quarta-feira, janeiro 30, 2008

Lusa vai tomar um sol na Moóca

Hoje tem Juventus e Portuguesa lá no Conde Rodolfo Crespi. Será às 16 horas.

Na Cal não irá ao evento. Não é falta de vontade.

A foto original veio do blogue do Érico. Torcedor do Juventus.

Este cantinho sombreado ai onde coloquei a frase Na Cal na sombra é onde os escrevinhadores deste blogue costumam ficar.

É uma pena que o jogo não será realizado num final de semana. Dado o empate que a Lusa conquistou junto ao Rio Claro, estou bem mais para o lado juventino.

Mas não dá pra tapar o sol que periga não raiar na Rua Javaria, tá uma chuvarada aqui em São Paulo, com a peneira, o futebol da Portuguesa e os seus jogadores são melhores. Acho que não será só o povo do Na Cal que não irá falta lá. O sol também tá fugidio.

Contudo, o futebol é caixinha de surpresas e Juventus poderá surpreender logo mais.

Abraços,

terça-feira, janeiro 29, 2008

É melhor em Londres do que em Barcelona

Outro dia fui comer uma feijuca com um sujeito que morou em Londres e em Barcelona.

O cara, em 2004, trabalhou num bar do aposentado Highbury Stadium do Arsenal. A torcida tinha, e ainda deve ter, uma música para cada jogador, torcem o jogo todo, enchem a cara e, os highlanderes, chegam ao estádio algumas horas antes para almoçarem ou beberem nos bares ao redor do campo.

Durante o intervalo, ele conta que era foda; os cara bebem pra cacete. Só nos jogos da Champions League não rolava breja.

Teve um jogo que o Tottenham Hotspur Football Club meteu uns 4 ou 5 no Arsenal. Fazia muito tempo que os gunners não tomavam uma sova desse tanto. Foi marcante ver os fanáticos tomarem um tombo grande. Tinha emoção na vitória ou na derrota.

A temporada inglesa se encerrou com 1o semestre.

No segundo veio o período em Barcelona. Lá na Catalunha, não teve oportunidade de trabalhar no Nou Camp. Mas conseguiu ir a alguns jogos. Sócios que não quiseram ir ao estádio porque o jogo era sem importância lhe deram essa brecha.

Pra começar, o outro lado da moeda da história que o Barcelona é sustentado só pelos sócios e tals é que a maioria do povo que vai ao estádio é formada por abonados senhores de meia ou mais idade que não tâm a energia pra cantar em o hino do seu clube. É um barça, barça... no começo do jogo e aplausos por uma boa jogada ou um gol; sempre sentados, é claro, na maioria das vezes. Talvez aquela dorzinha pegue um pouco.

Pra mim, futebol tem que levantar ou ficar o jogo todo de pé mesmo. Não tem problemas. Pra ficar sentado, fico em casa mesmo. É mesma coisa que ir em espetáculo musical. Ficar numa cadeira já é meio brochante. Quem sabe um dia eu vá beber umas e assistir a uma partida no novo estádio do Arsenal!

Abraços,

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Viagem

Estou indo pra Argentina hoje. Se tudo correr bem, trago fotos dos míticos estádios de La Bombonera, Nacional (Chile) e Centenário (Uruguai).
O certo é que vou comer e beber bem.
Sobre o jogo de ontem, só um comentário: o tabu está mantido! Desde o ano passado o Tricolinha não vence o Coringão.
Abraço a todos!

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Figueira ganha em joguinho xoxinho

Quase não rola a cobertura da final conforme tinha sido estabelecido ontem. Na véspera do feriado municipal, fui tomar uma cervejinha, que puxou outra e mais outra. O resultado foi que o relógio despertou às 9 da manhã e continuei na cama. Às 9 horas e 52 minutos, o Bigode me liga perguntando se ainda iria ao jogo. Não estava animado, mas o dever falou mais alto. A sorte é que o Comendador Souza fica perto de onde moro e onde o Bigode estava.


Não sei se foi a minha ressaquinha, mas achei o jogo bem ruinzinho. Teve hora que deu até pra observar as evoluções aéreas em conjunto destas três aves ai da foto, que tavam bem mais interessante que dentro de campo.

Talvez a garotada estivesse sentindo demais o peso da decisão, a notoriedade da circunstância. Mas a conjunção do futebolzinho feio jogado à vitória de um time do Sul me fez lembrar do Coritiba Campeão Brasileiro de 85. Tomara que o Figueira não siga os passos do Coxa e não faça do Título de hoje uma exceção.


Quanto à peleja propriamente dita, chegamos lá com os 15 do 1o tempo já passados. O placar marcava 0 a 0, mas a Torcida Malucos do Tigrão, a organizada do Rio Branco, não parava de cantar vamô virá e ô, vamô virá e ô. Só que o nada da equipe paulista atacar. Muito pelo contrário, os caipiras tomaram calor durante todo a primeira etapa.


Então, o placar é alterado lá pelos 30 do 1o tempo sem que as redes se balançassem. Eu e Bigode até brincamos que poderia ser uma pontuação dada ao Figueirense como prêmio pela maior disposição em atacar. Algo do gênero daqueles pontos da F1 por pole ou volta mais rápida. O cara responsável pelo placar tinha se esquecido de alterá-lo, pequeno detalhe.

Como não pagamos nada para entrar, nem dá pra reclamar muito também.


Final da Copinha de 95 é de triste lembrança (no Onde a Coruja Dorme há um triste inventário de Casos de morte por causa da violência no futebol). Muitos falaram que o jogos de graça propiciariam isso. Mas hoje rolou tudo tranqüilo. Os PMs tiveram até disposição para enquadrar os vendedores de amendoins alternativos. Meu estômago ainda não estava pronto, mas quase comprei um pouco de viagra natural.

A lei em ação foi lá pros 40 do 1o tempo e, dentro das quatro linhas, tudo na mesma -- Figueira no ataque e Tigrão na defesa. É claro que teve um ou outra bola mais perigosa dos garotos do Rio Branco. Mas não foi nada de mais não. O goleiro do Figueira não conseguiu fazer as belas defesas que fez na Semi desta vez.



Ainda no capítulo das curiosidades futebolísticas que rolam longe da bola, vi um fotógrafo com uma câmara daquelas com lentes telescópicas e um laptop ir pra perto do alambrado. O cara começou a usar o seu pc em cima da entrada do vestiário dos árbitros mesmo. Bigode me explicou que ele deveria estar a mandar as fotos do 1o tempo para o seu patrão. Nem assisto a esta edição do BBB, mas o Grande Irmão totalitário do Orwell pode pintar a qualquer momento, condições materiais já tem pelo menos. O policial se ligou que tirei uma foto dele.


No segundo tempo, o pessoal do Rio Branco acordou e atacou o tempo todo. Não foi uma super pressão, mas teve até bola na trave.

Contudo, num contra-ataque, o Figueirense fez o segundo e acabou com a história. Os do Rio Branco não desanimaram da correria, mas dava pra ver que estavam sem cabeça. Não conseguiam dominar taticamente o adversário. Neste tento, o cara do placar tava esperto, mudou a placa na hora exata. Se bem que mandaram o cara ficar vendo o jogo lá de cima, não tinha como errar dessa vez.

No 2 a 0, o Alysson, o goleirão do Tigre tomou um franguinho. Mas o cara se recuperou ao defender uma penalidade máxima no último minuto! As grandes que se cuidem, mais uma gravação do Na Cal pra você:

(caso o vídeo não funcione, clique aqui)

Após a defesa, o juizão apitou o término da partida e o pessoal do Figueirense foi pro abraço:

(caso o vídeo não funcione, clique aqui)


Ao deixar o estádio, recebo esta propaganda:


São grandes a chances de um ou dois sidartinhas crescerem por aqui e quem sabe eles não garantem uma velhice confortável para mim. Numas até paro de criticar e só elogiarei, se pagarem bem pra eles.

Abraços,

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Rio Branco honrará o interior paulista?


Amanhã vou ao Nicolau Alayon, o estádio do Nacional que eu sempre conheci por Comendador Sousa, nome da rua, apreciar a final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Não vou viajar neste feriado paulistano, amanhã será o 454o aniversário da fundação da Vila de São Paulo de Piratininga, e prestarei minha homenagem à ex-terra da garôa com a minha ida à partida.

Não terei vídeos, acho, mas fotos e relatos da final haverão.

Quanto à peleja em si, torço pelo time paulista. Mas, na real, não acompanhei as equipes e não faço a mínima idéia de como estão a jogar neste janeiro.

Mas sei que ambos os times gostam de investir nas suas categorias de base. O Rio Branco, um pouco mais que o Figueira, vive de vender os seus garotos (bem acabados exportadores de pé-de-obra, como bem disse o Kfouri).

Mas não tem jeito, enquanto a CBF, FPF e congêneres não venderem bem os nossos Campeonatos, os clubes viverão de exportar as riquezas brasileiras. Contudo, há que se notar a coerência dessas instituições com a história e o presente econômico brasileiro. O quê mudou da cana-de-açucar da época em que São Paulo foi fundada à soja de hoje em dia?

Bem, de volta ao jogo, essa partida marca o final efetivo das minhas férias. Como namoro, meu ano não começará depois do carnaval. Aliás, nem me lembro direito o quê que se passa nessa festa popular, nunca fui muito apegado ao universo na música mesmo. Não tenho tal do ouvido musical.

Ontem, eu vi o finalzinho da derrota do São Paulo para o Figueirense lá no centro, onde a urbe aniversariante foi fundada. O garçon sãopaulino estava puto da vida com o futebol que mulecada apresentou. Também não pude deixar de notar, acompanhando o garçon, o exagero dos 5 ou 4 minutos de acréscimo. O juizão tá fazendo qualquer coisa pro São Paulo se classificar! Disse ele.

A virada que o Tricolor deu no São Bernardo gastou toda a sorte da equipe. Três gols após os 45 do segundo tempo foi muito até pro futebol júnior.

Abraços,

terça-feira, janeiro 22, 2008

Sérgio

No fim da década de 80 e início da década de 90, o Santos era um time pequeno. Rivalizava com a Lusa pelo quarto posto no estado de São Paulo. Muitas vezes, ambos perdiam para Guarani, São José. Para o Bragantino, não conta, pois todos perderam.
Mas o alvinegro praiano apresentava algumas figuras de futebol razoável: César Sampaio é o melhor exemplo. Almir também prometia, mas não fez muita coisa fora da Vila; apenas um dupla mediana com Valdir Bigode.
Mas, daquela época, o jogador que mais me chamava a atenção era o goleiro Sérgio.
Seguro, era sem dúvida o melhor goleiro do futebol paulista. Sim, porque então defendiam os arcos o espalhafatoso Ronaldo, o ultravalorizado e já velho Gilmar, o azarado da vez no Palmeiras. Ah, havia Neneca, goleiro do interior, uma espécie de Felipe: por conta da ruindade da defesa, aparecia como salvador.
A questão é que, naqueles dias, os melhores goleiros estavam longe de São Paulo: Taffarel e Acácio.
Sérgio era, então, o grande arqueiro e dava conta de suceder o mítico Rodolfo.
Hoje, mudou de nome: é Sérgio Guedes e treina a Ponte, onde foi bicampeão da Copa São Paulo como jogador.
Sérgio não teve sorte na Seleção e não me lembro de nenhum título importante seu. Algo como Carlos, aquele da trave, também da Macaca.
Espero que ele vença como treinador.

sábado, janeiro 19, 2008

Correndo por fora

Não sei por quê tanto falam do São Paulo. O Adriano é o maior jogador atuando em nosso país? Pode ser. O mundo, principalmente a Itália, espera vê-lo novamente em grande fase? É claro. Porém, uma andorinha só não faz verão. O time é repleto de jogadores medíocres e de um goleiro falastrão. Classificar o São Paulo como favorito absoluto do Paulistão é uma grande bobagem.
Não sei por quê tanto falam do Palmeiras. A Traffic está investindo forte dinheiro no clube? Até que está. Mas o Diego Souza não é tudo que falam. Está no mesmo nível do Caio, que foi vendido. Alex Mineiro deu sorte na rodada inicial. Não é bom jogador. Assim como os outros reforços do time. Outra bobagem é acreditar que o time verde sairá da fila de uma década.
Nem falam tanto do Peixe, mas eu vou falar. O time é fraco, e ruim. Leão não é bom técnico. Deu sorte em 2002. Marcelo Teixeira fechou os cofres. Kléber é capaz que saia, em troca de 3 cabeças-de-bagre. Se bobear, jogará no majestoso Jaúzão ("Que Jaúzão, que nada! É Zézinho Magalhães!") em 2007 (se a gente não subir, é claro.)
Correndo por fora, sob a alcunha de "incógnita", "time de 2ª divisão" e outros despautérios, está o Corinthians. Maior clube de todos os tempos do futebol mundial, o Todo Poderoso reforçou-se mais que todos, e tem tudo pra brilhar em 2008. A perda da Copinha foi um baque, mas pouco sentido, conforme a vitória pouco depois. O time jogou bem. Felipe foi pouco exigido. A zaga marcou bem, assim como os laterais, que foram com eficiência ao ataque. Perdigão surpreendeu. Acosta estava um pouco apático, mas é normal, pra quem descobriu que ia jogar só 1 dia antes. Finazzi quebrou tudo. A primeira rodada terminou com o Timão em 1º, assim como seu jaqueta 9, no topo da lista dos matadores. O time é, sem dúvida, o favorito ao título.



(fonte: Gazetaesportiva.net)

Aposto em uma final com a guerreira Lusa. Aposto com quem quiser!
Que venha o 26º!!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

quarta-feira, janeiro 16, 2008

O Paulistão vai começar

Os campeonatos estaduais já estão rolando por aí e hoje começa o Campeonato Paulista. O favorito disparado é o São Paulo, que além de ser o bicampeão brasileiro, manteve a base do último título e trouxe como reforço a principal atração dos gramados brasileiros em 2008, o ex-craque Adriano. Ex por estar desacreditado desde o fracasso na Copa da Alemanha e por ter criado mais confusão do que marcado gols desde então. Mas acredito que a diferença de nível entre ele e o resto dos jogadores daqui é tão grande que mesmo fora de forma e de ressaca o Imperador deve ser um tremendo reforço para o São Paulo [compara-lo com Aloísio, o cara que fazia seu papel no Tricolor no ano passado é covardia das maiores]. Com tais atributos, mesmo dando prioridade à Libertadores o Paulistão só escapa do Morumbi por um desastre e o time ainda é o grande favorito ao título continental, mesmo com Riquelme no Boca.
Teoricamente, o principal adversário são-paulino seria o Santos. O clube da baixada é o atual bicampeão paulista e vice brasileiro. Mas é o que teve o maior desfalque, com a perda de Vanderlei Luxemburgo e trouxe poucos reforços. O fato de disputar a Libertadores deve ainda minar as forças santistas e o time deve ameaçar muito pouco o São Paulo.
Digam o que quiserem, mas a presença de Luxemburgo no banco é tão ou mais eficiente que um belo time para disputar títulos. Por onde passa o treinador imprime ritmo de jogo e se mantém no alto da tabela. Creio que agora no Palmeiras não será diferente, sendo ele na prática o adversário mais forte do São Paulo. O clube ainda tem Valdívia dentro de campo e só divide forças entre o Paulistão e a Copa do Brasil, muito menos desgastante que a Libertadores, que disputou nos últimos anos [e ficou de fora agora por conta do desastroso final de Brasileiro].
O Corinthians poderia ver no Paulistão a chance de dar a volta por cima após o vergonhoso rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Contratou um bom técnico, Mano Menezes, que há pouco tempo pegou o Grêmio na Segundona e levou à final da Libertadores [porém, com um time medíocre foi facilmente batido pelo Boca do cracaço Riquelme]. Porém, trouxe um pacotão de jogadores [nunca vi isso dar certo] medianos, já considerando que não dá pra se gastar muito na Série B. As chances de título são ínfimas. Talvez a Copa do Brasil seja o ambiente certo para a reviravolta com a conquista de um título nacional, visto que lá há poucos times realmente fortes e a camisa do Timão pode pesar.

Bolsa de Apostas
Minhas apostas para o título Paulista ficariam assim:
São Paulo 70%
Palmeiras 15%
Santos 10%
Corinthians 5%
Outros 2%
[sei que a conta dá 102%, mas é a “margem de erro”, já que acho que pra algum time fora os quatro grandes ganhar o campeonato este ano é só na margem de erro mesmo...]

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Marketing viral ótimo


A italiana Birra Moretti vincula sua marca ao calcio a um bom tempo e resolveu marcar um tento no espaço virtual. Gostei.

Abraços,

sábado, janeiro 12, 2008

Tabelinha

Um leitor do Na Cal, abismado com a capacidade brasileira de fazer uma tabela de campeonato, identificou os seguintes absurdos no Paulistão:
1 - Dos nove mandos de campo do Juventus, apenas seis serão na Javari, pois enfrentará os três grandes em outro estádio;
2 - O Mirassol fará por duas vezes uma seqüência de três jogos fora e, dos grandes, só receberá o São Paulo;
3 - O Palmeiras fará seis viagens ao interior; o Corinthians, oito.
O leitor faz algumas sugestões para manutenção de um certo equilíbrio e se indaga sobre quem elaborou uma tabela que um computador faria melhor.
Sensatez, é sabido, não é o forte do pessoal que gere o campeonato. Exemplo disso é o Campeonato Fluminense: com times bem mais fracos faz um certame interessante.
É claro que, no caso do Rio, as distâncias mais curtas, a escassez de bons clubes pequenos e a falta de estádios favorecem um campeonato rápido, com poucos clubes e rodada dupla no Maracanã, mas São Paulo precisa de um estadual mais inteligente.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Ninho no meio da fumaça

Hoje eu li no blogue Diplomatizzando... (incluído nos links) uma carta de um alto diplomata brasileiro espinafrando a gestão atual do Itamaraty. Já que estava de toada internacional, fui ver o que havia de interessante na seção World do NYTImes e a matéria Beijing’s Olympic Quest: Turn Smoggy Sky Blue me fisgou. Olhe a foto:
(foto do China Digital Times)

O Estádio Olímpico Ninho de Pássaro está num contexto ambiental bem diverso que é divulgado por ai:
No meu parco inglês, diria pretty creepy. Mas se você não tem medo dessa língua:
By JIM YARDLEY
Published: December 29, 2007

BEIJING — Every day, monitoring stations across the city measure air pollution to determine if the skies above this national capital can officially be designated blue. It is not an act of whimsy: with Beijing preparing to play host to the 2008 Olympic Games, the official Blue Sky ratings are the city’s own measuring stick for how well it is cleaning up its polluted air...
(na íntegra aqui)

Assim como na foto oficial, os poderosos da China consideram que aquele céu cinza é azul. É uma photoshopada na meteorologia.

Se você conseguiu chegar até aqui e ainda tem esperanças de ler algo sobre futebol, agora vem o que quer.

O Lula não conseguiu que nunca antes neste País uma seleção campeã de Copa fosse ao Planalto receber os seus cumprimentos. Mas ficaria feliz se uma equipe que ganhasse uma medalha ouro nunca antes neste País conquistada pelo futebol olímplico fosse lá dar-lhe um abraço na frente das câmaras.

Como o Brasil tem grande reservas de minério de ferro e outros recursos primários que interessam à China e o político latino-americano adora uma foto, aparecer pras visitas pra uns amigos, não seria um absurdo se rolasse um acordo que facilite a vida do futebol olímpico brasileiro jogado à sombra da Grande Muralha.

O Lula, no lance da Petrobrás na Bolívia (Blog Vida Global), já mostrou ele não fica puto quando alguns vários milhões vão embora se ele conseguir sair da história como grande líder regional ou mundial, sempre aparecendo pras visitas. Aquele assento no Conselho de Segurança deve causar ciúmes na Dona Marisa.

Por outro lado, não creio que a CBF se oporia a uma tratativa nesses termos. Só de sacanagem, procurei no Google o termo código de ética da confederação brasileira de futebol e, adivinhe, não achei nada. Não se pode chamar os nossos cartolas de incoerentes.

Se acha que é muita viagem, é bom lembrar-se de um joguinho entre Coréia e Espanha na Copa de 2002 em que o juizão anulou dois gols espanhóis e o País Sede ganhou nas penalidades máximas. Um blogueiro espanhol classificou tal jogo como El robo de Korea 2002. Se rola dopping pra cacete no atletismo e na natação, porque tudo haveria de ser conforme as regras no futebol olímpico?

Abraços,

domingo, janeiro 06, 2008

Na Cal apoia CAMPANHA INSTITUCIONAL DA CBN


Concordo com tudo que é falado na Campanha Institucional da Rádio CBN.

O brasileiro é o responsável pelos políticos corruptos que o Brasil tem.



No nosso caso particular, eu e você somos os responsáveis pelos cartolas que controlam o futebol brasileiro na minha opinião.

Os caras que estão no andar de cima não sairão ou mudarão o jeito com que as coisas são feitas porque as suas consciências irão ficar pesadas amanhã.

No Brasil há eleição dos governantes -- vote em quem quer um futebol e todo o resto melhor e cobre ações nesse sentido.

Não adianta nada estar escrito na Constituição que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, ser livre a manifestação do pensamento, ser inviolável a liberdade de consciência ou proibido alguém ser privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política se somos passivos diante da corrupção brasileira. Reclame e se organize se realmente quer mudar algo.

Adorei o local onde foi locado. Ótima escolha a do Viaduto Santa Ifigênia. Gosto bastante do Centro de São Paulo.

Abraços,

sábado, janeiro 05, 2008

Dualibidolina

O Machado fez um Bentinho inseguro e enciumado. A personagem do Bruxo do Cosme Velho pode ou não ter traído o bunda mole do Sr. Santiago, tanto faz. Pois, o mágico é a capacidade da obra literária poder ser lida com muitos olhos sem ser esgotada.

Sei que a Maria Fernanda Cândido é bem melhor que o Dualibi. Mas corinthiano sofredor não pode se dar ao luxo de escolher sua Capitolina. Muito pelo contrário, tem de estar vinculado ao caminho mais difícil para não perder a identidade que indulgentemente autoconcede-se.

Lembro-me de uma palestra em que a Lygia Fagundes Telles defendeu ardorosamente a menina de Mata Cavalos. Naquele momento, percebi que tinha lido livro com os olhos do basbaque do Bentinho. Reli a obra e vi tudo diferente. Outra vez que reler, também será diversa.

Sou meio contra filmarem a obra do Machado, nem vi este filme que serviu para a minha colagem. Mas prestou pra tentar fazer a minha graça.

De qualquer forma, vi um Alberto machadiano no ano passado. Não foi uma única vez que ouvi um corinthiano de quatro costados defender o ex-Presidente Campeão do Mundo. Afinal, masoquismo tem limite, tal como este título provou.

O Fora Dualibi puro e simples é tão ralo quanto falar que Bento era cornudo. Será não entendem que se fosse um cara angelical os corinthianos não teriam o valor que têm entre os outros torcedores. A fibra, a raça e cabeça dura dos torcedores do time do Dualibi é que os tornam tão especiais. Será que alguém vai me dizer que o Sanchez não é cria do homem?

Abraços,

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Ano novo, velhas datas

Começando um novo ano, é preciso se antecipar às efemérides.
Sim, pois este ano o que não falta é data redonda.
Da seleção, comemoram-se os 70 anos do primeiro artilheiro em Copas, os 50 do primeiro título e os 10 do penúltimo fracasso.
Nos Brasileiros, Guarani (campeão antes de Flamengo, Fluminense, Botafogo, Santos, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro), Bahia e Corinthians comemoram décadas de suas taças. O Corinthians ainda repete em 2009 por conta da dobradinha 98/99.
No Rio, o colaborador que assina como Sujeito Oculto mas se irrita com os visitantes anônimos poderá comemorar os 10 anos do título continental do Vasco da Gama e os vinte anos da derrota por W.O. (os jogos estavam agendados para 1988).
O mais bacana, contudo, parece ser o segundo título olímpico da Celeste, que pode ser bem representada nos gramados brasileiros em 2008.