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segunda-feira, abril 18, 2011

Ronaldinho e Botafogo fora

Ronaldinho perdeu pênalti aos quarenta e nove do segundo tempo(!). Pênalti meio duvidoso, diga-se. Assim, o Flamengo perdeu a grande chance de vencer o jogo e enfrentar o Olaria nas semi-final. Os embates agora serão Vasco x Olaria e um Fla x Flu, que vale muito mais para o Tricolor do que para o rubro-negro, já classificado para a decisão do Estadual.
Quanto ao Botafogo, se já estava difícil com Joel, imaginem sem. O Fogão nem se classificou para a semi-final da Taça Rio e abandonou o sonho do bicampeonato. Agora, resta à Estrela Solitária a Copa do Brasil. Esperemos!
Veja aqui a cobrança de Ronaldinho.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Os espanhóis viram Ronaldinho

Marca, Mundo Deportivo e só. Apenas os jornais espanhóis deram algum destaque ao "primeiro título de Ronaldinho" em sua volta ao Brasil.
A repercussão foi bem menor do que a do primeiro gol de Ronaldo pelo Corinthians, por exemplo.
De resto, estava escrito que o Boa Vista era o tipo de adversário que o Gaúcho gosta. Não é por acaso que boa parte de seus lances de destaque foram contra seleções como a Venezuela e times pequenos da França e da Espanha. À parte um gol-cruzamento contra os ingleses e uma boa atuação contra um combalido Madrid, o resto foi assim.
Mas, quando foi preciso decidir um grande campeonato, sobrou para... Belletti. Sorte do Flamengo que tem Leo Moura!



Aliás, Ronaldinho tem cobrado faltas e penâltis, feito cruzamentos e envergado a braçadeira de capitão. Para isso já não havia Leo Moura?

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Mengo é Bi-Campeão da Copinha com Ronaldinho Gaúcho

Ontem eu fui ao Pacaembu ver a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

São Pedro ajudou o espetáculo, céu azul o tempo todo! Na hora de sair de casa, até pensei em levar uma capa de chuva, mas não a achei e dexei pra lá; fui na sorte.

Fui com um flamenguista e sua namorada corinthiana e com um palmeirense para esse evento comemorativo do aniversário dos 457 anos da Cidade de São Paulo.

O resumo do jogo, na minha, do palmeirense e na opinião dos porteiros do prédio onde moro, que viram a peleja pela tevê, foi que o Bahia foi mais time na maior parte do tempo. Teve dois azares maiores que sua técnica ou seu esquema. Até que lutou contra o gol que levou no começo e o penalty duvidoso, mas não teve forças para vencer tanto.

Mesmo quando o time de Salvador perdeu um defensor, em função da penalidade máxima, não perderam a cabeça e mantiveram a organização tática. Nos últimos minutos, até teveram umas duas ou três grandes chances de empatar a peleja.

Mas, como não há campeão moral no futebol, palmas pra garotada do Flamengo.

A torcida do Bahia ficou no tobogã do Pacaembu e a do Rubro-Negro, no resto:
No começo, o pessoal do Paulo Machado estava regulando as cadeiras amarelas:

Mas, depois de várias idas e vindas, resolveram abrí-las pros torcedores do Fla:
Os pais responsáveis, já educam seus filhos desde cedo para não serem surpreendidos posteirormente quando a mulecada faz 7, 10 anos; pois, se não têm time bem firmado, acabam torcendo pro que estiver melhor nesse período em percebem o que acontece dentro dos Universo do Futebol.
O povo do Bahia e do Flamengo apoiaram seus times o tempo todo. Eu e o palmerista notamos a diferença entre essas duas torcidas e as paulistas. Aqui se reclama de tudo, muito rápido.


Por enquanto, só consigo filmar os gols de penalty e esse jogo foi especial para essa minha habilidade. Dois! Só preciso conversar com os juízes para falar para eles apitarem as penalidades no gol perto de mim. Mas tudo bem, um dia eu adianto isso e tiro o emprego da imprensa desportiva. Aqui os gols que vi:

No final, a festa dos flamenguistas:



A fofoca que rolava lá, era que o Luxa estaria vendo o jogo. Isso eu não sei.

O que eu sei é que o Ronaldinho Gaúcho foi lá. Acho que ele nem precisou pegar um banco dessa vez. Mas, quem sabe, se o Bahia apertasse mais, poderia até ter sido a sua estreia no Brasil.
Já ouvi muita gente falar que o cara seria isso ou aquilo. Mas o que eu vi ontem, foi um Ronaldinho Gaúcho simpático, junto da torcida, mais magro, tirou várias fotos com os fãs e torceu pelo seu time.

No final, a massa rubro-negra partindo feliz da vida.
Um até breve ao Marechal da Vitória:


Já o meu título de ontem, depois do jogo, foi no Boi na Brasa:
Abraços,

terça-feira, janeiro 11, 2011

O retorno financeiro de Ronaldinho

É claro que torci muito por este desfecho, mas, a uma certa altura, cansei de acompanhar. Foi bonito ver Grêmio e Palmeiras pulando fora porque não têm o peso de um Flamengo, até porque o Rubro-Negro tem o dobro de torcedores dos dois times somados!

O que a contratação de Ronaldinho representa para o Flamengo em termos financeiros? Teremos lucro ou prejuízo?

Para começar, perdemos. A Traffic não faz negócio para perder dinheiro, então aposto que deve levar os direitos (parciais ou totais) de alguns jogadores da base rubro-negra. Promessas que nem sempre são concretizadas.

Mas acho que o time lucra – e muito – por dois motivos: o primeiro é a venda de camisas, que deve disparar nos próximos quatro anos. É com isso que a Olympikus conta quando se dispõe a pagar parte do salário do craque. Com 30 milhões de compradores em potencial, se o jogador fizer bonito no clube o lucro é garantido. O segundo motivo é que o Flamengo está sem patrocínio de camisa. Apenas o BMG renovou e a TIM vai estampar discretamente o logotipo no número dos jogadores. Com o Ronaldinho, o time aparecerá muito mais na imprensa nacional e internacional. Assim, o valor que o time pode exigir pelo patrocínio é muito maior do que seria caso o jogador não viesse, ainda mais considerando-se a decadência vertiginosa do time em 2010.
O saldo é positivo, mas vai depender muito da seriedade do jogador. Com os novos reforços e o técnico que tem, é sério candidato ao título de 2011. Assim é o Flamengo, uma montanha-russa que brinca com a saúde de seus torcedores.

domingo, janeiro 09, 2011

Há 25 anos

Ao que parece, terminou a novela Ronaldinho Gaúcho. Isto lembra algo que aconteceu com outro grande astro do futebol há 25 anos.

Tal como Ronaldinho, Paulo Roberto Falcão estava decidido a jogar no Brasil em 1985. Naquela época, a FIFA não havia criado o prêmio de melhor do mundo (posso estar enganado, mas o futebol parecia menos afeto a vaidades deste tipo). Se houvesse o prêmio, talvez Falcão tivesse vencido uma vez. Certamente teria sido, ao menos, indicado. Na Europa era reconhecido como o Rei de Roma. Quando voltou ao Brasil, era considerado unanimidade nacional (veja capa da Revista Placar em http://ftt-futeboldetodosostempos.blogspot.com/2010/07/revista-do-dia-placar-1985.html#comments) .

Três times disputaram o passe de Falcão. Guarani, Flamengo e São Paulo. No final, quando tudo estava quase definido, o Internacional com o apelo sentimental. Quem negociava com os clubes era um empresário, que não era irmão do jogador.

O time de Campinas da época era um time estruturado. Tinha craques como Waldir Peres, Ricardo Rocha, Júlio César, Neto, João Paulo e Evair, além de jogadores que fizeram muito sucesso em outros times, como Wilson Gottardo e Giba. O Bugre ficou em 3ª lugar no Paulista daquele ano. Foi vice-campeão brasileiro nos dois anos seguintes (em 1987, com asterisco).

O Flamengo já tinha repatriado Zico e Sócrates. Com Falcão, faltaria apenas Toninho Cerezo para completar o meio de campo da seleção de 1982.

Porém o São Paulo sempre apareceu como favorito. Sempre apostou mais forte e acabou levando a melhor. Já tinha um time fantástico, com veteranos consagrados (Oscar e Dario Pereira), craques trazidos de outros times (Gilmar, Pita e Careca), revelações (Silas, Muller e Sidney) e laterais eficientes (Zé Teodoro e Nelsinho). A única exceção era Márcio Araújo, único jogador titular que, ao final da carreira, nunca foi convocado para a seleção de seu país.



Falcão chegou justamente para ocupar o lugar de Márcio Araújo. Estreou com festa contra o Internacional em 26/09/1985, em jogo amistoso para receber o Rei de Roma.

Mesmo com Falcão, Cilinho continuou jogando com Márcio Araújo, preferindo sacar Pita. Após uma derrota para a Portuguesa, que era a principal concorrente ao título, Falcão perdeu a posição de titular. Apesar dos apelos da torcida e da diretoria que investiu caro na sua contratação, Cilinho manteve Falcão como opção de banco até o final da primeira fase. Voltou para a fase final e foi titular em todos os jogos. No Tricolor, fez apenas um gol, contra o Fluminense, já em 1986.



Há muitas diferenças entre as histórias. Nos anos 80, a repatriação de jogadores não era algo tão comum. O número de jogadores que deixava o Brasil era bem menor. Isto só acontecia depois que o jogador construía uma bem sucedida carreira no país.

Para a Copa de 2010, apenas três jogadores da seleção brasileira não jogavam fora do Brasil. Em 1986, Telê Santana chamou apenas quatro “estrangeiros” e nem citou o clube onde jogavam ao anunciar a convocação. Ao retornar, Falcão buscava um lugar na Copa do México e, por isso, recusou uma proposta milionária da Fiorentina. Embora não estivesse no ápice, Falcão poderia ter continuado, eis que tinha muito perstígio. Ronaldinho Gaúcho, ao contrário, não tinha mais espaço na Europa. O Brasil é o único lugar onde ele pode reconstruir sua imagem.

Outra diferença são os times que disputaram os craques. Como dito, Flamengo, Guarani e São Paulo tinham grandes esquadrões. Os jogadores atuais de Flamengo, Palmeiras e Grêmio não seriam titulares em nenhum dos times que disputaram o passe de Paulo Roberto Falcão.

A questão é saber se Ronaldinho Gaúcho será um titular inquestionável. Luxemburgo voltará aos holofotes.

sábado, janeiro 01, 2011

Ronaldinho, hein?

Ronaldinho Gaúcho não diz se vai para o Grêmio ou para o Flamengo. O que parece certo é que não fica no Milan. E o que significaria para o Rubro-Negro a vinda do craque?

O dentuço é indisciplinado, fato. Adriano também. No entanto, com Adriano o time foi campeão brasileiro. Custo? Não há. O time conta com o apoio do patrocinador, que terá seu investimento multiplicado pela venda de camisas, como aconteceu com o craque da Vila Cruzeiro. Então por que há tantos rubro-negros se opondo à negociação?

Precisamos encarar a realidade. Após sermos campeões, vimos esta péssima presidente chamada Patrícia Amorim afundar o time, tendo a sensação de que não sabia nada do que se passava com o clube e que nenhuma decisão partia dela. Terminamos o ano rezando para não cair e torcendo contra o Goiás para termos mais uma chance de disputar um torneio internacional.

Acho que a vinda do gaúcho vem em boa hora. Se vier. Esse é o tipo de iniciativa que pode levantar o time, desde que não venha sozinha. O nível do campeonato nacional está fraco e um jogador como Ronaldinho será com certeza um dos maiores destaques. Torçamos.

quarta-feira, maio 07, 2008

Ronaldinho e os Travecos em duas versões

A do CQC:


A do Fantástico aqui.

Pegar traveco por engano é uma versão que tenta explicar o ocorrido de forma muito tosca.

Aqui em São Paulo e lá em Rio Claro, pelo menos, todo mundo sabe que onde as putas fazem ponto não tem traveco e onde os travecos fazem ponto não têm putas.

É como nos supermercados, quem quer comprar uma bolacha não vai nunca procurar seu objeto de desejo na seção de carnes.

Abraços,