quinta-feira, dezembro 07, 2006

Quando você escolheu o time que torce?

Aviso aos amigos atleticanos, que não costumam ler este blogue, que a cena retratada nesta foto é uma via de mão dupla, cuidado! Não há nada garantido.

É interessante observar os garotos de 3, 4 ou, até, 5 anos vestidos com os uniformes dos times de futebol que os pais deles torcem. As vezes, até algumas meninas entram na dança também. Crianças dessas idades não têm grandes capacidades de fazer escolhas conscientes que deveriam durar toda uma vida. Nem sei se é muito interessante vincular o garoto às vontades dos pai para muitos temas, mas para o futebol há um espaço peculiar. Pois, não há pedagogos ou pscicólogos, em nível suficiente, pelo menos, habilitados para enfrentarem essa questã com a devida sensibilidade a certos aspectos da vida de um homem. Desafortunadamente, não há massa crítica sufiente nas academias e consultórios devidamente habilitada ao desafio.

Pois, quando se trata de influenciar o filho, ou a filha, na escolha de um time de futebol, não dá pra ser democrata. É necessário conduzir o herdeiro a um bom caminho. Que pai que não deseja que seu filho não erre, se dê bem na vida. Por isso, é óbvio para um soteropolitano que torce para o Vitória que seria um erro filial crasso se, só por absurdo argumentativo, seu pequeno filho viesse a se tornar um torcedor do Bahia. Afinal, cada pai tem suas verdades, crença e regiliosidades que merecem um mínimo respeito.

Lógicamente, há jeitos e jeitos de cada um conquistar seus filhos para o bom caminho futebolístico. Pessoalmente, acho que uma abordagem mais sutil por parte dos pais e o exemplo são as grandes armas para impedir um escolha errada na tenra idade. Mas não recrimino os uniformezinhos não. Acho que é uma questão de jeito de ser de cada um.

Pelo menos para o tema relativo à escolha do time, a mensagem desta obra de arte não vale.


Family Romance, 1993 é de autoria de Charles Ray e pertence ao acervo do MoMA-NY.

Afinal, o despotismo, que já foi esclarecido, não pode ser só fonte de erros, desmandos e enganos.

Abraços,