quarta-feira, dezembro 20, 2006

FIFA e os massacres

A FIFA gosta muito de falar que tem mais associados que a ONU. Fazem questão de passar a idéia que dão uma grande contribuição a um projeto civilização mundial pacífica e harmônica.

O Blatter adora de aparecer com as criançinha, falar de fair play, mas na hora de suspender um País que permite graves violações aos direitos humanos não se escuta muito dele. Sua base eleitoral tem algo do gênero: Presidente, deixe-nos em paz que mantemos você ai na presidência.

Aliás, o nosso Itamaraty também tem esse viés de soberanismo: cada país é soberano para fazer o que quiser, matar alguns ou destruir o meio-ambiente. Cada um que cuide dos seus assuntos internos livremente. Falar em dominação dos países desenvolvidos por meio de temas como globalização, meio-ambiente e direitos humanos tem seu fundo de verdade em alguns casos. Mas achar que esse papo pega toda hora já é abusar da boa vontade.

Milhões foram mortos no Sudão e o tratado de paz não é implementado totalmente pelo governo central. Os mulçumanos no poder permitem que milícias ataquem os não-islamitas do Sul.

Acho que a FIFA tem que tomar um partido nessa questão. Aceitar que seus membros, as CBFs desse mundão, estejam sob o comando de governos que não respeitam as pessoas é duro. Você já pensou em ser morto porque tem uma religião ou uma cor diferente de alguém que está na Presidência do Brasil? Se a FIFA gosta mesmo da paz mundial, da esperança para os que sofrem, precisa sancionar as políticas públicas contra os humanos e a humanidade perpetrada por governos tirânicos. Mesmo porque, como foi visto aqui no Brasil, durante a Ditadura, os governantes adoram comandar os times de futebol e as associações. Faz parte do pão e circo do autoritarismo.

Abraços,