Mostrando postagens com marcador Caio Júnior. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caio Júnior. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, junho 09, 2008

Mais profissionalismo, menos cachaça

Caio Júnior parece que entendeu o que precisa ser feito no time do Flamengo. Ao resgatar jogadores como Maxi e Jônatas, deu dinamismo ao time e, como disse Marcinho, deixou os jogadores mais soltos em campo.

Joel tinha o estilo mais paizão. Aquele pai bonachão que toma umas e vai brincar com as crianças. Não que seja um pai ruim, mas não dá para levar a sério tudo o que ele fala. Sem ingratidão nem nada e, obviamente, descontando o papelão que ele fez em sua despedida, foi bom tê-lo no time.

Mas Caio, cujo nome real é Luiz Carlos Saroli, é mais professor. Como o Zico costuma falar do Telê, aquele que manda acertar os vinte chutes, ensina os fundamentos, treina a parte tática e o posicionamento dos jogadores.

A goleada a que assistimos no sábado há muito não se via: um time redondo, coordenado, com cada um em seu lugar, envolvente. O resultado? Cinco gols, liderança do campeonato e artilharia para o Marcinho. Há quanto tempo não chegamos perto disso?

Se o time não tivesse tomado tanto Prosecco, talvez fôssemos nós disputando a final da Libertadores. Mas nossa realidade agora é o Brasileirão e, se continuarmos assim, o campeonato pode vir. E será muito bem-vindo após um jejum de dezesseis anos.

segunda-feira, maio 05, 2008

Um título por um técnico

Vou falar a verdade: quando o Lúcio Flávio fez aquele gol com uma grande ajuda do Bruno, fiquei preocupado. Tive medo do Flamengo voltar a ser aquele velho time que se retranca e se encolhe em decisões. Havia anos que eu não via algo assim, talvez desde a derrota para o Grêmio em 1997, quando o próprio Joel gritava desesperado para o time atacar, mas os jogadores insistiam em se concentrar da intermediária defensiva para trás.

Mas veio o gol de Obina no segundo tempo. Sempre ele, no lugar certo com seus chutes tortos e imprecisos. Uma cabeçada e o Flamengo estava com a taça na mão novamente.

Joel acertara novamente ao substituir Ibson, que vem jogando muito mal, e Cristian, que pouco apareceu. Tardelli fez o segundo após uma jogada brilhante do Juan que já deveria estar na Seleção faz tempo. Mas o que o Dunga pode fazer com um lateral que ataca, afinal? Gol? Não é assim que o Brasil funciona.

Obina fechou o caixão e calou a boca dos botafoguenses de vezn não sem antes o Renato Silva ser expulso por uma falta estúpida e desnecessária no meio-campo. Mais uma vez campeão. E, de novo em cima do Botafogo, que já vem sendo chamado de "o novo Vasco".

Era a final que eu queria: ou o Flamengo vencia o Botafogo e punha um fim na questão iniciada na Taça Guanabara, ou o Botafogo seria campeão e pronto, questão resolvida. Ganhamos essa.


Mas Joel vai embora e, em seu lugar, Caio Júnior, premiado pelas derrotas seguidas de seu time na Copa do Brasil e no estadual após um ano de fracassos no Palmeiras assume o melhor time do Rio para tentar ser campeão das Américas.

Alguma chance? Espero que sim. Caio Júnior é como um jogador instável. Se emplacar, pode ser o melhor de todos. Mas dirigir o Flamengo não é nada fácil e um treinador com fracassos tão recentes pode estar com a auto-estima abalada. Caso isso aconteça, nos restará torcer pela África do Sul na Copa de 2010.