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domingo, janeiro 15, 2012

Uma Briga de Titãs: Muller X Rivaldo

No programa desta sexta-feira, 13/01/12, as bruxas estavam mesmo soltas. Companheiros de Palmeiras no ano de 1996, onde a temporada foi muito boa com conquistas e goleadas cotidianas, realizaram uma batalha gerada pela transferência do veterano jogador Rivaldo para o futebol angolano, mais precisamente para o time Kabuscorp, vice-campeão angolano.

Muller criticou a transferência de Rivaldo e disse que o mesmo deveria jogar no Mogi Mirim, time o qual Rivaldo é dono, e que sua transferência para o futebol angolano foi motivado única e exclusivamente pelo dinheiro.

Em resposta ao comentarista, Rivaldo disse que o este é invejoso e fracassado e que o infeliz comentário só poderia ter vindo dele, pois Muller não é e nunca será um exemplo a ser seguido.

Rivaldo chega ao time angolano com um contrato de um ano e não é a primeira vez que atua por um time de pouca expressão no futebol já tendo passagem pelo Bunyodkor, do Uzbequistão.

Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: eduvidoti

domingo, julho 10, 2011

Carpegiani escondeu o ouro do Mano

Ontem fui com Rodrigo e Márcio ao Morumbi ver a vitória do Tricolor sobre o Cruzeiro.
O velho Grande Cícero tem ou não tem imponência?

Fazia um tempinho que não ia lá com amigos. Meu pai e o Lucas, o daqui do Na Cal, desertaram. Mas tudo bem, meu ingresso valeu muito a pena.
Lá, apesar do friozinho, tinha até alguns torcedores mineiros:
No final rolou até aquela bobeada e quase a prédica do antiquíssimo pelo amor dos meus filhinhos se realiza - 2 a 0 é um resultado perigoso!

Mas, o jogo ficou só no 2 x 1 e todos ficaram felizes; uma parte com a vitória do SPFC e 1/3 com a derrota da Raposa de Minas.

Como todo mundo que deu uma olhada nas manchetes deste domingão viu, o Rei da Noite foi o Rivaldo. A torcida do São Paulo em peso, uns 10.000 e poucos, gostou do 10!
Sempre que a bola que passava pelo pé do craque senhor, dava uma boa jogada. Ele tem talento para procurar aquele ponto futuro em que o lançamento deixará o lançado com espaço pra botar perigo ao adversário. Tem coisas a idade não leva embora.

Nada de jogadinhas tediosas, como as feitas na Selecinha do Mano contra o Paraguay.

Ai é que está a minha admiração pelo Carpegiani.

Só entendi isso ontem, diante da bola que Rivaldo jogou na minha frente. O cara estava só escondendo o ouro pro Tricolor deslanchar durante essa Copa América. Ele deveria ver o craque nos treinos e achou melhor não expor isso de uma vez.

Ele fez bem, foi-se só o Lucas; não ficamos sem a promessa e o Cara que acabou com o jogo mesmo com os seus quase 40 anos. Foi-se só a promessa.

É uma pena que a diretoria não entendeu a jogada de mestre de Carpegiani. Mano deve estar ou ficará puto da vida quando perceber que foi passado para trás.

Rivaldo, nem que seja só pro banco de reservas, iria dar uma consistência que o Brasil não achou até agora. Os cartolas deveriam, discretamente, agradecer a mineirice de Carpegiani.

Bem, agora é esperar que o Luís Fabiano deixe de ser lenda.

Do jeito que jogou ontem, periga beliscar outro Título ou, pelo menos, ir pra mais uma Libertadores no ano que vem.

Abraços,

domingo, janeiro 30, 2011

O ex-inimigo

A contratação de Rivaldo pelo São Paulo fez muita gente lembrar da vinda do Rei de Roma para o tricolor em 1985. Sobre isso, nosso colaborador Lucas já desfilou sua memória ludopédica.
Sinceramente, confesso que minha lembrança foi outra, de episódio mais recente: o de Renato Gaúcho e sua passagem (?) pelo Morumbi.
Renato já havia brilhado por dois tricolores - o gaúcho e o carioca - e foi apresentado como novo reforço em 1997, reeditando a tradição de providenciar o canto do cisne de grandes jogadores.
Haveria apenas um obstáculo: a figura de Telê Santana. Mas esse impedimento foi transposto, quando Renato beijou a cabeça do Velho Mestre durante um jogo no Morumbi. Telê escreveu um belo texto em sua coluna na Folha de São Paulo dedicado ao episódio, intitulado Meu ex-inimigo, num desfecho emocionante para uma das grandes inimizades do futebol, tão grande quanto seus protagonistas, e que deixava sinais da possível vinda do hoje Renato Portaluppi.
Renato veio, foi apresentado, mas não vestiu a camisa, sob o argumento de esperar a assinatura do contrato.
Contudo, voltou ao Fluminense, depois foi para o Flamengo e nunca jogou por um time de São Paulo. Mas, ao que parece, já tinha vestido a camisa do São Paulo.
Rivaldo, outrora adversário, já está inscrito e, embora seja de se temer alguma interferência das entidades por conta de seu duplo papel no futebol, ao menos por enquanto, a história é diferente.