segunda-feira, julho 24, 2006

Quarenta milhões em ação

Tem muita gente que sustenta que a identidade nacional brasileira é dada, em grande medida, pela Seleção Brasileira jogando as Copas do Mundo. Ninguém imaginaria o time brasileiro fora da próxima Copa ou não saberia que estou a falar da Seleção e da Copa de futebol. Durante as partidas da Seleção nas Copas, o país para. Até aqueles e, principalmente, aquelas que não gostam ou são indiferentes sabem quando tem jogo do Brasil. O país para e ninguém indiferente a isso.

Depois dessa última Copa, penso que as coisas podem começar a mudar. Quem gosta, quem não gosta e quem é indiferente, todo mundo, percebeu o salto alto do time do Pé de Uva. A derrota para a França e o modo como os “craques” foi indigesto para todos. Não acho que a derrota e esnobismo tenham causado um trauma tão grande quanto a Guerra do Vietinã causou na imagem que os americanos faziam dos E.E.U.U. Mas, de qualquer forma, tenho uma leve impressão que esse traumazinho nosso ocorrido na Alemanha fez o brasileiro começar a perceber que a importância da Seleção não define o futuro do gigante deitado em berço explêndido. Oxalá esse percebimento que tive não seja só mais uma viajada do Sidarta.

Não acho que futebol seja o “ópio do povo”, gosto muito de ir aos estádios. Mas é claro que futebol é, inclusive, um espaço para muitas sacanagens. Quase fujo do tema neste parágrafo.

Bem, a idéia é que a Seleção perdeu um pouco do poder, da credibilidade, da simpatia, que tinha e algo irá ocupar o seu lugar. Tomará que não seja algum congênere do Ratinho.

Abraços,
Sidarta