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sexta-feira, maio 28, 2010

Amin supports Brazil in South Africa

Tive de vir à Londres em função de compromissos familiares. Faz mais ou menos uma semana que tou na terra do Shakespeare, e hoje, porque os deuses quiseram, encontrei uns amigos, que fiz por aqui, num bar. No boteco londrino, estavamos eu, minha namorada, uma amiga jamaicana e um indiano. Quer dizer, fora eu, eram todos portadores de passaporte europeu que conversavam com este rapaz sudamericano puro.

Papo vai, choppe desce e um cara estranho cola na roda e começa a xavecar a amiga jamaicana. A menina faz uma cara de nojo e eu entro em campo com assunto mais batido que brasileiro pode ter: football!!!

Eu não tinha noção do grau de importância do futebol brasileiro por esse Mundo a fora. Já tinha ouvido falar muito disso ou daquilo, mas quando o fato está diante dos seus olhos a coisa muda de figura.

Após dois dedos de prosa, o estranho se apresentou. O cara é sudanês, chama-se Amin e adora o Sócrates que ele viu jogar em 82. Dê uma olhada no cara:
Fora o Doutor, é lógico que ele também adora o Romário, o Bebeto, os Ronaldos...É claro que a sua pronúncia não é a mais palatável possível e necessária uma boa vontade com o cara. Ele, assim como vários ingleses, também quis saber sobre o Kaká e o Dunga.

Mas a principal mensagem que ele me passou, de forma consciente, apesar das biritas dele e minhas, é que as pessoas, que não são dos países ricos, gostam do futebol brasileiro porque, dentro das quatro linhas, o Brasil é um Davi que vence os Golias dos outros esportes, da economia, da força militar, das universidades...

O povo da Afríca, da Ásia e da maior parte da América Latina se sente representado pelos jogadores brasileiros nas Copas do Mundo.

O Amin, mais de uma vez, disse-me que adora ver o Brasil derrotando Alemanha, Itália, França, Inglaterra... Ele sente como se fosse uma vitória do seu Sudão sobre uma das ex-metrópoles coloniais.

Já durante o papo, fiquei pensando na Argentina. Por que será que os hermanos, que também têm um bom futebol, não conseguiram ocupar esse espaço nos corações dos terráqueos?

Muitos argumentos me vieram à cabeça; mas, pra resumir, é porque os caras são metidos.

Depois disso, fiquei mais impressionado com a qualidade dos dirigentes do futebol brasileiro. Como os caras conseguem perder tanto dinheiro desse jeito?

Bye,

terça-feira, janeiro 26, 2010

Bope em Estocolmo

Nem ia postar nada hoje, mas vi algo muito interessante. Dê uma olhadela:

Achei essa pérola do Mundo globalizado no Kibeloco.

Parece que é a torcida do Djurgårdens IF Fotboll, time de Estocolmo, Suécia.

Sei que o vídeo bombou no ano passado, mas ainda é bom vê-lo mesmo requentado.

Abraços,

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Haiti e o Mundo torcem pelo Brasil


O Na Cal tem enviados espalhados pelos Continentes da Terra, acabo de receber o relatório de um dos obreiros deste blogue que passou uns dias em terras estadunidenses um pouco antes do natal.

O cara pegou um taxi em Miami e o motorista não mandava bem no inglês e nem no espanhol, então o nosso informante multiglota mandou um francês e conseguiu uma via aberta de comunicação com o taxista, que é haitiano. A língua francesa criou uma empatia entre os dois e que foi turbinada pela nacionalidade brasileira.

De volta pro cab, o nosso enviado cutucou o taxista a respeito da presença de tropas brasileiras lá no seu país e, para a surpresa do cutucador, viu um sorriso no rosto do haitiano. O cara tava satisfeito em ter soldados brasileiros e de não ter os americanos lá na terra dele. Elogiou nosso exército. Isso foi totalmente inesperado pelo lado brasileiro do papo.

No entanto, o maior absurdamento na conversa no taxi foi a seguinte fala:

-- No Haiti, todos torcem pelo Brasil! Quando o Brasil ganha, nós ganhamos!


No futebol, o Brasil faz a décadas o que sempre tentou fazer na política internacional e nunca conseguiu. Somos amados e respeitados Mundo a fora.

É claro que se pode falar que o Lula estaria fazer o que o futebol já faz a muito tempo. Contudo, falta ao atual presidente do Brasil os títulos que o futebol tem. Não rolou cadeira no Conselho de Segurança da ONU, nem a eleição de Diretor Geral da OMC e outras contendas que Lula tentou e não se deu bem.

Pra quem sabe que o Pelé parou uma Guerra na África, no final dos anos 60, faz todo sentido um haitiano dizer que torce pelo Brasil.

Aquele jogo da Seleção brasileira contra a do Haiti lá movimentou a blogosfera futeboleira verde-amarela, mas a maioria só ficou na espuma do jogo ou da conjuntura política daquele País, inclusive por aqui. Não vi ninguém ver muito além.

A muito tempo atrás, antes do Na Cal, dois brasileiros me contaram que ficaram espantados ao terem visto um garoto com uma camiseta do ronaldinho gaúcho num lugar lá pros lados da conchinchina.

Ao falar que é brasileiro, você pode receber um sorriso em terras alienígenas em função do que nossos jogadores fazem dentro dos gramados.

Abraços,

domingo, março 22, 2009

Presidente leva bronca da Organizada

O Corinthians acaba de vencer o Santos num jogo bem meia boca. A bola correu muito mas faltou habilidade para grandes jogadas e belos chutes ao gol no meu modo de ver.

O lance mais aclarador do jogo foi após o apito final.

Tal qual o comentarista Neto indicou discretamente, foi a intervenção do Presidente do Santos, Marcelo Teixeira, na treta entre a Torcida Jovem e o Choque PM paulista o que me marcou.

Pelas informações do repórter, após a derrota, os santistas quiseram chegar perto da grade que divide as torcidas e a pm impediu o contato mais íntimo. A tevê mostrou os torcedores indo pra cima dos poucos policiais militares que estavam por lá.

A inferioridade da pm durou alguns minutos e membros da organizada só passaram para a posição ofensiva quando mais militares chegaram. Após a inversão das forças os organizados passaram a querer mostrar uma bandeira branca.

O Sr. Teixeira só apareceu para impedir que a PM desse umas bordoadas nos que antes queriam bater.

O mais interessante é que os membros da organizada falaram alto, reclamaram, com o Presidente do Santos de forma clara. Queriam que o Sr. Marcelo segurasse os policiais.

O modo que os torcedores se comunicavam com o Sr. Marcelo Teixeira indicou que há uma relação entre a Torcida Jovem e o Presidente do Santos que vai além do usual. As cobranças captadas pelas tevês indicam que há mais tempero neste prato.

Ninguém, nenhum torcedor, desce a lenha num presidente de clube se não tiver alguma coisa que fundamente seus argumentos. As cobranças indicam que há uma relação mais intensa entre a organizada e o presidente.

Veja as notícias:

Clássico termina em confusão na torcida do Santos, na Gazeta Esportiva;
Clássico no Paulistão, fotos no Esporte UOL;
Presidente do Santos protesta contra a briga no Pacaembuvídeo no Estadão;
No Pacaembu, torcedores do Santos brigam com a Polícia Militar, vídeo no Globo.

Abraços,

quinta-feira, maio 29, 2008

A maior torcida do Brasil

Já foram feitas várias pesquisas sobre o tamanho das torcidas dos grandes clubes brasileiros. A última que tenho notícia é essa:
PosiçãoClubePercentual
1Flamengo17 %
2Corinthians12 %
3São Paulo8 %
4Palmeiras6 %
4Vasco6 %
6Grêmio4 %
7Cruzeiro3 %
7Internacional3 %
9Atlético Mineiro2 %
9Botafogo2 %
9Santos2 %

(Datafolha, publicada em 13 de Janeiro deste ano)

Ontem, conversando com amigos num bar, o corinthiano Serjão colocou um ponto interessante. Defendeu que
o Corinthians tem a maior torcida do Brasil.

Ele conhece bem todas as pesquisas como exposta acima e dá crédito a elas. Mas o meu amigo coloca um pouco de sal sobre o tema e vai além da atual metodologia. O pilar central do que defende é que deve valer o democrático princípio One man, one vote nessas pesquisas também.

Aquelas pessoas que torcem para vários times pelo Brasil ou pelo Mundo deveriam ter seus pesos relativos divididos pelo número de times que torcem. Ele entende que os Corinthianos são, em sua maioria, só Corinthianos. O Flamengo já não teria uma torcida tão ortodoxa quanto a Fiel corinthiana.

É claro que os flamenguistas fluminenses devem ser tais quais os corinthianos paulistas são. Contudo, o amigo defende que os rubro-negros de fora do Rio de Janeiro não são só Mengo.

Um bom exemplo dessa modalidade torcedor que coloca vários times no seu coração é o Bira do Quarteto do Jô . O cara torce para um monte de times e não é justo seja considerado um torcedor de cada uma das agremiações.

Algum leitor do Na Cal poderia pensar que o que está escrito aqui é um sofisma. Mas essa depreciação dos poli-torcedores surge do intenso contato que Serjão e eu temos com muitos torcedores flamenguistas não-fluminenses que trabalham nos bares e restaurantes do Estado de São Paulo.

Por exemplo, encontrei fácil no Orkut a comunidade FLAMENGO e CRB MINHAS PAIXÕES!. Essa espécie de dupla cidadania é confirmada por duas outras comunidades relacionadas: Eu Odeio o Vasco e Odeio a mundiça azul do mangue (anti-CSA). Os ilustrativos 185 membros Comunidade dos duplos-torcedores valem dois?

Se o IBGE colocar esse item no próximo censo, periga chegar-se ao absurdo de haver mais torcedores que a população brasileira.

Abraços,