quinta-feira, março 08, 2007

Dia Internacional da Mulher

As verdades absolutas estão fora de moda nessa época pós-moderna. A frase só sei que nada sei está na ordem do dia. Todo mundo está experimentando o novo sem os fortes paradigmas que se verificavam num passado recente.

Aqui, no país do futebol, as mulheres não era, até bem pouco tempo, permitidas dentro das quatro linhas. Quer dizer, eram de modo periférico. Eu lembro dos meus tempos de criança que uma menina jogava bola comigo e o resto da molecada. Ela era, sempre, uma das primeiras a ser escolhidas nas montagens dos times.

Mas, graças à grande metrópole contemporânea, o futebol foi aceito pelas classes média e alta como um esporte que as brasileiras poderiam praticar. Uma vez macaquitos, sempre macaquitos. Eu, pelo menos, não odeio ou invejo os E.E.U.U. Acho que uma admiração respeitosa e distante é o melhor que faço.

Bem, se há algo que os brasileiros e as brasileiras sabem fazer é jogar bola. Não deu outra, no ano passado, a algoana Marta Vieira da Silva foi eleita a melhor jogadora do ano pela Fifa (quem não souber inglês, terá de confiar!).

Democracia e capitalismo são muito bons para revelar os mais capacitados. Com a Marta não foi diferente. Não teve proteção, paternalismo, cunhadismo, cunha ou qualquer prática anti-capitalista altamente disseminada pelo Brasil. É claro que só no futebol e na música o talento dos que não possuem pais bem colocados na sociedade têm condição de ser reconhecido.

Quantas Martas não foram e são relegadas porque só o futebol masculino é privilegiado?

Outro dia, li que as mulheres respeitam mais o Código Nacional de Trânsito. Por isso, se envolvem menos em acidentes. Consegüência: pagam seguros menores. Há muito o que aprender com elas. Ontem, aprendi que sou como um sorvete para minha namorada. Gostei da idéia, dominar o outro gênero é ruim.

Tem de haver mais espaço para as mulheres. Eu não vivo e nem quero viver em condições similares às da época das cavernas. Trogloditas não tinham blogues.

Abraços,