segunda-feira, setembro 15, 2008

CBF supera o Mutualismo

Aquele repertório de relações ecológicas que se aprende nas escolas está superado.

Após pesquisar vários compêndios de saberes biológicos, percebi que dentro das tradicionais relações ecológicas intraespecíficas hamônicas (nome pedante!!!), nenhuma descreve adequadamente a relação biológica estabelecida entre o Sr. Ricardo Teixeira e o Sr. Dunga.

Dentro do microssistema ecológico verificado na CBF, há a, não observada pelos biologos, relação entre duas espécies diversas em que uma só existe quando se relaciona com a outra, mas essa outra vive sem a uma sossegadamente.

Poder-se-ia falar que o Técnico e seu Chefe viveriam em um mutualismo facultativo ou oportunista. Ricardo se beneficiaria de Dunga e Dunga de Ricardo hoje de forma não eterna e não necessária. Tal qual uma planta que pode se aproveitar de uma abelha hoje e de um beija-flor amanhã. Outros biólogos preferem definir como isso como Protocooperação, que é a associação bilateral, entre espécies diferentes, na qual ambas se beneficiam; contudo, tal associação não é obrigatória, podendo cada espécie viver isoladamente.

Mas é o fato do descartável Dunga não ter vida própria fora da CBF é que faz dessa relação ecológica algo novo na biologia. A abelha do exemplo do parágrafo anterior pode trocar de flor e continuar a ser uma abelha feliz. No entanto, o Anão só é técnico de uma grande equipe do futebol mundial enquanto o Sereníssimo Teixeira desejar.

Por isso, batizo essa relação ecológica de DESCARTAVELISMO.

É claro que Dunga não é o primeiro exemplo de prática do descartavelismo, o Falcão é um exemplo recente de ex-técnico da seleção que nunca mais treinou outro time de ponta. É uma prática biológica usada dentro do microssistema da CBF a um certo tempo.


Em termos futebolísticos, que é o que nos interessa, dá pra falar que uma relação de descartavelismo é a do técnico ou jogador que não resiste para além de uma única fritada.

É claro que não espero um reconhecimento dos poderosos da biologia pra já. Mas, de qualquer forma, remeterei uma cópia desse texto às revistas especializadas.

Abraços,