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quinta-feira, janeiro 05, 2012

Um triste Pendurar de Luvas


Uma carreira de sucesso marcada por lesões, conquistas, desabafos e algumas polêmicas, foi assim a trajetória do grande arqueiro do Palestra.

Ícone de uma geração, nesta quarta-feira firmou a sua aposentadoria encerrando um ciclo de apenas 530 jogos pelo Verdão. 

Todos os palmeirenses já sabiam de tal despedida, mas no fundo ainda acreditavam em mais um ano de permanência do Santo no futebol brasileiro. Quando a despedida aconteceu realmente, inúmeras manifestações ocorreram nas redes sociais, homenagens e um enorme carinho não só da Torcida Palmeirense, mas sim de todas as Torcidas.

Em junho do ano passado, o que vos escrevem, teve o imenso prazer em conhecer o Santo em uma visita ao CT da Barra Funda. Um imenso prazer em apertar a mão daquele que defendeu o meu time de coração com tamanha dedicação e comprometimento, virtudes que está difícil de encontrar nos jogadores de hoje em dia.

PARABÉNS MARCÃO, O NOSSO ETERNO SANTO!



domingo, janeiro 16, 2011

Com a perna no mundo

A palavra guerreiro anda em moda no futebol.
Na maior parte das vezes, é apenas um eufemismo para perna de pau. O cara não tem talento, mas corre, faz falta, berra. Vira um guerreiro em campo.
Outras tantas, a palavra serve de apelido bajulador. O pior é quando o apelido é obra de cartola, como no do ex-palmeirense Marcinho Guerreiro.
Não faz muito tempo, a publicidade pegou para si o mote e transformou bebedores de cerveja em guerreiros. E, para legitimar a alusão, pôs um atleta barrigudo para propagandear o espírito belicoso do (e no) futebol.
Não é por acaso que, mais e mais, torcer tem se tornado um ato mais dirigido ao clube adversário do que ao próprio. Mais do vencer, é preciso que o outro perca; se possível, humilhado.
Contudo, há os que merecem os apelidos que ganham. Coração valente se tornou uma perífrase para Washington. Mas guerreiro lhe serviria bem. Principalmente, quando se pensa que sua maior batalha não era nenhuma partida ou campeonato.
O jogador, artilheiro em todos os cantos em que jogou, do Paraná ao Japão, enfrentou o quanto pôde suas limitações e teve, dentro das impossibilidades, uma carreira normal.
Quando finalmente venceu um campeonato relevante, Washington foi forçado a abandonar os campos.
Ele deixa os campos aos 35 anos, idade para qualquer jogador normal para pendurar as chuteiras, mas o avante queria mais um ano e talvez a Libertadores, de que já foi vice duas vezes. Mas teve que parar. No final, descobrem os guerreiros, não resta muita coisa. Só poeira e memória. Futuro é o que virá.