segunda-feira, julho 20, 2009

O Muricy não deveria ter saído

O Excelentíssimo Sr. Juvenal Juvêncio, o Presidente do Tricolor, tem de assumir, lá na casa dele ou no seu íntimo, que não acertou quando Muricy foi saído.

Sei que após o leite derramado, não posso me fazer de profeta do que já rolou lá no Cícero Pompeu de Toledo.

Mas já ouvi de vários sãopaulinos a frase:

-- Não era o Muricy quem deveria ter sido mandado embora!

Após a final, antes da saída do técnico, defendi, aqui no Na Cal, que seria interessante uma limpeza no elenco.

A tese dos sãopaulinos é que não poucos jogadores do Tricolor paulistano simplesmente pararam de jogar bola e passaram a viver só da glória de jogar por esse time.

As organizadas protestaram um pouco. Mas o vínculo que elas têm com as diretorias de plantão dos grandes clubes as impedem de serem contrárias as decisões das diretorias por muito tempo e de forma autônoma.

Como também não adianta chorar sobre o leite derramado, pra me manter no ditado lácteo, dá pra ver que o Ricardo Gomes tem uma grande chance nas suas mãos.

Nunca conversei ou vi o atual técnico do SPFC. Mas, o que é certo desde a época em que o cara jogava a sua bola é que ele não é mais um cabeça de bagre qualquer. O cara sabe se colocar numa conversa.

Agora, chegou a hora do Ricardo Gomes Raymundo mostrar que tem a inspiração que Platão definiu*.

O discípulo de Platão achava que arte era só técnica. Veja o primeiro Capítulo de Arte Poética de Aristótoles e nada encontrará sobre inspiração.

Mas, de volta ao Morumbi, creio que os sólidos conhecimentos futebolístico do Ricardo Gomes não são suficientes para garantí-lo no seu atual cargo. O cara terá que mostrar que tem a inspiração divina, que tem um toque mágico. Sem esse diferencial platônico, se ficar na linha aristotélica de só seguir uma cartilha, ele não irá longe.

Abraços,

* Leia o penúltimo parágrafo da penúltima fala de Sócrates.