quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Fim da meia-entrada não é a saída

O colunista do LANCE! Marcelo Damato gastou seu espaço no diário esportivo para defender o fim da meia-entrada.
Diz algumas coisas inapropriadas: 1 - "como se esse [ir ao estádio] fosse programa de estudante"; 2- "os bilheteiros vendem meia-entrada a quem não poderia comprá-la",3- "é preciso fixar um limite [para o número de ingressos com desconto]"; 4- "é preciso rediscutir se a sociedade quer continuar a pagar essa conta";5- "ninguém vai ao futebol para cuidar da mente ou do corpo"; 6- "não se pode confundir meia-entrada no futebol com (...) meia-entrada no teatro, de valor cultural".
Como o senhor jornalista deve utilizar a credencial de imprensa, deve ignorar como se passam as coisas no mundo real, naquele em que as pessoas compram ingressos.
Assim, uso suas afirmações para comentar/questionar abaixo.
1- Não entendi o propósito: estudante vai ao estádio. Em qualquer bilheteria, há um grupo de colegas de faculdade ou colégio que preferiram ficar na incômoda arquibancada a gastar duas horas numa poltrona acolchoada de um cinema;
2- Normalmente, enfrenta-se uma bela burocracia na compra de um ingresso de estudante: pedem documento com foto, vendem só uma entrada... Seja como for, a fraude deve ser combatida, não usada como desculpa.
3- Antes havia esse limite. O que acontecia é que nunca se conseguia comprar um ingresso dessa cota.
4- Dez reais para ser maltratado não é um preço justo?
5- Passar duas horas torcendo por seu time não ocupa a mente e o corpo?
6- Futebol é cultura, sim! Não é só "business", como querem pensar alguns.
É isso.