sexta-feira, novembro 03, 2006

Futebol não é preciso e dai vem a sua beleza

Lendo o artigo "Un mundo de valientes y cobardes"*, do articulista argentino Sergio Dubcovsky, no diário esportivo Olé, de hoje, vi que ele também defende a mesma coisa que eu. Por mais que um time tenha estrelas, é dentro de campo que tudo se define. Há uma imponderabilidade no futebol que não existe no voley, no basquete ou na natação. Nesses, usualmente, o favorito ganha. Zebra é coisa do esporte das massas.


Vontando ao texto do argentino, ele sustenta que o limitado Racing não foi covarde ao enfrentar o estrelado Boca de forma retrancada e consegui arrancar um empate de 0 a 0. Não foi covardia: "No se verifica indignidad en jugar al fútbol de un modo menos audaz cuando se cuenta con menos recursos. El mundo no se divide entre cobardes y valientes."

A Ponte segurou as pontas, ontem, diante do São Paulo, por exemplo. O Brasil rodou na Copa passada.

É claro que esse papo de retranca, eficiência e resultado não pode ser levado ao extremo, como o Sr. Parreira ousou fazê-lo na Alemanha. Tudo tem limites. Beijar a mulher amada é bom, mas o tempo todo já enche o saco. O segredo do veneno ou do perfume está na dose. Só desse jeito contextualizado, com moderação, acho que é interessante uma retranquinha. Principalmente quando um time sem estrelas enfrenta um com os craques do momento. Se os caras ganham bem, têm de jogar de modo a furar as linhas defensivas. Tomará que no ano que vem os times do Parque São Jorge e das Laranjeiras entendam isto.

Abraços,

* Ler em espanhol é meio complicado no começo; mas quando você domina o assunto de que o texto trata, fica bem mais fácil. Internet é uma maravilha par expandir os nossos horizontes: quem tiver alguma dificuldade com o castelhano do Olé pode matar suas dúvidas neste dicionário espanhol-português gratuito.