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domingo, agosto 21, 2011

SUB 20 É CAMPEÃO!

Em um jogo suado e cheio de emoções, os meninos do Brasil honraram a camisa canarinho e trouxeram o caneco para a casa.

Os olhos voltados para a nova safra verde e amarelo teve presenças ilustres como a do técnico da seleção principal Mano Menezes e não tão ilustres como a do presidente da CBF ricardo teixeira, o qual escrevo propositalmente em letras minúsculas para não tirar o brilho de uma conquista tão importante para os brasileiros em tempos de futebol pequeno e cheio de polêmicas.

No tempo normal, tudo igual, Brasil saiu na frente mas logo Portugual empatou e isso ocorreu até o final do jogo fechando em 2 x 2. Foi aí que brilhou a estrela do garoto Oscar pois ainda não tinha balançado as redes no torneio inteiro e , quando mais precisamos de seu futebol, ele apareceu e enlouqueceu os Portugueses.

Iniciada a prorrogação e não existia mais tática alguma. O jogo estava aberto, sem organização tática e só o que valia mesmo era a raça e determinação de cada um dos personagens dessa história.

O segundo tempo da prorrogação começa, tudo estava caminhando para mais alguns minutos de sofrimento e dor foi quando o iluminado Oscar em um lance que não se sabe ao certo a intenção do jogador, se era chutar ao gol ou cruzar a bola mas o que realmente importou foi a grama sendo sacudida no fundo do gol de Mika, um verdadeiro Golaço!

O destaque da partida, sem dúvidas, Oscar em que se consagra como o primeiro jogador a balançar a alface no fundo da horta do gol adversário 3 vezes na final do mundial.

O Na Cal mais uma vez se orgulha de tais meninos e que a nova safra gere muitos frutos e muitas conquistas para o melhor futebol do mundo.

Siga os melhores momentos:


Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti

segunda-feira, abril 06, 2009

ABDICAÇÃO

Em homenagem à coerência que a Associação Portuguesa de Desportos tem com a história da Terrinha, escolhi o poema Abdicação, do maior poeta português deste atual Portugal, Fernando Pessoa.

Muitos podem considerar Luís Vaz de Camões maior que Pessoa, respeito, mas o Portugal épico cantado pelo poeta guerreiro foi-se com a morte de D. Sebastião. O sebastianismo fatalista dos lusos consome por completo as chances da Lusinha ganhar qualquer título mais importante. O empate na Vila foi a final que o time não jogou.

ABDICAÇÃO

I

Sombra fugaz, vulto da apetecida
Imagem de um ansiado e incerto bem,
Aereamente e aladamente vem
E um pouco abranda em mim o horror da vida.

O esforço inútil, a penosa lida,
De que, salvo sofrer, nada provém,
O receio, a incerteza e o desde
Mitiga e sara, como a quem olvida.

Irreal embora, o teu momento é teu.
Nesse minuto, em que deveras prendes
Toda a alma, e és o seu sol e o seu céu,

És toda a vida, e o resto é a sombra e o trilho.
‘Splende em verdade, ó sombra, enquanto ‘splendes,
E eu morra para mim nesse teu brilho.


II

A minha vida é um barco abandonado,
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Porque não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado?

Ah, falta quem o lance ao mar, e alado
Torne o seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da acção, sem a vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando á tona inútil da saudade —

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.


III

Entre o abater rasgado dos pendões
E o cessar dos clarins na tarde alheia,
A derrota ficou como uma cheia
Do mal cobriu os vagos batalhões.

Foi em vão que o Rei louco os seus varões
Trouxe ao prolixo prélio, sem a ideia.
Água que mão infiel verteu na areia.
Tudo morreu, sem rasto e sem razões.

A noite cobre o campo, que o Destino
Com a morte tornou abandonado.
Cessou, com cessar tudo, o desatino.

Só no luar que nasce os pendões rotos
‘Strelam no absurdo campo desolado
Uma derrota heráldica de ignotos.


IV

São vãos, vãos o meu sonho e a minha vida,
As imagens que busco, dor-recreio,
Para o meu ócio de cansaço cheio,
Para o meu ser deposto e fé perdida.

Nada vale. Renova a despedida
Todos os dias renovada, ó anseio
Que nem em ti sabes querer, baqueio
Surdo e ignóbil da púrpura e da lida.

Réu confesso da tua impenitente
Indecisão, de inútil reprovada,
E, reprovada, vil por persistente,

Aceita o nada a que te o Fado obriga,
E abdica, qual rainha destronada
Que for mendiga, e torna a ser mendiga.


V

Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
Que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu ceptro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia.


VI

Forma inútil, que surges vagarosa
Do meu caminho, e aumentas minha dor:
Tua postiça luz não tem calor,
Teu vulto esfolha-se, como uma rosa.

Porque tão falsamente piedosa
Na hora mais negra do meu amargor
Vens com teu brilho errar o meu torpor
Que mais valia que esta ‘sp'rança ansiosa?

Por que a mão irreal para mim ‘stendes
Se não me guiarás, nem me conheces?
Se nada podes dar, para que ‘splendes?

Ah, deixa ao menos imitar o sono
Meu ser, (morto) na ‘strada onde tu desces,
Sozinho ao menos com seu abandono!


VII

Com a expressão a dor menos se apaga
E a dor maior se anima, como o vento
Apaga o lume frágil de um momento,
E a grande chama sacudindo afaga.

Toda a esperança morta, a ânsia vaga,
A mágoa certa do meu pensamento,
Com exprimir-se, mais conhece o aumento,
Porque é consciente e com mais

Mas não dizer a dor é ter só dor
Dizê-la é aceitá-la, e aceitá-la
É por presente tê-la, a ter maior.
18 - 9 - 1917

(In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005)

Saudações,

terça-feira, junho 19, 2007

Futebol cabe tudo

É muito interessante comparar a relação que o Brasil matem com a sua ex-Metrópole com as que os outros países americanos matêm com a Espanha e a Inglaterra. Lá há um respeito e uma reverência aos colonizadores. Bem diferente daqui.

Em respeito ao nosso modo de nos relacionarmos com os portugas, fique com este vídeo:

Com certeza, deve ter moçoilas nos campos brasileiros. Mas aqui o espaço para elas/es é bem mais cerceado no nosso universo futebolístico.

Abraços,

terça-feira, abril 03, 2007

Quem dera no clássico fosse só isso que ocorreu em Portugal

Domingo passado, antes do jogo começar, Eu, Alex e Du já estávamos confortavelmente sentados nas cadeiras amarelas atrás do gol que o goleiro do Palmeiras jogou o 1o tempo, quando escutamos uns estouros graves.

Houve aquele olhar apreensivo de todos os três e um soltou algo do tipo:

-- Nossa! Alguém tá se fudendo feio.

Mas não tínhamos, efetivamente, idéia do que teria ocorrido. Passaram-se as explosões e o assunto mudou e logo a partida começou. Mas ontem eu vi pela tevê uma reportagem mostrando o trabalho que a PM teve para que as os membros das torcidas organizadas Mancha Verde, palmeirenses, e Independente, sãopaulinos, não transformassem a praça num campo de guerra. As explosões eram gás lacrimogênio que a força policial tinha usado para evitar o desastre.

A reportagem do Estadão.com.br começa assim:

SÃO PAULO - Novamente a história se repetiu, neste domingo, e os torcedores se envolveram em confusão antes do início de um clássico do Morumbi. São-paulinos tentaram se encontrar com palmeirenses, mas foram barrados pela Polícia Militar, que chegou logo no início da confusão e dispersou os brigões com bombas de efeito moral.
leia e veja a foto!

No final do jogo, teve mais confusão e a PM desceu a borracha mais uma vez.

Enquanto isso, lá na pátria mãe, um portuga é enquadrado porque xingou de filha da puta um guarda. Tá certo!

O colega blogueiro português Antonio Boronha ficou bravo porque uns arrancaram cadeiras:

Filhos da puta!

o único energúmeno detido na sequência dos graves incidentes de ontem, no estádio da luz, tê-lo-á sido, segundo a própria polícia, porque se referiu, em termos pouco abonatórios, à mãe de um senhor agente da autoridade.
arremessar petardos e cadeiras que ferem pessoas e podem gerar situações de pânico generalizado são, pelos vistos, crimes menores.


Quem sabe um dia arrancar umas cadeiras e xingar a mãe alguém serão as dificuldade que teremos nos jogos.

Abraços,

terça-feira, março 20, 2007

Mão grande portuguesa

A FIFA terá de tomar providências.

Um certo time de futebol de salão português cujo nome é Santa Cruz surrupiou o hino do Santa recifense. Vejam:



Comparem com o da página do Santa:

O Mais Querido

Santa Cruz! Santa Cruz!
Junta mais esta vitória
Santa Cruz! Santa Cruz!
Ao teu passado de glória.

És o querido do povo
O terror do Nordeste no gramado
Tuas vitórias de hoje
Nos lembram vitórias do passado
Clube querido da multidão
Tu és o Supercampeão


Portugal é a única ex-metrópole que é colonizada culturalmente pela ex-colônia.

Eu sei que esse não é o Hino oficial. Mas é o hino que o Capiba para o time recifense. Poucos times tem um compositor tão bom a fazer hinos. Inaceitável a contuta lusitana.

Abraços,