terça-feira, setembro 12, 2006

Como diminuir a quantidade de faltas violentas

Depois de jogos como o recente Corinthians X Botafogo, em que a "pancadaria" corre solta dentro de campo, as rodas de discussões futebolísticas sempre trazem soluções mirabolantes para o fim da violência. "O time que fizer 15 faltas tem direito a falta sem barreira" ou "o jogador que fizer 5 faltas deve ser substituído, como no basquete". A solução, porém, já foi encontrada há muito tempo. Creio que há mais tempo que o penalty. A regra da expulsão, traduzida décadas após pelo cartão vermelhor, tem este objetivo.

É só ver dois exemplos recentes: São Paulo X Internacional e São Paulo X Corinthians. Seria muito cômodo ao árbitro uruguaio ignorar a cotovelada de Josué aos 8 minutos do primeiro tempo. Ele poderia alegar que não viu, que não foi intencional ou até mesmo dar um cartão amarelo. Mas expulsou o são paulino, como manda a regra. Ninguém de bom senso ousaria uma jogada mais dura. Fabinho quis provocar Souza com um tapinha, mas se deu mal. A partir daí, o jogo transcorreu sem qualquer jogada violenta. O segundo jogo também, mesmo porque o árbitro era aquele que ousou expulsar Zidane (qual seria o problema em expulsar o Fabão?)

O careca paranaense pode ser um árbitro limitado, mas não tem medo de aplicar as regras. Não se sabe porque César perdeu a cabeça tão cedo, mas foi expulso. São Paulo e Corinthians evitaram faltas mais duras. Eduardo Ratinho talvez achasse que o juiz não expulsaria dois jogadores do mesmo time e arriscou. Cartão vermelho para a última jogada violenta do clássico. Talvez Heber Roberto Lopez não veja mais jogadas violentas tão cedo...

Se todos os árbitros fossem rigorosos, as faltas violentas sumiriam com naturalidade e, em pouco tempo, os jogos terminariam com 22 jogadores e nenhuma jogada violenta.