quarta-feira, agosto 16, 2006

Pedro, Neto e Segismundo

Marcos é um amigo com quem sempre converso sobre literatura e político. Em nosso último encontro, contudo, o assunto foi Pedro, seu filho.
O menino tem sete anos e vive aquela fase que todo admirador de futebol sofre: o entusiasmo infantil.
Contrariando o pai palmeirense, escolheu o São Paulo. Mas, na última quarta, Pedro chorou: com o segundo gol de Sóbis, indagou-se do motivo de sempre perder – com o Brasil e com o São Paulo.
Lembrei-me, então, de meu primeiro choro futebolístico. Eu tinha doze anos e estava acostumado com vitórias: 85, 86, 87, 89. Em 90, porém, vi, como poucas vezes, um jogador decidir um campeonato: Neto.
Então, em 16 de dezembro daquele ano, a derrota no Morumbi se juntou a outras tristezas e eu chorei.
Mas os jogos passaram e a alegria retornou com os gols de Raí em 15 de dezembro de 91.
Pedro ainda não sabe, mas aprenderá que o futebol é como o todo o resto: frustrações são superadas e as conquistas são sempre saborosas.Acho que o Dr. Segismundo escreveu algo parecido.