas por todo o canto do globo. Não é por acaso. Assim, a hipótese do pessoal do De Primeira podem até ter errado, mas é factível e verossímel.

Você pode olhar no verbete da Desciclopédia, destinado ao juizão, para mais detalhes de suas cagadas nas finais disputadas aqui no Brasil. Lembram, também, da final do Brasileirão de 2000. Neste jogo o Sr. Márcio deu duas penalidades máximas pro Vasco que perdia de 3 a 0 do Palmeiras. Os cruz-maltinos viraram o jogo e levaram o caneco.

Na blogosfera, o Sr. Rezende de Freitas é uma celebridade. Os torcedores, aqui no Brasil, do Santos e do Inter são os que mais preservam a memória do juiz mineiro. Dê uma olhada no que encontrei por ai:

Mary, coloca no artigo Santos F. C.: uma realidade que incomoda o seguinte trecho:

"O ano era 1995. Eu tinha oito anos recém completos na data fatídica que decidiu o Campeonato Brasileiro: 17 de dezembro. Apitada pelo árbitro bicampeão Márcio Rezende de Freitas, que dali a dez anos repetiria o feito, a partida terminou em 1 x 1, dando o título ao Botafogo, que ganhara o primeiro jogo. O que os registros da partida esquecem, mas os santistas não, é o gol mal anulado de Camanducaia, que daria o título ao Peixe.(...)"

Ela escreveu isso no dia 1o de Abril deste ano em um artigo que reclama contra a impressa sãopaulina.

O Rafa Barros colocou:

"A cena do esforçado meio-campista Tinga adiantando a bola antes de se chocar com o goleiro Fábio Costa exige de Márcio Rezende resposta imediata. Sem alguém para lhe socorrer e com pouco tempo de decisão, o árbitro colhe de sua consciência o que ela pode lhe oferecer naquele momento. Simula a convicção com a qual decreta a inexistência do pênalti e põe na rua o falso atacante. Cartão vermelho para a despedida melancólica de Márcio dos gramados, - sujeito oculto de predicativos não raro desagradáveis - homem que parece conduzir o espetáculo com isenção e autoridade, vernizes que se desmancham diante das câmeras e do olhar apaixonado, porém atento, do torcedor.(...)"


Isto foi escrito em 20 de Março deste ano sob o título Amantes Profissionais.

O blogueiro Jorge Santana coloca de forma direta a seguinte informação:

"(...)1993 - América, com ajuda do bicampeão brasileiro Márcio Rezende de Freitas, que anulou um gol decisivo de Ramon Menezes contra o Coelho.(...)"

O blogueiro cruzeirense colocou isto no escrito Muito além da jabuticaba, em 21 de Janeiro, 2007.

Abraços,