Quem sabe o povo de Brasília perceba que se o Dualibi não aguentou, quem é o Presidente do Congresso, cargo muito menor que o de Presidente do Sport Club Corinthians Paulista.
Mas como falam por ai que a Cidade de São Paulo tomou o lugar do Rio de Janeiro como centro social, econômico e cultural do Brasil, pode ser que leve algum tempo para que a prática do Seu Alberto seja percebida e entendida completamente lá no Planalto Central.
Ontem, fiquei com a nítida impressão que não sairemos da periferia do Mundo. Mais cinco séculos como colônia é pouco pelo jeitão da coisa. A diferença é que agora não dá para jogar a culpa lá nos lusitanos.
No domingão, a seleção foi péssima.
Ontem, o Congresso Nacional, o Senado Federal, a Presidência da República, o PT e, especialmente, o Senador Aloísio Mercadante foram vitoriosos ao construirem o pior momento da história senatorial brazuca. O Mercadante ficou conhecido como uma das estrelas petistas nas CPIs que levaram ao Fora Collor. Agora, se esconde atrás de um papo-furado jurídico absurdo. A Excelência, justificando seu voto como abstenção, diz:
-- (...)não há um processo conclusivo de apuração das denúncias.
Agora é só quando pegam um poderoso com a arma do crime na sua mão é que ele é criminoso?
E tem outra! Uma coisa é provar que alguém é criminoso, que cometeu os crimes lá do Código Penal. Processo que pode implicar em cadeia. Bem diferente é julgar se um Senador violou ou não o decoro parlamentar. Quem está lá em cima, no Senado, deveria ser exemplar, ter um currículo sem nenhuma mancha.
Mas, diante deste inferno político-institucional por qual passa a República Federativa do Brasil, Dunga, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e cia. resgataram o orgulho nacional.
Sei que quando se está carente, os padrões caem. Mas, mesmo assim, não nos resta muito além do que Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká fazem pelo Brasil.
A desesperança é pior do que uma crise. Se houver aquela gota de confiança num futuro melhor se vence qualquer dificuldade.