quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Derrotas antes do Carnaval


Há a tese de que muita gente só começa a pegar pesado após o carnaval. Durante o reinado do Rei Momo nada de muito relevante acontece neste nosso Brasil. Se é fato, ou só uma fitinha essa idéia, eu não sei direito; mas que parece que é verdade, parece.

Ai é que está uma perspectiva interessante para que os corinthianos e palmeireinses percebam o correto valor das derrotas de ontem pelo Paulistão 07. Nada de relevante acontece hoje em dia. Assim, qualquer coisa normal se transforma em algo extraordinário nas bocas dos que vivem de vender informação.

Os jornalistas brasileiros precisam garantir seus salários. Deste modo, mandam um se só tem tu, vai com tu mesmo para as notícias meia-boca que ocupam os espaços nobres dos veículos informativos.

Nem o programa Grande Irmão está rendendo um papo furado. Vejam que ontem, após um cinema com a namorada, encontro um amigo e sua respectiva na saída da seção. Fomos tomar um sorvete, bater um papo e nada de falarmos do celeiro de capas de revsitas de mulher pelada.

O Paulistão em Janeiro e Fevereiro vai contra o calendário brasileiro usual. Fica um campeonato superestimado para muito além da sua conta.

Bem, uma lição pode ser tirada dessas derrotas, falta um centroavante para o Verdão. O time precisa de um cara especialista em pequena área. O Corinthians tem o Amoroso no Departamento Médico e tem um cara interessante para o Brasileirão 07.

O Finazzi e o Somália são bons. Diretoria do Palmeiras, por que não? É claro que precisa ser feito um trabalho bem feito com os caras. Um treinamento psicológico, uma proteção contra uma exposição desnecessária à imprensa pátria. Se um time como o do Palestra tá precisando do jeito que tá de um atacante matador, vale a pena o esforço com um desses que levam jeito e só precisam de um cuidado a mais para darem certo.

Pro Corinthians não tem muito mais o que fazer. É só trabalhar que plantel tem. Uma ou outra derrota sempre surgiu no nosso estadual. Afinal, aqui, uma ou duas vezes a cada década, um pequeno ganha o título. Não há sete, cinco, títulos na seqüência.

Abraços,