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quarta-feira, abril 01, 2009

Bolívia mete uma derrota verdadeira no time do Maradona

Vejo a seleção brasileira jogar, mas não adianta, o assunto é a goleada que a Argentina levou nas alturas bolivianas.

Os 6 a 1 fizeram os bolivianos felizes. Equivale a um campeonato sulamericano, no mínimo, pra eles.

Sempre gosto de ver o que os hermanos pensam sobre os resultados. Veja as manchetes bolivianas:

Antes do jogo, a chamada era La ilusión de ganar une al país, depois da peleja, o sítio El Diario mandou Bolivia golea y humilla a Argentina.


Para Sánchez hoy la selección recibió “la gracia de Dios"

El seleccionador boliviano, Erwín 'Platini' Sánchez, afirmó hoy que su equipo recibió la "gracia de Dios" en la goleada por 6-1 que asestó a la selección de Argentina, que dirige Diego Armando Maradona. (La Razon)


Mundial: Bolivia humilla a Argentina

Argentina se desvaneció en la altura de La Paz al sufrir el miércoles una fulminante goleada 6-1 ante Bolivia, la peor debacle en toda su historia por las eliminatorias mundialistas.

La derrota eclipsó el 5-0 sufrido como local ante Colombia en 1993 e hizo trizas el joven ciclo de Diego Maradona como técnico de la Albiceleste, en el que hasta ahora había ganado sus tres partidos anteriores sin endosar goles.
(Los Tiempos)


Bolivia humilla a la Argentina de Maradona

Bolivia aplastó a Argentina con un contundente 6-1 esta tarde en el estadio Hernando Siles, de La Paz. La ‘verde’ fue ampliamente superior al conjunto albiceleste de Diego Maradona, que jamás encontró un norte en el terreno de juego, pese a la constelación de estrellas con las que llegó para este encuentro eliminatorio para Sudáfrica 2010.
(no El Deber)

Por fim, cabe destacar as impressões que a engraçadinha imprensa desportiva portenha tirou da goleada:

Para la historia negra

El 1-6 iguala la peor derrota en la historia de la Selección. También se había dado ante Checoslovaquia en el Mundial de Suecia 1958.

La derrota con Bolivia no pasará inadvertida para Maradona. Es que no sólo por el nivel mostrado por su equipo fue preocupante, sino que desde los números, la caída en La Paz pasará a formar parte de los peores resultados de la historia. El 6 a 1 iguala la peor caída en la historia de la Selección Argentina. En sus 107 años de existencia, sólo una vez habíamos perdido por un resultado como el de hoy en Bolivia. Fue en el Mundial de Suecia 1958 y ante Checoslovaquia. La particularidad que une a las dos derrotas, es que los arqueros tienen el mismo apellido. Amadeo sufrió a los checoslovacos, mientras que Juan Pablo sucumbió ante los bolivianos.
(no Olé)


¿Y vos quién sos?

Joaquín Botero, el dueño de la tarde en La Paz, ya había tenido una experiencia en el fútbol argentino. No le fue bien y ahora se tomó revancha con su selección y le hizo una tripleta al equipo de Maradona.

En la histórica victoria de Bolivia ante Argentina por 6-1, el delantero de 31 años Joaquín Botero fue el goleador del encuentro con tres tantos. La historia de Botero con su selección comenzó allá por 1999 y hoy es el máximo anotador de su país con 20 tantos. Actualmente, juega en el Correcaminos, que pertenece a la segunda categoría de México, pero tuvo su paso fugaz por el fútbol argentino. En el 2006, Oscar Ruggeri lo contrató para integrar el plantel de San Lorenzo, donde estuvo por seis meses.
(também no Olé de hoje)

Também foi interessante ouvir, durante o jogo do Brasil, enquanto escrevia este texto, a torcida gaúcha elogiar, em coro, o narrador da líder de audiência. O povo do Rio Grande sempre foi mais esclarecido.

Abraços,

quinta-feira, outubro 18, 2007

Agora ninguém segura o Anão

Outro dia, escutei o Daniel Piza (só com um Z, obrigado Márcio!) na rádio dizendo que o Brasil ganharia no Maracanã e esta vitória anestesiaria o espírito do torcedor e inibiria a imprensa esportiva por alguns jogos. Assim, o Anão obteria uma sobrevida e adiaria o acerto de contas.

O cara acertou direitinho!

Ele enfatizou isto no seu blogue:

Mas (a goleada) não vai anular a lembrança da atitude modorrenta de domingo. Tampouco vai dar segurança de que Vágner Love ou Afonso sejam substitutos para Ronaldo – ou de que reduzam a ansiedade pela recuperação de Fred ou evolução de Pato – e de que houve a tão propalada "renovação".

Fiquei com a impressão que o Dunga é a repetição de uma fórmula já muito usada pela CBF -- um técnico sem história fora da Seleção. O Anão seria uma reedição do Velho Lobo. Alguém que só consiga ter projeção sob a sombra do Ricardo Teixeira deve ser mais fácil de ser controlado.

Quando o Brasil fez o terceiro, lembrei-me da internet. Busquei uma rádio equatoriana para ouvir a narração deles. Sintonizei na Cree 560 AM de Guayaquil. Foi interessante. O espanhol deles é claro, bem diferente do dos mexicanos. Tenho a nítida impressão que quem sabe ler, falar e entender português, também pode fazer o mesmo com o castelhano.

Bem, de volta ao jogo, o locutor e o comentarista da rádio equatoriana usaram expressões como magnífica selección brasileña, mítico Marcanã ou Kaká es el mejor del Mundo. Estas falas me lembraram de um fogo que tomei na praia de Ostia. Eu, dois chilenos e um colombiano discutimos o mundo latino-americano, o neo-liberalismo vs. o nacional desenvolvimentismo, o imperialismo ianque e, claro, futebol, muito futebol.

Mas, para além das opiniões futebolísticas que os hermanos tinham, o tom cerimonioso e respeitoso que eles tinham com o poder do futebol brasileiro é que foi o marcante daquele papo. A deferência que eles têm pelo futebol brasileiro chega a ser algo religioso, um dogma.

Tá certo que os 5 gols foram muito até para os equatorianos. O comentarista falou que a seleção do país dele precisaria de um goleiro com manos fuertes para as próximas partidas. Franqueiro é franqueiro em qualquer lugar do Mundo.

Abraços,

sábado, abril 21, 2007

Puta que o pariu!

Fui a um bar tomar uma cervejinha, contar mentiras e assistir ao jogo do São PAulo com um amigo corinthiano.

Que desastre!

O tricolor faz um gol e eu, inocente, ligo para meu pai, sãopaulino também, para contar-lhe a boa nova. Depois, todos sabem o que o que aconteceu.



O São Caetano acabou com o jogo e eu fiquei passando raiva.

Bem, vim embora para casa e, chegando aqui no meu bairro, descubro que não moro mais em um vizinhaça majoritariamente palmeirenses. Aqui tem uma maioria espalhafatosa que torce para o São Caetano que estava quieta a algum tempo.

Como estou em uma etapa da minha vida em que sublimo as derrotas do tricolor, agora sou Azulão do ABC no Paulistão 2007.

Que venha o BI!

Abraços,

quarta-feira, abril 11, 2007

7 a 1 é um vareio que nem aqui pode passar batido

Você, leitor percursiente do Na Cal já sabe que procuro dar um tom indígena a este blogue. Mas hoje vou ter de bebericar na água do futebol das estrelas mais bem pagas do mundo.

O Manchester United meteu 7 a 1* na Associazione Sportiva Roma no jogo de volta, pela Copa dos Campeões. A primeira peleja foi 2 a 1 pro italianos. Pegarão o vencedor de Milan ou Bayern.

Vale apena escutar o entusiasmo de Sir Alex Ferguson, o treinador. É espantoso o jeito que aquele povo vibra. Foi, para o Teacher dos ingleses, o "melhor jogo da história". Resta saber se o cara tava falando da sua trajetória pessoal como jogador e treinador ou do história do clube.

Por mais que eu admire ao futebol arte e congêneres ingleses, uma goleada não supera a um título da Copa dos Campeões da Europa ou a um Mundial Inter-Clubes. Agora, espero que os brasileiros que jogam lá no Roma tenham humildade para não acharem que uma não convocação seja algo estranho.

Vejam os gols com uma sóbria narração italiana:


* Valeu, Virgílio, do Jogo Duro pela correção.

Abraços,