Mostrando postagens com marcador Clássico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Clássico. Mostrar todas as postagens

domingo, março 02, 2008

Pompéia feliz da vida

Moro perto do Palestra Itália, na Pompéia, aqui em São Paulo. Logo após o jogo Corinthians 0 x 1 Palmeiras, fui ao mercado comprar uns comes para saciar a minha fome. São uns quinze minutinhos para ir e outros pra voltar.

Logo no começo do pequeno périplo pelas terras verdes da Pompéia, já percebi uns rostos sorridentes, gargalhadas altas e gestos gososos na padaria perto de casa. O padeiro português estava feliz com a alegria e conseqüente consumo maior dos seus clientes.

Os motoboys corinthianos de uma das pizzarias, tais como os palestinos que trabalham em Israel, estavam com os rostos contrariados diante da alegria do patrão. Um armistício tênue que pareceu estar seriamente ameaçado pelo sorriso do chefe.

Mais adiante, já perto do mercado, amigos oriundos de diferentes torcidas, que assistiram ao jogo juntos, se despediam. Os palmeirenses aproveitavam o momento, satirizavam os corinthianos ao emularem:

Sou louco por ti Palmeiras



Obviamente, entoavam essa frase do mesmo jeitinho que os corinthianos costumam fazê-lo.

Já no mercado, cruzei com alguns uniformes verdes que continham dentro palmeirenses felizes da vida. Os sorrisos que vi nos rostos deles me lembrou aquele de satisfação típico de final de um bom churrasco.

Na volta pra casa, foi mais do mesmo.

Este é o espaço paulistano que está feliz da vida hoje:


Abraços,

domingo, julho 01, 2007

Os corinthianos ficam de pé e só

Diferente dos sãopaulinos, os fiéis ficam de pé durante o jogo todo do Corinthians. São muito mais torcedores que os tricolores.

No primeiro tempo, fiquei ao lado de dois sorveteiros que não estavam interessados em vender nenhum picolé. Ambos eram corinthianos que ficaram assistindo ao seu time jogar contra o Palmeiras. Teve um momento que um terceiro vendedor de sorvete passou pela dupla corinthiana. Os dois torcedores-vendedores se levantaram e passaram a simular vendas, troca de notas e outras encenações. O emprego ficou em segundo plano para os dois. Falaram que era bom o Timão deles ganhar, pois o emprego eles iriam perder.

Deve ter sido bem difícil para os vendedores de picolé, a derrota corinthiana para o arqui-rival Palmeiras.

O Serjão coloca:

-- Porra, Magro?! Vc é um puta pé-frio, hein? PelamordeDeus! Não vá nunca mais ver o Coringasso!

Só tenho a dizer uma coisa:

-- Há dois tipos de problemas: os meus e os dos outros.

O jogo foi ruim pra diabos. Ganhou o time que não se preparou bem para errar melhor. Passes de mais de 30 metros, viradas de jogo, lançamentos, finalizações e congêneres é algo que não faz parte do repertório das duas equipes que vi jogar. Triste, muito triste.

Gostei de ver os corinthianos lotarem dois setores das arquibancadas do Morumbi. Uma festa muito bonita que já tinha visto do outro lado, na torcida do São Paulo, e não pude apreciar.

Abraços,

sábado, junho 30, 2007

Minha primeira vez num clássico sem o Tricolor


Hoje, vou ao Morumbi assistir ao jogo Corinthians vs. Palmeiras com o Milton e Paulo. Sou sãopaulino e ambos os outros são corinthianos.

Será uma aventura marcante. Não pretendo trocar de times, só conhecer um pouco mais do universo da bola e me divertir.

Fora o perigo das brigas entre as organizadas, há o pernil e a cervejinha antes e depois da peleja.

Ou seja, haverá muito debate sobre coisas importantes: esquema tático, juiz, matador, crise, técnicos...

Não creio que será muito diverso do que já estou acostumado nos jogos do Tricolor. Mas quero ver de perto se, realmente, os corinthianos da Fiel têm um forma especial e única de torcer.

Sei que é impossível que me livre de todos os meus pré e pós-conceitos sobre a Nação Timão, mas vou tentar olhar de forma menos preconceituosa possível.

Quem sabe eu encontre o torcedor do Corinthians que subtraiu minha camiseta do São Paulo em 98, perto do Pacaembu! Sei que nem adianta mobilizar o aparelho repressor estatal, o delito já prescreveu. Mas não guardo mágoa não. Nem apanhei naquela ocasião e já fiquei feliz da vida! Acho que tive sorte por ter ido só a peça de roupa e não ter ganho nenhum sopapozinho que fosse.

Bem, amanhã rola um relatório.

Abraços,

terça-feira, maio 08, 2007

Campeonato Carioca 2007


Pessoal, pela primeira vez na História tivemos um campeão carioca (estadual, a quem preferir) sem que o mesmo tivesse vencido um clássico sequer. Foram 6 jogos, 4 empates e 2 derrotas:

Fla 3x3 Bota, Fla 1x1 Vasco, Fla 0x3 Vasco, Fla 1x2 Flu, Fla 2x2 Bota, Fla 2x2 Bota.

Feito inédito para o Rubro-negro!

Lembro para os jovens das listas* que jogos contra o América já foram considerados clássicos de verdade até meados dos anos 70, quando o time rubro ainda levava torcida ao maior do mundo. Depois disso foi perdendo força e, a partir da metade dos anos 80, já podemos dizer que abandonou a nomenclatura "time grande", passando inclusive a quase a não freqüentar o Maracanã.

Em 1989, o Alvinegro chegou perto disso, mas ganhou a última batalha - derradeira somente porque venceu -, pois poderia ter sido campeão com mais dois empates. No total, o time de General Severiano disputou 8 clássicos, com 7 empates e 1 vitória.

Ano passado, não fosse a vitória sobre o Vasco por 5x3, o Botafogo teria sido o primeiro a conseguir tal feito, muito embora, tenha disputado somente 3 clássicos, devido à fórmula do campeonato e do fracasso dos outros grandes que não foram às semifinais. (Deixo de fora a final da Taça GB - 3x1 contra o Diabo -, pelos motivos acima citados. Por melhor que esteja o "Ameriquinha", não há mais clima de clássico nas partidas contra ele. Nesta última decisão, havia mais torcedores dos outros clubes grandes reunidos do que propriamente de torcedores "americanos"...)


Tá falado,

William Perrota

* Este escrito foi enviado originariamente à lista aberta da RSSSF BRASIL História do Futebol.

sexta-feira, abril 13, 2007

Domingão tem clássico na Argentina


O Club Atletico River Plate irá ao Estadio Alberto J. Armando, que está na foto, enfrentar o Club Atlético Boca Juniors.



A classificação do Clausura 07 é:



A situação tá complicada pro River. Com o empate com o time venezuelano Caracas Futbol Club na última rodada, o time do Monumental de Nuñez está fora da Libertadores. Time grande sem títulos em vista é crise lá como é por aqui.
O técnico do River é Sr. Passarella, velho conhecido dos corinthianos. Se ganharem do arqui-rival, os milhonários espantarão a crise e poderão voltar a sonhar com o título. Pois, tem um jogo a menos.

Para além do calor da peleja, vale a pena dar uma olhada nas brincadeiras que um time faz com o outro em seus sítios. Clique nas imagens para ver as várias outras sacanedas.







Bem que as emissoras de televisão abertas brasileiras poderiam passar este jogo. Está na hora do Brasil formar sua identidade latino-americana.

Um projeto de vida é ir à Argentina para ver alguns jogos por lá. Mais dia, menos dia, realizarei isto.

Abraços,

terça-feira, abril 03, 2007

Quem dera no clássico fosse só isso que ocorreu em Portugal

Domingo passado, antes do jogo começar, Eu, Alex e Du já estávamos confortavelmente sentados nas cadeiras amarelas atrás do gol que o goleiro do Palmeiras jogou o 1o tempo, quando escutamos uns estouros graves.

Houve aquele olhar apreensivo de todos os três e um soltou algo do tipo:

-- Nossa! Alguém tá se fudendo feio.

Mas não tínhamos, efetivamente, idéia do que teria ocorrido. Passaram-se as explosões e o assunto mudou e logo a partida começou. Mas ontem eu vi pela tevê uma reportagem mostrando o trabalho que a PM teve para que as os membros das torcidas organizadas Mancha Verde, palmeirenses, e Independente, sãopaulinos, não transformassem a praça num campo de guerra. As explosões eram gás lacrimogênio que a força policial tinha usado para evitar o desastre.

A reportagem do Estadão.com.br começa assim:

SÃO PAULO - Novamente a história se repetiu, neste domingo, e os torcedores se envolveram em confusão antes do início de um clássico do Morumbi. São-paulinos tentaram se encontrar com palmeirenses, mas foram barrados pela Polícia Militar, que chegou logo no início da confusão e dispersou os brigões com bombas de efeito moral.
leia e veja a foto!

No final do jogo, teve mais confusão e a PM desceu a borracha mais uma vez.

Enquanto isso, lá na pátria mãe, um portuga é enquadrado porque xingou de filha da puta um guarda. Tá certo!

O colega blogueiro português Antonio Boronha ficou bravo porque uns arrancaram cadeiras:

Filhos da puta!

o único energúmeno detido na sequência dos graves incidentes de ontem, no estádio da luz, tê-lo-á sido, segundo a própria polícia, porque se referiu, em termos pouco abonatórios, à mãe de um senhor agente da autoridade.
arremessar petardos e cadeiras que ferem pessoas e podem gerar situações de pânico generalizado são, pelos vistos, crimes menores.


Quem sabe um dia arrancar umas cadeiras e xingar a mãe alguém serão as dificuldade que teremos nos jogos.

Abraços,

quarta-feira, março 28, 2007

Domingão tem Sidarta e Du no clássico

É, leitores do Na Cal, eu entrei na vibe dos estádios. Agora é toda semana um joguinho. Violência é um perigo, mas acho que dá para ficar longe dos rolos. Nunca me meti em nenhuma mega-confusão quando estive em estádios.



São Paulo e Palmeiras se enfrentarão no Morumbi e eu e Du estaremos lá. Hoje irei comprar o meu ingresso.

O resultado de mais essa empreitada futebolística será mais um texto totalmente parcial aqui neste blogue. Recta ratio é coisa do passado, a onda é torcer e vibrar. Ficar distante como observador imparcial é muito mais chato do que chamar juiz de ladrão e vibrar com o gol de seu time do coraçao.

Abraços,