Acho que quase todo ouviu falar da Teoria da Jabuticaba? Nas palavras do autor de Diplomatizzando:
Teoria da jabuticaba é tudo aquilo que só existe no Brasil (...).(É) uma família de “explicações sociais” única e exclusiva neste planeta Terra, situação inédita no plano universal, que consiste em propor, defender e sustentar, contra qualquer outra evidência lógica em sentido contrário, soluções, propostas, (...) que só existem no Brasil e que só aqui funcionam, como se o mundo tivesse mesmo de se curvar ante nossas soluções inovadoras para velhos problemas humanos e antigos dilemas sociais.
Sempre balancei entre os universalistas e os que defendem a Teoria da jabuticaba. Quem acompanha as bobagens que coloco aqui já percebeu.
O Adriano leva o SPFC nas costas feliz da vida. Quem diria que um cara que estava no fundo do poço no ano passado seria capaz de dar essa volta?
A maioria dos craques brasileiros tem um pouco da alma de Garrincha nos seus corações. Eles precisam viver no Brasil para que vicejem. Sem o pagodinho, o churrasquinho, a família, são desterrados sem alma.
É claro que não acho que isso seja certo necessariamente. Mas não dá para pegar um homem feito e querer que ele mude. Veja as namoradas que o Leonardo de Caprio e o Ronaldo Fenômeno arrumaram! Um namorou gente do mundo todo, o outro só as brasileiras. É um jeito de ser que não se muda de uma hora para outra.
Não acho que só se jogue bem bola quem só gosta de caipirinha. Mas é a tendência entre os boleiros desta terra. O futebol brasileiro precisa do Brasil.
Abraços,
Sábado, Maio 17, 2008
Jabuticaba e Adriano
Sexta-feira, Maio 16, 2008
O novo reforço do Galo
Tenho um amigo atleticano que anda tendo pesadelos com Danilinho e Renan Oliveira.
Curiosamente, ele ignora que o motivo de ter visto uma derrota de seu time para o Fogão foi o fato de que o Sidarta estava na sua casa no dia do jogo. O pé-frio continua...
Mas para afastar as crendices e a má fase, o Galo precisa de um atacante.
Analisando os DVDs, parece que a diretoria achou um reforço gringo. Seu nome é Mike Powell e joga em Siracusa.
Quarta-feira, Maio 14, 2008
O Futebol Brasileiro precisa redescobrir a verdade
Ao dar uma volta pela internet, acabo de deparar-me com a seguinte notícia:
"Israel precisa redescobrir a verdade", diz Moacyr Scliar
Peres vinha de uma árdua derrota eleitoral. Scliar disse ter então perguntado ao político israelense as razões do revés e a resposta o surprendeu.
"Porque não fomos fiéis a nossas idéias", respondeu Peres, segundo o escritor.
Gostei das palavras que o Shimon Peres teria lhe dito, segundo a matéria. O autor pegou o conceito e aplicou à atual crise do Estado de Israel que tenta negar ou acabar com os palestinos que lá vivem.
Tenho a impressão que quando alguém foge das suas verdades, há que construir uma nova identidade para si. Pois, para sair do limbo de ser nada, ou se resgata o jeito de ser anterior ou se constrói um novo.
Hoje a noite vou assistir ao jogo do São Paulo vs. Fluminense pela Libertadores com uns amigos na casa de um deles.
O São Paulo tem um time, assim como a nossa Seleção, que nega a história do futebol brasileiro. O tricolor fluminense, por outro lado, tem um jogo muito mais solto e baseado na habilidade de seus jogadores. Sei que há o lugar comum, furado por Pelé, que futebol do Rio sempre foi mais espetaculoso que o Paulista implantado pela história.
O Mundial que o São Paulo ganhou neste milênio foi muito diferente dos do passado. Um time em que o craque é o goleiro não é coerente, na minha opinião, com o futebol brasileiro. O Telê Santana deve se revirar quando comparam os São Paulos dele com os desta década.
Se não se produzisse mais jogadores habilidosos aos montes por aqui, faria um mea culpa e defenderia a morte do futebol brasileiro criado por nossos Canhoteiros e Garrinchas. Apesar do Minério de Ferro, futebol é o produto brasileiro mais exportado.
Ficarei feliz com uma vitória do SPFC, o time sem um 10, mas não posso falar que estará tudo certo.
A cada vez que vejo notícias sobre craques brasileiros indo pro exterior e a economia brasileira crescendo, é como aquela cena em que o cara, de saúde perfeita, vai na balada, conhece uma puta duma gostosa, leva-a para o motel e dá aquela broxada fenomenal.
Final da Copa dos times Campeões nacionais europeus na tevê aberta brasileira é gozar com o pau dos outros. Creio que uma sociedade eunuca ou um emasculada de futebol até deve passar esse jogo, mas aqui o foco deveria ser nosso futebol.
Abraços,
Terça-feira, Maio 13, 2008
O momento do gol
Antigamente, o gol era coletivo. Marcamos, vencemos. O jogador balançava a rede e ia comemorar com seus companheiros. Até o final da década de 80, época de ridículos shorts e camisas de flanela, existia um padrão: o jogador marcava o gol e agradecia àquele que lhe deu o passe.
O tempo passou e as coisas mudaram. O jogador não ligava mais para seus companheiros, também fundamentais na construção do gol. Ele pulava as placas de publicidade e ia comemorar com a torcida. Dava mais popularidade, afinal, comemorar com dezenas de milhares do que com outros três ou quatro.
Mas não era suficiente e, mais uma vez, o padrão se alterou. São tantas câmeras em campo que sempre há uma próxima o suficiente da linha de fundo. O artilheiro podia, enfim, permanecer alheio a tudo o que acontecia em campo para comemorar com a televisão, mandar um beijo para sua esposa e ignorar seus companheiros que pulavam em suas costas na frente do cinegrafista.
O que vimos no último jogo do Flamengo, contra o Santos com o Maracanã vazio, foi a recuperação de um sentimento que há muito parecia perdido e que, provavelmente, se perderá novamente. Sem torcida para apoiar e para comemorar, o futebol passou a ser entre eles, os protagonistas, os operários da bola que dependem quase que exclusivamente uns dos outros para fazer seu trabalho.
E não houve comemoração com a torcida, que lá não estava. E não houve beijo para câmera, pois talvez a vergonha de quarta-feira tenha feito com que eles preferissem evitar aparecer demais. Houve, sim, uma confraternização entre os companheiros, que voltaram a se agradecer a a se abraçar lembrando tempos não muito distantes em que o futebol era jogado entre os jogadores.
Segunda-feira, Maio 12, 2008
Os torcedores de Valdívia e Obina pelo Brasil
Acho que a melhor época para ser medido o tamanho de uma torcida pela internet é quando o seu time ganha um título. Em época de vacas magras, tem-se só o líquido. Mas aquele cara que até tem uma camisa do seu time no fundo da gaveta e nem sabe direito o hino só mostra a cara quando o time ganha campeonato.
Assim, após as finais dos campeonatos paulista e carioca, hoje este blogue faz a medição do tamanho das torcidas do Palmeiras e do Flamengo no modo bruto. Afinal, mesmo aquele cara que é um torcedor relapso também tem o seu valor. Pois, se ele nem assiste aos jogos, mas dá uma zoadinha com o amigo que torce para o rival, já faz muito bem a sua parte.
Para medir, utilizei o Google Trends. Mais uma das inúmeras ferramentas desse ser que tenho algum receio que vire um Grande Irmão ou um Leviatã.
Bem, chega de papo furado, segue o resultado:
Agora, por Estados:
Por Cidades:
É claro que o PIB díspar deve ser considerado. Mais ou menos 30% da nossas riquezas estão em São Paulo e 10% no Rio. Ou seja, é necessário defletir os números na razão inversa do peso relativo no produto interno bruto. Pois, todo torcedor tem de ser considerado.
Mas, ao ver o detalhe das Cidades, fica claro que há mais palmeirenses no Rio do que flamenguistas aqui em São Paulo em números relativos. O povo carioca sempre foi cabeça mais aberta que o paulistano e mantém sua história de cidade aberta ao novo.
Abraços,
Sábado, Maio 10, 2008
Mais uma crença se foi na quarta passada
Durante os tempos de faculdade, havia uma crendice que meus amigos acreditavam. Sei que é um tanto quanto estranho a junção entre pessoas do espaço universitário e superstição; mas contra fatos não há argumentos. Assim, escuto a mais de anos a inócua exasperação:
-- Pé frio!
Nunca deixei uma amizade porque sei que não dá para acertar todas e sempre soube que a abusão* iria cair por terra. Até aqui no Na Cal essa fala já teve espaço:
Até 2003, o São Paulo não conseguia bater o Corinthians. Mesmo quando o time era nitidamente superior e todas as condições favoráveis, o melhor resultado era um empatezinho. Por que isto acontecia? Coincidentemente, o mais ilustre são-paulino de Rio Claro estava presente na maioria dos jogos. Quem acredita em coincidências, não acredita em tabu e são os céticos os maiores colaboradores pela longa vigência de um tabu. Qualquer coincidência pode ser a causa. Portanto, observado o fato que se repetia, era necessário evitá-lo. Foi por isso que um torcedor do Atlético-MG foi convidado a substituir o amigo rio clarense para acompanhar a partida válida pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2003. O tabu foi quebrado com gols de Fábio Simplício e Jean. (Trecho do texto Como quebrar um tabu)
Pois bem, no final do ano passado, eu estava no Rua Javari quanto o Moleque Travesso ganhou com um gol no último minuto com os caras. Após o jogo ouvi uns resmunguinhos aqui e ali. Mas, entre eles, prevalesceu que no Morumbi eu ainda era malsinado.
Na fatídica e fria quarta passada, eu e um dos que mantiam esse nonsense estavamos no Morumbi. Antes do segundo gol, já tinha ouvido uma retratação incondicionada. Fiquei feliz com a situação: um meu amigo saía das trevas! Confiei nele e apostei na hipótese vencedora.
Aqui vão alguns momentos dessa quarta:
Recebi a sugestão de musicar o vídeo com Palpite Infeliz, de Noel Rosa, mas a gravação do MPB 4 que encontrei não estava lá muito boa para os meus propósitos.
No entanto, não posso negar que meus pés e todo o resto do meu corpo é termicamente desprovido em função de meu portentoso 18,5 de índice de massa corporal. Mas isso é uma questão que cabe somente à namorada.
Abraços,
* 1 Engano perceptual que induz a confundir uma coisa com outra; ILUSÃO. 2 Crença supersticiosa. Do lat. avisio, onis, ‘ visão’, ‘ fantasma’.
Sexta-feira, Maio 09, 2008
Digerindo o vexame
Realmente levei mais de 24 horas para digerir o que o Flamengo fez no Maracanã. Por sorte, não arrumei quem me comprasse ingresso a tempo.
Uma coisa é impressionante no futebol: na mesma semana em que foi campeão estadual, o Flamengo conseguiu dar um vexame de dar inveja nos masoquistas de plantão. A vergonha só não foi maior do que na derrota para o Santo André há quatro anos. E daquela vez, eu estava no Maraca.
Nenhum time pode desprezar o adversário como o rubro-negro fez. O clima do jogo e a derrota me lembraram muito o Brasil de 2006: oba-oba, salto alto antes do jogo, celebração da torcida... mas acho que o que mais me impressionou é que o time se doou em campo, se esforçou e foi incapaz de fazer um mísero gol que garantiria sua sobrevivência. Ainda acho que a ausência do Fábio Luciano foi crucial.
Agora, nos resta ouvir as brincadeirinhas oportunas de vascaínos, tricolores e dos botafoguenses menos contidos. Afinal, eles já estão acostumados a gozar com o pau dos outros.
Nostalgia do presente
Lá por 91 ou 92, qualquer um em qualquer cidade do Brasil podia acompanhar os melhores jogadores de basquete do mundo.
A Bandeirantes ainda não era Band, mas sim "o Canal do Esporte". Elis Marina e Elia Júnior ciceroneavam o espectador por todas as modalidades e embates: Rui Chapéu x Roberto Carlos, Napoli x Juventus, Bulls x Lakers.
Naquela época começou a coqueluche da NBA, que durou alguns anos. Talvez ocupando o vácuo deixado pelo futebol (a seleção estava numa seca danada), o basquete tomou a atenção dos meninos; o vôlei, com a geração de ouro, das meninas.
Naquela época, formou-se provavelmente o time com maior número de fora-de-série - mais até do que os escretes canarinhos de 70 e 82.
Jordan, Johnson, Barkley, Ewing, Bird ... faziam crer que a perfeição era possível.
Para quem era moleque na década de 90, aquele era o Real Madrid de Di Stéfano ou o Santos de Pelé.
Com a transmissão dos jogos, muita gente começou a torcer por um time - como hoje acontece com os campeonatos europeus de futebol.
Eu era Lakers, contra uma multidão de Bulls.
O tempo passou, as trasmissões e o tempo para assistir a elas rarearam.
Mas a molecada continua curtindo. Na rua, tem gente usando o penteado de Iverson e imitando seu estilo.
Hoje tem uma boa oportunidade de ver o Lakers, é um bom motivo para dormir mais tarde: perceber que agora é Kobe Bryant quem faz crer no impossível.
Quinta-feira, Maio 08, 2008
Mais repetições
Em 97, a diretoria do Cruzeiro houve por bem contratar alguns medalhões exclusivamente para a disputa da Final de Tóquio.
Se fosse um jogador só, seria um reforço; mas, como eram quatro, o que parecia haver era desconfiança para com o elenco que conquistara a Libertadores.
O desfecho é história.
Ano passado, Dorival Júnior fez um bom trabalho e como recompensa ganhou a demissão. O Cruzeiro foi atrás de um "nome mais experiente" e, na falta de Scolari, contratou ... Adílson Batista.
Contudo, considerando que do outro lado estava o Boca, a derrota de ontem não foi tão avassaladora quanto a do Flamengo.
O América mexicano se comportou ontem como o carioca dos bons tempos: espantou o favoritismo do Rubro-negro numa goleada que nem o mais fanático vascaíno esperava.
A lista de dejà vu que o jogo de ontem proporciona é bem maior.
Os mexicanos se igualam ao Uruguai. A euforia despropositada em torno de um time que tem como expoentes Leonardo Moura, Obina e Tardelli tomou um choque de realidade ontem. Mas não toma as proporções de 1950, pois não calou o Brasil, tampouco o Rio de Janeiro: vascaínos, tricolores e botafoguenses não estão nada tristes.
O Lance! fala em maior vexame da história.
Não é preciso ir muito longe para saber que é, no mínimo, o segundo maior.
A diferença principal entre as histórias de Cruzeiro e Flamengo na noite de ontem é a perspectiva futura. O time celeste é mais coeso e perder do Boca não é demérito. O time tem feito campeonatos bons regularmente e deve se sair bem no Brasileirão. Já o Flamengo pode ter rompido o encanto gerado pela supervalorizada reação do ano passado. Basta ver que a torcida já não está tão iludida.
O Flamengo, grande campeão estadual dos últimos dez anos, precisa consertar muita coisa para ressurgir como clube realmente grande no cenário nacional.
Por enquanto, o sonho da Libertadores foi para o túmulo
Quarta-feira, Maio 07, 2008
Ronaldinho e os Travecos em duas versões
A do CQC:
A do Fantástico aqui.
Pegar traveco por engano é uma versão que tenta explicar o ocorrido de forma muito tosca.
Aqui em São Paulo e lá em Rio Claro, pelo menos, todo mundo sabe que onde as putas fazem ponto não tem traveco e onde os travecos fazem ponto não têm putas.
É como nos supermercados, quem quer comprar uma bolacha não vai nunca procurar seu objeto de desejo na seção de carnes.
Abraços,
Terça-feira, Maio 06, 2008
A coragem de Di Stéfano
Num mundo de opiniões consolidadas, Di Stéfano teve a coragem de dar a sua opinião.
Será muito contestado, principalmente pelos brasileiros.
Mas ele foi feliz ao cravar, sem concessões, o seu parecer.
Certa vez, vi uma entrevista de Evaristo em que ele usou de algumas evasivas para não afirmar com todas as letras que Pelé não havia sido o melhor que vira: "Di Stéfano jogava em todas as posições, Pelé era apenas atacante", "Nós, os jogadores que treinavam todos os dias com Zizinho, apenas o chamávamos de Mestre, nunca pelo nome", e coisas parecidas.
Evaristo é inteligente e sabe que qualquer coisa diferente faria o Galvão cair em cima dele (o programa era o Bem amigos).
Certa vez, Cerezzo afirmara que Reinaldo havia sido o melhor jogador que vira jogar, conquistando assim o descontentamento de Pelé, que teria dito "É o primeiro brasileiro que não escolhe nem a mim nem ao Zico".
Em tempos em que todos acreditam que Valdívia é um grande craque, a coragem de Di Stéfano é bem-vinda.
Segunda-feira, Maio 05, 2008
Um título por um técnico
Vou falar a verdade: quando o Lúcio Flávio fez aquele gol com uma grande ajuda do Bruno, fiquei preocupado. Tive medo do Flamengo voltar a ser aquele velho time que se retranca e se encolhe em decisões. Havia anos que eu não via algo assim, talvez desde a derrota para o Grêmio em 1997, quando o próprio Joel gritava desesperado para o time atacar, mas os jogadores insistiam em se concentrar da intermediária defensiva para trás.
Mas veio o gol de Obina no segundo tempo. Sempre ele, no lugar certo com seus chutes tortos e imprecisos. Uma cabeçada e o Flamengo estava com a taça na mão novamente.
Joel acertara novamente ao substituir Ibson, que vem jogando muito mal, e Cristian, que pouco apareceu. Tardelli fez o segundo após uma jogada brilhante do Juan que já deveria estar na Seleção faz tempo. Mas o que o Dunga pode fazer com um lateral que ataca, afinal? Gol? Não é assim que o Brasil funciona.
Obina fechou o caixão e calou a boca dos botafoguenses de vezn não sem antes o Renato Silva ser expulso por uma falta estúpida e desnecessária no meio-campo. Mais uma vez campeão. E, de novo em cima do Botafogo, que já vem sendo chamado de "o novo Vasco".
Era a final que eu queria: ou o Flamengo vencia o Botafogo e punha um fim na questão iniciada na Taça Guanabara, ou o Botafogo seria campeão e pronto, questão resolvida. Ganhamos essa.
Mas Joel vai embora e, em seu lugar, Caio Júnior, premiado pelas derrotas seguidas de seu time na Copa do Brasil e no estadual após um ano de fracassos no Palmeiras assume o melhor time do Rio para tentar ser campeão das Américas.
Alguma chance? Espero que sim. Caio Júnior é como um jogador instável. Se emplacar, pode ser o melhor de todos. Mas dirigir o Flamengo não é nada fácil e um treinador com fracassos tão recentes pode estar com a auto-estima abalada. Caso isso aconteça, nos restará torcer pela África do Sul na Copa de 2010.
Sexta-feira, Maio 02, 2008
Nossa Economia está mais perto do nosso Futebol
Não acho que responsabilidade fiscal e todo o ideário que a está por trás do investment grade seja uma verdade absoluta. Contudo, nenhum que combate esse caminho me mostrou que há fontes de financiamento mais baratas e tão abundantes quanto o que o Brasil, sem a velocidade necessária, trilha.
Pra quem ainda não entendeu o que aconteceu, explico: aquela prestação do seu carro novo vai ficar mais barata daqui um tempo porque o Brasil não tem mais o nome sujo na praça.
Os jornalões do Mundo endinheirado deram destaque ao fato:
Ratings upgrade puts Brazil at top table
Brazil, for years dogged by its boom-and-bust economy, has finally won a place on the top table in the eyes of the world’s investors. (FT)
Rating Raised on Brazil's Foreign Debt (WSJ)
Making the grade
Even though the upgrade was made public less than two hours before local markets closed, the Bovespa rallied on April 30th (it was closed on May 1st), converting the Bovespa’s 2008 loss into a gain of 6.2%—and making it the best performer among the 20 world’s largest bourses this year.(The Economist)
Será que agora que os caras lá de fora acham que nós somos bons, a gente vai tomar vergonha na cara e fazer as coisas direito?
O Senhor na foto foi magistral ao criar o conceito do Complexo de Vira-Lata. Nas suas palavras:
-- Por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.
A noção surgiu das derrotas que se seguiram após o Maracanazo em 50, mas permanece válida até hoje.
Para deixar claro o que penso, só lhe pergunto uma coisa:
Tem sentido, por exemplo, o modo como foram vendidos os ingressos para a final do Paulistão?
Por mais que exista muito torcedor que adora enfrentar a P.M., é claro que dava para prever e se preparar melhor.
Veja esta manchete: Comportamento custou US$ 61 milhões a Britney Spears, diz revista (Folha).
Se ela sozinha consegue perder tudo isso, imagine quanto todos os times brasileiros juntos, sendo administrados da forma como são, não produzem de prejuízo!?
Os ciclos econômicos que aconteceram no atual território do Brasil já demonstraram que não basta ter grana, é preciso saber fazer as coisas direitinho para que a bonança não vá embora.
Abraços,
Quinta-feira, Maio 01, 2008
Repetecos
A história por vezes se repete.
Provavelmente, seja para reforçar uma lição não aprendida.
Ontem, Caio Júnior perdeu para o Corinthians mais uma classificação praticamente ganha.
Para quem não se lembra, ele era o técnico do Cianorte.
Ontem, a história do Palmeiras repetiu mais uma desclassificação de Luxemburgo. O Sport entra numa galeria que tem Cruzeiro, Ceará e ASA.
Mas a reflexão deve ser outra: o que mais se repetirá.
A tríplice coroa, que Luxemburgo ganhou com o Cruzeiro já não pode ser repetida.
Talvez ele repita a dobradinha Brasileiro-Paulistão, o que resultaria num ótimo ano.
Mas se, como em 2006 e 2007, seu time conquistar apenas o Paulista, terá valido o investimento.
É claro que pode ser que a repetição leve mais em conta a história do Palmeiras e reedite o desfecho de 86... Improvável, mas...
Terça-feira, Abril 29, 2008
Iré a la República Oriental del Uruguay
Ontem, este partipante do Na Cal iniciou sua ida à República Oriental del Uruguay. A ex-Suiça sudamericana terá a honra de me conhecer em breve
Seguindo o ensinamento de Jack, a primeira parte foi tomar um litrinho da Cerveza Norteña com um amigo. Essa cerveja uruguaia está a fazer sucesso razoável em alguns botecos paulistanos.
Não é barata por aqui, mas lá deve ser mais em conta.
O próximo passo é assistir ao jogo entre o Club Nacional de Football e o Tricolor paulista nesta quarta. Não ficarei assustado se o São Paulo vencer o jogo de lá por aquele 1 a 0 sofrido, típico da Libertadores de América.
Mas não se pode deixar de falar, nesse contexto futebolístico, no General Artigas, o Libertador da Banda Oriental del Uruguay.
Pois, o Brasil imperialista, que os nuetros hermanos não se cansam de cantar, não é invenção do Clérigo Lugo, o que acabou de ganhar a eleição paraguaia e colocou o tema na nossa pauta.
É justamente a histórica garra uruguaia que explica a independência nacional conquistada ao enfrentar os interesses e as forças de Portugual, Brasil, Espanha, Argentina e Paraguay. O futbol uruguaio é caudatário da garra gaúcha que seu povo já tinha mostrado nos campos de batalha nas lutas pela independência. Não se explica o Bi-Campeonato nas Copas e nem as inúmeras Libertadores que eles ganharam sem saber o devir dos uruguaios.
A Argentina e o Uruguai tinham grana no começo do século passado porque os bens alimentícios que produziam eram bem valorizados no mercado mundial àquela época. A crise mundial de alimentos indica que os ventos possam voltar a soprar a favor deles (e nós tb!).
Saludos,
Ronaldo pronto para jogar no Flamengo
Os noticiários andam dizendo que Ronaldo comprou gato por lebre.
(O vídeo é bacana, mas não sei de que propaganda é)
O que o jogador faz é problema dele.
Mas a torcida flamenguista, que tanto espera que ele jogue no rubro-negro, pode se empolgar. Ronaldo adicionou a suas qualidades de atacante a credulidade típica do rubro-negro nas últimas temporadas.
Mesmo ficando a quinze pontos do campeão brasileiro, a torcida acha que disputou o título; mesmo perdendo a Copa do Brasil para um time pequeno de São Paulo, a torcida acha que o time é copeiro; mesmo tomando de 3 a 0 no Uruguai, a torcida acha que o time é tradicional nos torneios continentais.
E para terminar: Ronaldo teria como companheiro Obina, o que é melhor que o Eto´o.
Em breve, ouviremos que Tardelli é melhor do que o Cristiano Ronaldo.






