quinta-feira, janeiro 11, 2007

A bola murcha dos italianos

Que esporte e política se misturam não é novidade. Nem é preciso buscar origens nos gregos ou nos sumérios. Basta pegar alguns recortes do século XX. Jessé Owens e os Panteras Negras são apenas alguns exemplos.
No futebol, que é o esporte mais popular do planeta, torcer por um time pode representar um posicionamento político: da Escócia ao Rio Guaíba, a ideologia pode estar estampada na cor da camisa.
Mas os clubes são apenas a parte visível. Há ainda as seleções. Na Copa de 94, houve um jogo Itália x Irlanda em Nova Iorque. Só faltava ser Yom Kippur para a cidade parar de vez.
Sempre ouvimos da guerra que Pelé parou ou dos monges tibetanos assistindo aos jogos da Copa. Porém, a manifestação ideológica pode ser mais sutil e, por isso, mais perversa.
Li que na Itália está sendo feita uma lista dos “piores estrangeiros” que por lá jogaram. Pergunto-me qual a utilidade de uma tal pesquisa. Apenas vejo a intenção de, camuflada de divertimento, desqualificar os estrangeiros nesse novo Império Romano. Está escondida nessa lista uma visão retrógrada, resquício de tempos nebulosos.
É curioso observar que, enquanto a Alemanha resgatou seu orgulho nacional saudando um time formado com imigrantes, a Itália se vangloria de ganhar a Copa com time em que todos os jogadores jogam em casa e são brancos (e nenhum sabe jogar bola). Vangloria-se, ainda, de que a conquista minimize os efeitos de uma crise acarretada por corrupção no calcio. Ora, por que os brilhantes analistas não fazem as projeções do que seria o futebol italiano sem os estrangeiros: Filó, Altafini, Maradona, Platini, Basten.
Não o fazem porque, apesar de tudo, sabem que, em um futebol capitaneado por Gattuso, Simplício, Doni e Mancini podem ser estrelas.
Quando Ronaldo e Rivaldo brilharam em 2002, a televisão mostrava crianças na Índia imitando o penteado cascão. Pergunto-me se no ano passado elas aprenderam a ofensa como recurso técnico.

4 comentários:

Lucas disse...

Márcio,

O fato da Itália ter todos seus atletas jogando no país é orgulho porque confere ao calcio o status de melhor do mundo. Não é um menosprezo aos estrangeiros que jogam lá nem uma tentativa de prova da superioridade italiana, mesmo porque apenas a seleção é restrita aos italiano. O critério de nacionalidade deles dificulta a existência de negros italianos... não é um preconceito...

Precisamos descobrir quem inventou eleição dos piores estrangeiros. A "Placar" deles, provavelmente. A idiotice é semelhante à escolha do jogador mais odiado.

Beletti e Bordon não jogam na Itália, mas fazem mais sucesso que estes que você citou.

Talvez eu não tenha percebido a sutileza...

Lazarillo Tormenta disse...

ah, vá... Eles ganharam a Copa sem precisar jogar, mas tinha gente lá que sabia cuidar da bola: Pirlo & Del Piero...

Sidarta disse...

Pirlo é só razoável e o Del Piero ficou muito é no banco.

freefun0616 disse...

酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,

,酒店,