Mostrando postagens com marcador Ronaldo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ronaldo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, junho 08, 2011

As costas largas de Ronaldo

Mais uma vez o amadorismo da CBF esteve presente.
Ronaldo havia dito há tempos que este seria seu último ano em campo. Ou seja, uma possível homenagem poderia ser planejada a contento.
Poderia ter sido, pelo menos, como a festa de Romário - em que o próprio Ronaldo participou deixando uma mensagem no telão e em que houve uma homenagem feita pelos e para os jogadores do tetracampeonato.
O único jogador do penta presente, além do homenageado, era Lúcio, em campo. Poderiam estar do lado de fora para saudá-lo: Felipão, Cafu, Rivaldo, Marcos, Rogério, Denílson, só para citar os que moram em São Paulo.
Mas o que se viu foi uma festa muito menor do que deveria ser, uma festa para preencher o intervalo da Globo e desviar o foco da incompetência dos organizadores da Copa e das denúncias sofridas por Ricardo Teixeira.
Mais uma vez, Ronaldo salvou os seus.
A antecipação da aposentadoria foi providencial para o Corinthians, pois tirou o foco da desastrosa participação do time na Libertadores deste ano.
Seu retorno da aposentadoria para a partida de despedida cumpriu um de seus desígnios: acalmar o já famoso descontentamento da torcida paulista com a Seleção. A plateia do Pacaembu não perdoaria mais uma atuação medíocre do escrete de Mano, se não houvesse a efeméride. O adeus de Ronaldo propiciou 45 minutos de sossego para a comissão técnica e a visibilidade necessária aos patrocinadores da seleção.
Mas, quando Ronaldo deixou o gramado, uma questão se apresentou: quem segurará os problemas agora?
Sim, porque mais importante do que sua participação no Mundial de 2002, em que brilhou ao lado de Rivaldo e conquistou o título, foi o papel do Fenômeno nos fracassos. Em 1998 e 2006, a ele foi creditada a culpa pelo fracasso. E ele a tomou para si. Em sua conta, ficaram o resultado do despreparo de Zagallo ante a "novidade Zidane" e da preparação de Weggis.
Já escrevemos aqui sobre o papel semelhante que ele desempenhou no Corinthians este ano, sendo responsabilizado por um erro que não era dele. Atenta para a necessidade de jogar para a torcida, a cúpula corinthiana já pensa em usar Ronaldo como exibição em alguns jogos. Parece que ele não está muito disposto.
Podendo exibir agora sua barriga sem culpa, quererá ele aposentar suas costas largas?

terça-feira, fevereiro 15, 2011

um ronaldo inesquecível


Só agora, quando Ronaldo anuncia uma aposentadoria que já estava praticamente anunciada por seus problemas em manter a forma e livrar-se das contusões é que me dou conta de que ele foi das figuras mais importantes na minha vida como louco por futebol, como deve ter sido na de muitas pessoas.

Só agora lembro que quando comecei a gostar de futebol, por volta de 1993, Ronaldo era o craque emergente e era com ele que eu queria parecer quando chutava bolas contra o portão de casa vestindo uma camisa azul, como a que ele vestia no Cruzeiro.

Mas, centroavante veloz e com senso apurado para o gol, não demorou muito para o levarem para a Europa. Não sem antes, ainda aos 17 anos, ele poder brilhar também com a camisa amarela da seleção e garantir a sua vaguinha no time que viajava aos Estados Unidos pra voltar com o troféu de campeão do mundo vinte e quatro anos depois da última Copa que tínhamos vencido, ainda com Pelé.

Lá nos gramados estadunidenses o então Ronaldinho não teve chances de brilhar, porque o dono da posição era o gigante Romário, que já estava então dois passos à frente do menino que em breve seria o Fenômeno.

Como Romário, Ronaldinho saiu do Brasil para jogar no fraco Campeonato holandês pelo PSV. Dois anos, alguns títulos e muitos gols depois e já conhecido como Ronaldo, ele seguiria mais uma vez a trilha de Romário e iria parar no Barcelona. Tinha então dezenove anos e a experiência na Holanda o deixara mais forte e explosivo. Capaz de arrancadas de 50 metros passando por inúmeros adversários.

Pelo Barcelona Ronaldo parecia perfeito. Na única temporada que passou por lá fez recordes de gols e foi eleito pela 1ª vez o melhor do mundo. E dessa época lembro que não apenas eu, mas todos os moleques da pelada na rua imitavam seus dribles.

Depois disso vieram a Internazionale e as contusões. Ronaldo, então o Fenômeno, descobriu ter limites. Se em 94 ele era o reserva de Romário, em 98 poderiam ter formado a maior dupla de centroavantes da história das Copas, mas Romário se contundiu. E coube ao melhor do mundo ser o atacante impossível de parar. Lembro do rei do ufanismo, Galvão Bueno, gritando “pra cima deles RRRonaldiiiinho, só tem TRÊS na tua frente!”. Só três. Mas, como sabemos, naquela Copa não foram os marcadores que pararam Ronaldo e acabaram com o sonho do penta. Houve o terror das convulsões à véspera da final. E houve Zidane, o único homem da geração capaz de fazer frente ao nosso centroavante.

Crises, fracassos, desilusões e uma contusão gravíssima que poderia pôr fim à carreira. A história de superação do Ronaldo que foi à Copa de 2002 para terminar como artilheiro e Campeão do Mundo virou até propaganda na TV para melhorar a auto-estima do brasileiro, que, como Ronaldo, não desiste nunca.

Então sim, depois disso começa sua decadência. O galáctico Real Madrid [com Zidane, Figo, Beckham e Raúl], o envelhecido Milan, a seleção de 2006 e por fim o Corinthians. Claro que Ronaldo ainda tinha seus lampejos de Fenômeno. Mas a presença nos tablóides e a luta com a balança começou a chamar mais atenção que os gols e os títulos.

Quando anunciou a assinatura com o Corinthians, um amigo com quem eu pouco falava sobre futebol ligou para comemorar: “Ronaldo é nosso!”. E é isso mesmo. Mesmo fora de forma, lento e mais preocupado com publicidade que com futebol, Ronaldo chegou num time que voltava da 2ª divisão e lhe deu confiança de campeão. Foi extremamente decisivo em seu primeiro semestre de Corinthians e me rendeu vários gritos de gol e comemorações de título.

É desse Ronaldo, como do Ronaldo do Barcelona, da Inter, das Copas de 98 e 2002. É desse Ronaldo espetacular que eu quero me lembrar para sempre. E é esse Ronaldo fenomenal que ninguém vai esquecer.

Os dois maiores atacantes dos últimos 30 anos

Os jornais de Espanha exageraram ao dar adeus ao "maior atacante de todos os tempos".
Ainda que se leve em conta a questão da idade dos jornalistas, a distinção não faz sentido.
Ronaldo foi muito bom, mas Careca e Romário eram mais completos. Careca foi campeão nacional por Guarani e Napoli, além do São Paulo, surgiu novo como Ronaldo e esteve em alto nível até 1993, foi para o Japão e encerrou a carreira em seu time de coração, o Santos.
Romário ganhou a Copa de 94, foi Campeão holandês, espanhol e brasileiro. E jogou muito bem até 2002. Mesmo com quase 40 anos foi artilheiro do Brasileirão de 2005. Fez a última partida de sua carreira pelo time de coração, o América.



sexta-feira, fevereiro 04, 2011

A ingratidão repetida

No jogo em que o Corinthians foi eliminado anteontem, a culpa desmoronou sobre Ronaldo.
Nada de novo. No futebol, como na vida, tudo é repetição.
Ontem foi Rivellino, hoje é Ronaldo.
E então se revela a grande distinção humana. Se há algo que diferencia o homem de qualquer outro animal, é a ingratidão.
Rivellino foi o Reizinho do Parque, milhares de pessoas chegavam duas horas mais cedo aos jogos dos anos 60. O motivo era ver o Curió dos aspirantes. Rivellino possibilitou ao corinthiano ter orgulho de seu time, mesmo em época de vacas magras. Mas veio a final de 74, vinte anos sem títulos, e tudo ficou na conta do Bigode.
Ronaldo possibilitou ao Corinthians um reconhecimento internacional que o clube nunca tivera. Trouxe ao clube dinheiro, prestígio, influência.
Mas não ganhou a Libertadores. Como todos os outros jogadores de sua história.
Análises diversas são possíveis. A do instante diz que alguma coisa está fora do lugar, quando Jorge Henrique está no campo defensivo fazendo a marcação, como um lateral direito, e não no ataque. Alguma coisa está errada, quando um clube gasta fortunas e se coloca como Todo Poderoso e não mostra no banco uma opção para o ataque ou para a lateral. Ou quando, na última rodada de um campeonato, um dos postulantes ao título empata com um rebaixado.
Outra conclusão, possível, é a de que os gestores não conhecem futebol. A contratação de Ronaldo não poderia pretender um título continental. Não porque o Corinthians nunca ganhou a Libertadores, mas porque, em sua carreira, Ronaldo fez gols, foi laureado "melhor do mundo", venceu a Copa, mas não teve bom desempenho em campeonatos de pontos corridos e em torneios continentais. Ronaldo nunca ganhou a Champions, e campeão nacional só foi duas vezes: na sua chegada ao elenco estelar do Real Madrid e na sua saída, quando quase não jogou. Seu desempenho é muito melhor nas copas nacionais, como a Copa do Brasil, que conquistou em 2009. E isso deve ter um motivo, que os "profissionais da gestão" deveriam entender e sanar.
Porém, nos momentos cruciais (Flamengo, Goiás, Tolima), Ronaldo estava em campo e se expôs. Se tinha condições ou não, a outros cabia decidir.
Na história da ingratidão, quem será o Rivellino de amanhã?




terça-feira, abril 28, 2009

A diferença

Uma coisa parece ter ficado clara: com espaço, Ronaldo se sobressai.
Com ótimo arremate, eficiência em dribles curtos e um pouco da velha explosão muscular, ele se torna perigoso quando marcado à distância.
O narrador Jota Júnior percebeu a liberdade que os zagueiros brasileiros dão para os atacantes. A diferença é que Ronaldo erra pouco.

Geninho, com seus esquemas defensivos, seria uma boa aposta contra o fenômeno. Mas a derrota sofrida para o Coritiba não parece indicar um bom desempenho da zaga atleticana. Teria ele saudades de Nem, Cocito e Rogério Correia?

terça-feira, março 10, 2009

Pelo jeito, o Planalto é pouco pra Ronaldo

Ontem foi lançada a candidatura de Ronaldo para a Presidente do Brasil aqui neste blogue.

Mas, pensando bem, pode ser que o Palácio do Planalto seja pequeno para o Ronalducho.

O Mundo todo presta atenção nele.

Mas eu não estou falando dos jornais do velho mundo ocidental caquético que a imprensa brasileira adora citar e copiar.

Veja algumas manchetes dos novos centros do poder mundial:

Роналдо забил первый гол после возвращения на поле, na Rússia;

Ronaldo golle buluştu!, na Turquia;

Kis híján tragédiát okozott Ronaldo gólja, na Hungria;

Ronaldo scores first goal in more than a year in 1-1 tie against Palmeiras, na China;

Ronaldo scores first goal for Corinthians, na Índia.

Nesta última manchete, a da Índia, até o time da marginal sem número ganhou um promoção no vácuo do ronalducho.

Mas também não dá para deixar de notar o pessoal do Parque Antártica também faturou com a notícia da China. Ou seja, há males que causam bons resultados.


De brinde, a música Sou Ronaldo, do Marcelo D2, em mp3 para download.
Abraços,

domingo, março 08, 2009

Ronalducho conhece seu Andrada

O os rojões no céu paulistano dão conta que algo tão grande quanto um título aconteceu. Também escuto aquelas buzinas características das conquistas.

Os palmeirenses do prédio gritam que foi só um simples empate de 1 a 1 e xingam os adversários felizes com o gol do craque.

Mas acho que os corinthianos estão certos em comemorarem.

Não falo isso para insinuar que alegria de pobre é só quando o pão cai no chão com a manteiga virada para cima.

Creio, repetindo-me mais uma vez, que o nosso futebol tem de vender imagens dos gols de seus craques e não os craques.

O Mundo inteiro vai falar do gol do gorducho lá em Presidente Prudente. O cara colocou a urbe para todos os terráqueos verem. Creio que Araçatuba vai ficar com um ciuminho.

Não sei quais são as pretensões do 9 do Coritnhians, mas se ele resolver ficar um ou dois aninhos no Parque São Jorge e parar de se acabar nas baladas de maneira pouco discreta, ele pode se candidatar a Presidente do Brasil em 2010 mesmo. Se o Túlio se elegeu vereador sem nenhum título de Copa do Mundo, não é um absurdo achar que o nosso eleitorado não o elegeria para Chefe da República.


Abraços,

terça-feira, dezembro 30, 2008

Dedução lógica

Ronaldo gosta de dinheiro. Ronaldo tem um contrato vitalício com a Nike. Ronaldo torce pelo Flamengo. Flamengo está em litígio com a Nike. Flamengo tem contrato assinado com a Olympikus. Corinthians é patrocinado pela Nike.

Alguém tem alguma dúvida sobre por que o Ronaldo assinou com o Corinthians, e não com o Flamengo? Não reparem na foto ao lado, não tem nada a ver com o texto. É pura raiva.