terça-feira, setembro 16, 2008

Qual o fundo do poço?

Ontem a noite, tomava um chopinho com um amigo que trabalha no mercado financeiro. Papo vai e papo vem, o celular do cara vibra. Era um e-mail de um colega de serviço que dizia que as bolsas do oriente também foram pro vinagre.

Esse mato sem cachorro é complicado. Ninguém sabe quanto tempo essa draga vai durar e nem se vai piorar mais ainda.

Só ontem a BOVESPA caiu 7,5%.

É nessa hora que a molecada e os homens se distingüem. Tem de aceitar as perdas e planejar o quando precisará da grana. Se for pra amanhã, é melhor parar de perder; se é pra daqui uns anos, dá pra agüentar mais uns sobes e desce.

Todo esse economês é um intróito para comentar estas manchetes do indefectível Jornal dos Sports:

Ney Franco: 'Perdemos mas estamos no caminho certo'

Derrota para o Santos não abala Cuca

Uma perspectiva precisa ser passada aos editores desse clássico jornal desportivo fluminense: no futebol, é preciso ganhar, é preciso ser campeão.

Aqui no Brasil não há a condescendência que há, por exemplo, em Portugal. Na Terrinha, o Felipão é ídolo porque levou a seleção deles ao Vice na EuroCopa que fizeram lá.

Eu não penso assim, mas sou minoria. O Flu bateu na trave com o Vice na Libertadores e o Botafogo ainda é o time de Garrincha.

Poxa, é preciso que a imprensa aperte um pouco os dirigentes, os técnicos e os jogadores. Sem títulos, mais dia, menos dia, já vai ter garotinho carioca torcendo pra time de fora do Rio. Aqui em São Paulo dá pra achar um ou outro flamenguista paulista na faixa dos 30 e poucos anos, daquela geração que viu o Zico jogar e só.

No Blog do Noblat, há um texto interessante: O que a imprensa fez por Lula. A mensagem é a seguinte: poucos Presidentes tiveram uma imprensa tão contra como o atual Presidente. Essa marcação cerrada seria um dos motivos que levaram o Lula a ter uma aprovação tão grande. O cara teve que ficar esperto e mostrar serviço ao povo brasileiro.

Afinal de contas, amigo é quem lhe avisa da cacaga que se está a fazer e não quem lhe bajula quando tá tudo bem e some quando a coisa fica preta.

Abraços,