terça-feira, junho 05, 2007

Ingenuidade

Hoje, 5 de junho de 2007, por volta das 19h00, estava cumprindo minha via sacra de estudos no CPC, quando toca o meu celular. É meu primo mais novo, de 9 anos, corinthiano como Feio (meu irmão) e eu. Foi catequizado no corinthianismo desde pequeno. Embora o pai seja tricolinha, não teve jeito: o menino debandou pro Terrão.
Voltando ao telefonema: ele me pergunta se havia visto o Gazeta Esportiva. Penso: "saudades do tempo de criança, sem responsabilidade alguma...", mas respondo um simples "não". Ele me diz que o cara do "24 horas de proteção" (também conhecido como Chico Lang) anunciou a volta de Marcelinho "o mais paulista dos" Carioca ao time do Parque São Jorge. Joaquinzinho, talvez levado pela sua juventude, talvez pelo seu lusitanismo, solta a pérola: "Com Marcelinho e Vampeta no time, só falta voltar o Neto!".
Alguns podem pensar que o menino estava brincando. Não! Ele falava sério. Pouco viu Vampeta e Marcelinho jogarem; nunca viu, a não ser por "tapes", a patada esquerda de José Ferreira Neto, o camisa 10 do mítico Brasileirão de 1990. Acredito que a admiração pelos ídolos do passado venha de nossas incríveis partidas de Winning Eleven, nos sábados de folga na casa da Dona Antônia, onde uma mistura do Corinthians do começo dos anos 90, com o do final desta mesma década, vence até mesmo o Santos de Pelé e Cia.
O time atual do Corinthians está esbanjando vontade, raça. É o que a torcida gosta. Mas, toda massa é burra, e esse time não me engana, não. Como todo Corinthiano Apostólico Romano, gostaria de ver a mulecada campeã. Mas o despreparo em iniciar um 2º tempo em vantagem, contra um time do Luxemburgo, num caldeirão, foi só uma mostra do que a falta de experiência (de técnico e elenco) faz.
No fim, eu, com meus 25 anos e toda a "esperteza" que o mundo me deu, fui verificar a veracidade da informação do "cara do Car System". Era mais um sensasionalismo barato à lá "Caderninho do Savóia". Mas confesso que gostaria de ter mantido a ingenuidade dos mais novos e sonhado com um meio campo de Marcelo Mattos, Vampeta, Willian, Neto e Marcelinho. Aí, meus caros, não precisava nem de Deivide, Liédson, Viola ou Edílson na frente. Bastava o tal do Finazzi ou do Clodoaldo...