quinta-feira, novembro 15, 2007

Ricardo Lucas

Ricardo Lucas é um jogador estranho.
Quando surgiu, já tinha vinte e três anos. Causou estranheza porque os artilheiros aparecem cedo, normalmente antes dos vinte. Diziam que ele começara no Nacional paulistano. Contudo, os ferroviários aposentados que freqüentavam o estádio da Barra Funda não se lembravam do rapaz. Ao que consta, na década de 90 o xodó da torcida era o Terrão.
Pois bem, Ricardo Lucas surgiu para o mundo em 97, fez mais de 50 gols e apresentou um sorriso fácil e uma testa larga que lembravam Leônidas.
Curiosamente, dez anos depois, ainda briga pelos 300 gols. Peregrinou por clubes e países, fez gol do meio do campo, de bicicleta, de letra, driblando. Mas ganhou poucos títulos, passou por fases de poucos tentos e de sumiços repentinos.
Agora, num ano penoso, deixa o clube em que foi mais feliz, tristemente brigado com a torcida.
Cogita-se que ele reforçará o Corinthians em 2008. Mas pode ser que vá para a Coréia ou para a Arábia.
Não se pode negar, entretanto, que está na história de nosso futebol, nem que seja para compor o lúdico quinteto com Dadá, Dedé, Didi e Dudu.