sábado, junho 09, 2007

História – COPA-COBRAF

Cadê a história da arbitragem no futebol paulista ?


Ao Presidente do SAFESP, e funcionário da FPF, Sergio Correa da Silva, reproduzo o apelo inserido em várias colunas por mim elaboradas, ou seja, quando teremos o acervo de todos os árbitros que passaram pelo departamento específico da FPF, que no ontem distante escalava árbitros para jogos amadores e profissionais, acredito que o faça nos dias atuais. Pois não podemos compactuar que o hoje e o amanhã não tomem conhecimento daqueles que deram início à história da arbitragem no futebol paulista, demonstrando o verdadeiro currículo de cada um em suas respectivas épocas, inclusive com punições, elogios, dentre outros que venham a estabelecer um efeito comparativo dos erros e acertos, do ontem com o hoje, projetando o amanhã sempre buscando um aprimoramento.

Sergio Correa da Silva, não entendo sua postura em não buscar a história da arbitragem paulista, pois todos sabemos que desde o início os dirigentes da FPF, especificamente aqueles que comandavam e comandam, controlam os árbitros por relatórios dos mesmos e dos chamados Delegados da Presidência. E que todo este acervo encontram-se ou deveriam de se encontrar sob a custódia dos vários dirigentes que por lá passaram, e tenho certeza que é sua obrigação chamar este acervo e formatar em uma sala do prédio próprio do SAFESP, o Museu da Arbitragem Paulista que virá a mostrar ao público amante do futebol a verdadeira história de todos aqueles que labutaram dentro dos retângulos existentes em vários espaços deste estado, onde se praticam o chamado esporte das multidões.

Nobre presidente do SAFESP, para se tornarem árbitros, os chamados alunos da escola de árbitros da Federação são obrigados a serem sindicalizados para poderem ser escalados, o que, para mim, é antidemocrático e opressivo quanto à liberdade de escolha, imposição esta que não ocorria ao tempo em que este humilde colunista arbitrava e o SAFESP, dirigido por seu primeiro presidente, senhor José Astolphi, jamais fez acordos com dirigentes federacionistas com o propósito de obrigar aos árbitros federados a se inscreverem no sindicato para serem escalados nos jogos patrocinados pela FPF.



Copa Coronel Marinho de Futebol Society

Caro presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, na coluna anterior demonstrei algumas incompatibilidades por mim encontradas no ranking de árbitros, conforme relação por mim recebida. No hoje, dia 07 de junho, adquiri na banca de jornal, próximo ao bangalô em que moro, o jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO e me chamou a atenção a publicação de um informe sobre a realização da COPA “CORONEL MARINHO” DE FUTEBOL SOCIETY que, deduzo, deva ser em sua homenagem.

Não o conheço e o respeito, conforme informações a mim chegadas dizendo que sois uma pessoa desprovida de vaidades e de fácil diálogo, mesmo com um alguém como eu, taxado de radical ou de louco por muitos que nunca admitiram ou admitem que alguém se expresse de forma sincera como tento fazer.

O que me causa rubor é a hipocrisia quanto a esta Copa levar seu nome, nada contra sua pessoa, mas sempre entendi e entendo que a maioria dos árbitros inscritos no quadro da FPF ascende uma vela para Deus, uma para o Diabo e outra para o Talvez. Isto demonstra que esta denominação tem caráter de puxa-saquismo, o que por mim é, e sempre será abominado, pois entendo que a homenagem deveria ser a um dos árbitros já falecidos, como por exemplo, de hoje a um ano atrás, tomei conhecimento do falecimento de William Lobo de Souza, o Biro-Biro, e de Salvador Martins, árbitro que militou em minha época e que teve a dignidade de relatar intervenção do ex-presidente do Juventus, então homem forte do futebol paulista, o já falecido José Ferreira Pinto Filho.

Mas nesta época de consumismo e materialismo, que explicita o desrespeito ao próximo, pois todos se comunicam com os valores materiais que cada um tem ou vem a ter, não se levando em conta que o principal das relações entre seres humanos, auto denominados racionais, deva de ser o caráter, a moral, linha de conduta, sem distinção de credo, cor ou quaisquer asneiras desta tipologia.

COBRAF


Edson Rezende, Ana Paula errou, como vem fazendo há algum tempo, porém só agora foi percebido, pois a auto-promoção de sua imagem estética sempre relevou esses erros. A mesma foi afastada por ter errado na semifinal da Copa do Brasil, partida entre Botafogo e Figueirense.

Ao que lhe pergunto: Todos aqueles que cometerem erros serão afastados ?

Se sim, por que não afastar Sálvio Spínola Fagundes que errou na partida entre São Paulo e Palmeiras, erro este reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva que puniu o jogador Edmundo, pois o árbitro não o fez ?

E também, por que não punir Leonardo Gaciba que, na partida, entre Paraná e São Paulo, marcou um pênalti inexistente a favor do time paulista ?

Se este critério, adotado no caso Ana Paula, for seguido, em pouco tempo não mais teremos árbitros e auxiliares. Além de tirar a tranqüilidade dos árbitros. Fora isso, tenho certeza absoluta que há imposições comerciais, políticas e outras gorduras existentes nos podres bastidores do futebol.

As opiniões aqui expostas são de minha inteira e total responsabilidade.

Fiori*

Esta coluna é reproduzida pelos blogs:
Pitacos do Bodaum
O Blog do Paulinho
Tabelinha F.C.

* Ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, é investigador de Polícia e autor do Livro "A República do Apito" onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.