Caio Júnior parece que entendeu o que precisa ser feito no time do Flamengo. Ao resgatar jogadores como Maxi e Jônatas, deu dinamismo ao time e, como disse Marcinho, deixou os jogadores mais soltos em campo.Joel tinha o estilo mais paizão. Aquele pai bonachão que toma umas e vai brincar com as crianças. Não que seja um pai ruim, mas não dá para levar a sério tudo o que ele fala. Sem ingratidão nem nada e, obviamente, descontando o papelão que ele fez em sua despedida, foi bom tê-lo no time.
Mas Caio, cujo nome real é Luiz Carlos Saroli, é mais professor. Como o Zico costuma falar do Telê, aquele que manda acertar os vinte chutes, ensina os fundamentos, treina a parte tática e o posicionamento dos jogadores.
A goleada a que assistimos no sábado há muito não se via: um time redondo, coordenado, com cada um em seu lugar, envolvente. O resultado? Cinco gols, liderança do campeonato e artilharia para o Marcinho. Há quanto tempo não chegamos perto disso?
Se o time não tivesse tomado tanto Prosecco, talvez fôssemos nós disputando a final da Libertadores. Mas nossa realidade agora é o Brasileirão e, se continuarmos assim, o campeonato pode vir. E será muito bem-vindo após um jejum de dezesseis anos.

