quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Quase chorou de verdade

Não gostei da atitude do Souza após seu gol contra o Cienciano na Libertadores. Afinal, de nada vale chutar cachorro morto. O jogo estava longe de estar ganho e o Flamengo encontrava uma tremenda dificuldade para furar aquele paredão humano que os peruanos fizeram na sua grande área.

Acho esse tipo de futebol defensivo ridículo, mas, dada a baixa qualidade do time e sua provável eliminação na primeira fase, um ponto no Maracanã seria um grande lucro. Mas grande mesmo seria o prejuízo do rubro-negro, perdendo dois pontos preciosos diante de sua torcida.

O gol acalmou o time, que estava desordenado, mas uma rara (e bisonha) falha do goleiro Bruno permitiu o empate do Cienciano. O time seguiu quase até o fim do segundo tempo perseguindo o desempate, que ocorreu na medida do brilho da estrela de Joel Santana: Marcinho, que começara no banco, foi o responsável. O técnico está certo quando diz que não há titulares e reservas no Flamengo, pois, no final, as substituições são táticas e servem para desequilibrar o jogo.

Mas o que está acontecendo com o Flamengo, afinal? Onde está aquele rolo compressor que terminou o ano passado em terceiro lugar no Brasileirão? O time precisa se reencontrar, colocar a cabeça no lugar e perceber que, em seu melhor, pode, sim, ganhar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores e, quiçá, outro mundial. Mas não batendo cabeça como vem fazendo nesse último mês. Dessa forma, Souza vai acabar chorando de verdade.