terça-feira, abril 29, 2008

Iré a la República Oriental del Uruguay


Ontem, este partipante do Na Cal iniciou sua ida à República Oriental del Uruguay. A ex-Suiça sudamericana terá a honra de me conhecer em breve

Seguindo o ensinamento de Jack, a primeira parte foi tomar um litrinho da Cerveza Norteña com um amigo. Essa cerveja uruguaia está a fazer sucesso razoável em alguns botecos paulistanos.


Não é barata por aqui, mas lá deve ser mais em conta.

O próximo passo é assistir ao jogo entre o Club Nacional de Football e o Tricolor paulista nesta quarta. Não ficarei assustado se o São Paulo vencer o jogo de lá por aquele 1 a 0 sofrido, típico da Libertadores de América.

Mas não se pode deixar de falar, nesse contexto futebolístico, no General Artigas, o Libertador da Banda Oriental del Uruguay.

Pois, o Brasil imperialista, que os nuetros hermanos não se cansam de cantar, não é invenção do Clérigo Lugo, o que acabou de ganhar a eleição paraguaia e colocou o tema na nossa pauta.

É justamente a histórica garra uruguaia que explica a independência nacional conquistada ao enfrentar os interesses e as forças de Portugual, Brasil, Espanha, Argentina e Paraguay. O futbol uruguaio é caudatário da garra gaúcha que seu povo já tinha mostrado nos campos de batalha nas lutas pela independência. Não se explica o Bi-Campeonato nas Copas e nem as inúmeras Libertadores que eles ganharam sem saber o devir dos uruguaios.

A Argentina e o Uruguai tinham grana no começo do século passado porque os bens alimentícios que produziam eram bem valorizados no mercado mundial àquela época. A crise mundial de alimentos indica que os ventos possam voltar a soprar a favor deles (e nós tb!).

Saludos,

Ronaldo pronto para jogar no Flamengo

Os noticiários andam dizendo que Ronaldo comprou gato por lebre.

(O vídeo é bacana, mas não sei de que propaganda é)
O que o jogador faz é problema dele.
Mas a torcida flamenguista, que tanto espera que ele jogue no rubro-negro, pode se empolgar. Ronaldo adicionou a suas qualidades de atacante a credulidade típica do rubro-negro nas últimas temporadas.
Mesmo ficando a quinze pontos do campeão brasileiro, a torcida acha que disputou o título; mesmo perdendo a Copa do Brasil para um time pequeno de São Paulo, a torcida acha que o time é copeiro; mesmo tomando de 3 a 0 no Uruguai, a torcida acha que o time é tradicional nos torneios continentais.
E para terminar: Ronaldo teria como companheiro Obina, o que é melhor que o Eto´o.
Em breve, ouviremos que Tardelli é melhor do que o Cristiano Ronaldo.

quarta-feira, abril 23, 2008

Felipão estava certo para o Domingão passado

O Jerfferson, do FUTEBOL É BOM E EU GOSTO!, foi preciso:

O MITO QUE A SELEÇÃO NÃO QUER

Poderia ter sido. Esse parece ser o destino do goleiro Rogério Ceni na Seleção Brasileira. Poderia ter sido titular em 2002. Poderia ter sido titular em 2006...
(20/10/2007)

O Marcão venceu o Ceni em várias disputas entre os dois últimos cavaleiros da velha estirpe de jogadores identificados com um Time e sua Torcida. Apesar de ter sido travada longo dos escudos dos clubes, disputa pela Camisa 1 em 2002 foi a maior vitória.

Poderia se dizer que a da Semi do Paulistão de 2008 foi só mais uma. Contudo, as relações que os dois têm com as torcidas palmeirense e sãopaulina tornaram o jogo de domingo passado em algo especial.

Pois, afinal, a carreira de ambos está no final e não é muito provável que esses grandes jogadores se enfrentarão em outros jogos decisivos.

O Gás vestibular e a Mão imperial são temas acessórios.

Aliás, sobre todo esse papo sobre os vestiários do Palestra, apesar de eu ser um dos alvos, não dá para falar que essa não foi bem feita:


Porém, apesar da vitória incontestável dentro das quatro linhas de Marcão, esta brincadeira trás confessa autoria.

Tem toda uma história que a Diretoria do SPFC denunciou o fato ao Tribunal da FPF. Mas, se estamos no Brasil, chamo truco contra quem quiser falar que esse evento gasoso será investigado.

Mas, de volta ao que interessa, a despeito de preferir um título para a Macaca, pela novidade, é bem provável que o goleiro do Penta fature um Paulista depois de mais de década.

O último que Marcos Roberto Silveira Reis Nascimento levou, como titular, foi o Campeonato Paulista de
1994 (se algum palmeirense quiser me ajudar, por favor!).

Abraços,

segunda-feira, abril 21, 2008

A macaca

Outro dia fui tomar uma com meu amigo e colaborador máster deste blog, Sidarta Martins, no tradicional boteco Beach Beer, lá na Alameda Santos, perto de meu trabalho e de seu local de estudo. Bater papo com ele é algo, no mínimo, interessante, pois temos muita coisa em comum, vide o Na Cal e a nossa paixão pelo futebol. Conversa vai, conversa vem, comentamos o quão fascinante é ler sobre coisas que, sem o advento da internet, dificilmente teríamos a oportunidade em conhecer, devido ao fato de diversos assuntos não poderem circular na grande impressa (interesse, espaço, quadro profissional, cobertura, são algumas das razões lembradas por mim agora). Os blogs, com certeza, tiveram um papel muito importante em divulgar notícias, acontecimentos e histórias que fazem parte do cotidiano presente no cidadão comum, estas pelas quais pouca gente tem a chance de conhecer, mas que têm muito valor. No futebol, informações sobre pequenos clubes, tais como XV de Jaú, nem tão pequeno assim, e Agüinha, este minúsculo, são divulgadas a cada minuto por torcedores, residentes, torcedores/residentes de esquadras e/ou cidades desconhecidas pela grande maioria. A televisão, que abrange 98% dos lares nacionais, acaba, em virtude de interesses financeiros, somente registrando notícias com alto alcance e baixa complexidade, como o inesgotável caso da menina Isabella, exposto em todos os canais, a todo momento.

Porém, nesse último final de semana, a situação acabou se invertendo. A televisão me proporcionou um momento que me fez lembrar os tempos que morava em Jaú e costuma freqüentar o estádio Zezinho Magalhães. O tempo no qual o estádio comportava 15 mil pessoas, o pipoqueiro era conhecido por todos e ninguém tinha medo de degustar o churros feito com óleo de sabe-se lá quanto tempo. O tempo no qual eu morava em uma cidade do interior.

Sábado acordei por volta do meio-dia. Estava em Campinas, uma cidade nem tão pequena assim, mas do interior, para celebrar a formatura de um grande amigo. Cheguei lá um dia antes, afinal, um evento desse porte merece uma prévia, que acabou acontecendo no dia anterior. A preguiça e dor de cabeça acabaram fazendo com que eu saísse do hotel somente lá pelas três da tarde. Decidi caminhar pelo município e em poucos metros circulando pela Av. Francisco Glicério pude notar que todos viviam um clima de decisão. Lembrei que a macaca iria decidir sua passagem à final contra o Guará logo mais, às 18h e um boteco teria de servir como meio para assistir a transmissão. Questionei alguns moradores sobre estabelecimentos que costumam abrigar os ponte-pretanos e um a meia quadra do Sonotel (também concordo com a infeliz escolha do nome) era um dos principais. Após o servido almoço de picanha, batata-frita, arroz, salada e uma deliciosa entrada, com destaque à berinjela, sentei-me acompanhado da namorada, amigos e tensos torcedores, a fim de assistir o grande confronto. Confesso que no início o jogo não despertou tanta atenção. A saudade do Bartazá e a Brahma bem gelada, fizeram com o que estava sendo exibido na tela ficasse em segundo plano. Somente com alguns gritos (agudos em sua maioria, apesar da presença de apenas três mulheres no local), eu destinava meu olhar para o lado direito, aonde se localizava o aparelho. O gol do time do Vale do Paraíba e os rostos decepcionados dos torcedores me fizeram lembrar o sentimento que sentia nos jogos do Galo, quando o agora vai, nunca ia. Entretanto, a situação mudou. Com o empate da Ponte, a tristeza deu lugar à expectativa e o papo para o foco no jogo. O que acontecia na mesa, não mais me importava. Pessoas se levantaram dela, os assuntos variavam e eu, agora, só me interessava pela partida. As defesas de Aranha, a expulsão de Eduardo Arroz e o gol do suplente que acabara de entrar, fizeram com que a paixão pelo alvinegro ganhasse uma linha diagonal, ao invés das verticais. Quando dei por mim, já estava gritando Ponte como se fosse um verdadeiro torcedor, dando tanta importância ao jogo quanto o motorista do ônibus que literalmente criou uma parada em frente ao bar, estacionando a condução de diversos outros sofredores para acompanhar os minutos finais, e me fingindo de surdo no momento em que alguém proclamava meu nome.

Com o apito final e os braços abaixados depois de comemorar, pude finalmente trocar o resto de idéia que ainda era elaborada pelo pessoal da mesa, agora se numerando em três. A saideira acompanhou as histórias de como anda a vida do Bartazá, seja no âmbito profissional ou pessoal. Infelizmente, a conversa acabou não tendo o devido tempo e atenção que a ela era necessário. Mas o sentimento em ver um time razoavelmente sem expressão - afinal, a Ponte não tem nenhum título importante nos mais de seus cem anos de história - me fez acreditar que um dia, com algum investimento, eu possa ver o meu XV de Jaú disputando a final de um campeonato e aqueles torcedores, que tanto choraram, cantaram e se sentiram verdadeiros campeões, possam estar junto comigo em algum boteco de Jaú gritando "Galo, galo! É campeão, é campeão!".


Peça de mortadela exposta no bar

domingo, abril 20, 2008

O interior não está na final do Paulistão de 2008

Não há confusão. Concordo plenamente com o truísmo que Interior é o conjunto que não contém a Capital.

Explico-me: a foto que você ao lado é da Estação de Trem da Cia. Paulista de Estradas de Ferro de Campinas. Nesse terminal ferroviário havia uma interessante sinalização interna. As placas indicavam as gares destinadas aos trens que seguiam para o Interior e as para os que seguiam para a Capital.

Se se vai para algum lugar, necessariamente, não se está nele. Pelo menos, é isso que sempre se viu nas C.N.T.P..

O Estado de São Paulo nunca foi grandes coisas na história do Brasil até que surgiu o Café. O Ciclo do Café foi igualzinho ao do Ouro, da Borracha, da Cana, que ocorreram em outras regiões brasileiras. Os paulistas deram sorte de emendarem o final da agricultura com a industrialização.

O Café, na virada do Século XIX para o XX, fez primeiro o Interior Paulista rico e essa riqueza só chegou à Capital depois. O fato de Carlos Gomes ser campineiro e não paulistano é um ótimo indicativo da maior punjaça que Campinas tinha a um século atrás. Acho que as Cias. Operísticas européias passavam por Buenos Aires, Campinas e Manaus em seus tours sulamericanos. Em Campinas as coisas aconteciam antes que na Capital.

Dessa época é que se origina a fleuma campineira que é observada até hoje. Já fui muito naquela cidade e é impressionante como os de lá ainda guardam um orgulho incomum da sua urbe.

Não é outra razão que explica o porquê do interiorano Guarani ter ganhado um Brasileirão. Fora o Santos, apesar da história da Cidade, que só explica pelo Rei, e o Bugre; só times de Capitais de Estado ganharam esse título.

Todo mundo quer participar de coisas boas que lhes dê orgulho. Tanto faz se é a empresa onde trabalha, a escola que estuda, o time que torce, é da nossa natureza. As vezes, esses amores se misturam.

Ser torcedor de um time campineiro é conseqüência natural e, para alguns, obrigatória, para quem recebe, mesmo que sem perceber, a influência do passado de Campinas. Sem essa identidade orgulhosa dos munícipes para com sua urbe, não se explica esta devoção:


Abraços,

quinta-feira, abril 17, 2008

Mãe Dináh é a Diretora de Redação do Jornal da Tarde


No dia 13 de Abril deste ano, fico intrigado com a notícia da capa do Jornal da Tarde que está ao lado (clique aqui ou nela para ver a capa toda).

Sempre gostei do assunto, era bom de geografia, mapas e transportes na escola. Fui ler a matéria então. Resumindo, o artigo disse que o Metrô de São Paulo ficará igual ao de Londrês ou ao de Paris em 2025.

Fiquei perplexo!

Como um jornal pode dar como certo um fato que a única fonte são os políticos?

Será que o povo do JT não sabe que político não costuma cumprir as suas promessas?





De qualquer forma, não tinha nada para tratar aqui. No entanto, fui investigar o assunto.

Perguntando dali e daqui, apresento-lhes, com muito orgulho, o furo jornalístico do ano:


Pelo visto, alguns meios de comunicação deixaram de lado até o já passado jornalismo gonzo criado pelo viajado Hunter Thompson.

Agora, um bom informativo não prende mais ao que aconteceu. É muitíssimo mais interessante informar sobre o futuro. Os riscos são muito maiores claro. Mas é muito mais, pelo menos, divertido. Assim, dentro dessa nova linha editorial, faz todo o sentido a Mãe Dináh na direção do JT. Afinal, os Mesquita nunca se caracterizaram por atos tresloucados.


Hoje, agora de pouco, tive certeza que a união Mãe Dináh e Jornal da Tarde é pra valer. Esse noticioso coloca na 1a Página de de hoje, prevendo um futuro duvidoso outra vez, que haverá um Fielzão.

Ou seja, o mundo do desporto não está imune à esta nova forma de jornalismo, o jornalismo astrológico, diria.

Por isso, caro leitor do Na Cal, é que todo este passeio pelo bastidores do jornalismo foi colocado à Senhora ou ao Senhor.

Como ficará, diante desta nova realidade, por exemplo, a loteria esportiva? Será a morte definitiva do jogo que mais fazia sucesso nos anos 70 e 80?

É claro que sempre há a suspeita que Mãe Dináh não tenha autorizado toda essa situação e a repetida manchete acerca do Fielzão seja fruto de alguma anti-corinthiano que quisesse tirar um sarrinho dos torcedores do time do Parque São Jorge.

Se você acredita ou não, veja:


Pode até ser que desta vez aconteça apesar de tudo e todos. Mas sempre é bom chutar uma bolinha que quica na área.

Aliás, não há uma estação do metrô projetada para perto de onde se planeja construir o estádio. Como papel aceita tudo, falem para os políticos fazerem uma linha que passe pelo Fielzão. Caso contrário, seria o único grande time da capital sem um metrô por perto.

Abraços,

terça-feira, abril 15, 2008

Quod principi placuit habet legis vigorem

O gol manual de domingo passado rendeu papos nos bares, escolas, jornais... Todo mundo viu e já está cansado dessa história.

Mas, contudo, no entanto, acho que ainda há como explorar o tema.

Meio estranha a reação que os palmeirenses tiveram diante do gol manufaturado do Imperador. Principalmente, em função da crise político-econômica que a Itália atravessa a séculos. O drama que a pátria-mãe dos palestrinos ficou evidente na eleição, pela 3a vez, do Dono do Milan para Primeiro-Ministro da nação.

Desde que o Império Romano ruiu, a Bota nunca mais deu as cartas no Mundo. Essa verdade não pode ser ignorada pelos oriundi.

Durante a época imperial romana, não havia muita discussão, vigorava a seguinte regra:
quod principi placuit habet legis vigorem
(Aquilo que agrada o príncipe tem força de lei)
Pode ser dito também que The King can do not wrong ou Le roi ne peut mal faire.


Não é preciso voltar ao passado, mas não se pode ignorar os fatos históricos, é complicado.

Assim, há toda uma hierarquia histórico-simbólica de uma via latina vitoriosa que deve ser respeitada pelos que criticam o Imperador atual.

Eu, modestamente, comi uma macarronada, feita pelas minhas mãos não tão talentosas, em homenagem ao craque.

Afinal, acho que o nosso futebol é um dos melhores argumentos que fundamentam as idéias de Darcy Ribeiro. Esse brasileiro disse que nós somos, mesmo, é uma nova Roma.

Arrivederci,

domingo, abril 13, 2008

Se todos fossem iguais ao Ituiutaba

Há dois times que fizeram jogos dignos de favoritos neste ano: Fluminense e Cruzeiro. Cada um deles tem um atacante que merece atenção: o jovem Guilherme joga com classe e inteligência; o experiente Washington apurou seu faro.
Mas isso foi pouco ontem. O Fluminense venceu apenas na sorte do último pênalti o remendado Vasco. Thiago Neves acredita que é craque. E isso não é muito proveitoso quando quem pensa não é. O Flu é, na verdade, um grande time de jogadores médios. Destaque mesmo é Thiago Silva. Ontem, o Flu sofreu para ganhar a classificação que não mereceu; agora, enquanto espera Bota ou Fla, precisa torcer para que o Coração de Leão esteja mais bravo na final.
Já no Mineirão, o Ituiutaba deu uma lição de persistência e esperteza ao perceber os erros do Cruzeiro. Para quem não sabe, a Raposa ganhava de quatro a um após assinalar três tentos em doze minutos do segundo tempo. Então, Adílson tirou Guilherme, Jadílson e Jonathan, o Ituiutaba foi sagaz e, em quinze minutos, empatou o jogo. A pena foi a expulsão de Barone no último minuto de jogo, o que prejudica o Time da Estrela contra a Constelação Cruzeirense no próximo jogo.
Mas o que vale é a lição: mesmo perdendo, nem tudo está perdido.

quinta-feira, abril 10, 2008

Montanha-russa

Não teve altitude que segurasse a força do Flamengo e o resultado foi uma vitória maiúscula e uma atuação digna de quem quer ser o melhor das Américas. O trio Léo Moura, Ibson e Juan foi decisivo, Renato Augusto e Souza finalmente formaram uma grande dupla e saiu o primeiro gol de falta do time.

A montanha-russa rubro-negra segue em frente, rumo ao topo. Quem sabe até onde é essa subida? Espero que seja longa, mas o Flamengo é assim, oscila demais e nos piores momentos. Agora vou comemorar a vitória.

Algo que não foi dito: a preparação que o time teve para jogar com baixa oxigenação foi essencial para os jogadores manterem o fôlego em Cuzco. Um treino forte na esteira com uma máscara recebendo pouco oxigênio provoca uma fabricação maior de hemácias no corpo, compensando a falta de ar. Assim o time chegou na altitude mais bem adaptado e pôde seguir com a equipe titular até quase o fim do jogo.

Por enquanto, vou comemorar. A próxima rodada deve ser fácil, talvez eu vá ao Maracanã e passe por aqui para dizer como eu vi o jogo.

quarta-feira, abril 09, 2008

Hino dos Times do Rio

Acho que a Cidade do Rio de Janeiro ainda não encontrou o seu caminho definitivo após a ida do poder para Brasília.

Pior não foi ter deixar de sido a Capital da República e sim ter se juntado ao Estado da Guanabara. Explico-me: tal como o futebol, fora da Cidade Maravilhosa não há muita coisa no atual Estado do Rio de Janeiro. A cultura, a política, a economia... tudo é bem diverso da atual Capital. É claro que há exceções aqui e ali, mas a visão geral é válida.

Em 1834, o Império transformou o Rio em um Município Neutro, separado. Se com a ida da Capital para Brasília, o Rio tivesse, por exemplo, se tornado uma unidade da federação brasileira, tal como Hamburgo é na Alemanha, talvez já tivesse encontrado um caminho de forma mais tranqüila.

Sei que nem precisava desse intróito, mas tava com vontade. Assim, vamos ao que interessa:

Hinos dos Times Cariocas


Hino do América em MP3 cantado pelo Tim Maia a letra, de Lamartine Babo.

Hino do Bangu em MP3 e letra.

Hino do Bonsucesso em MP3 e a letra.

Hino do Botafogo em MP3 aqui, por Zeca Pagodinho e aqui também e a letra do composto por Babo também. Há, contudo, a letra de um Hino Oficial que não o famoso. Outra lição que o google me ensina.

Do hino do Campo Grande, só a letra foi encontrada.

Hino do Flamengo em MP3 e a letra.

Hino do Fluminense em MP3 aqui, por Tim Maia e com a 3a parte e a letra de Babo. Também há o Oficial em MP3 e a letra.

Hino do Madureira em MP3 e mais letrade Babo.

Hino do Olaria em uma janelinha e a letra.

Hino da Associação Atlética Portuguesa, também conhecida com a Portuguesa Carioca, em um sítio muito chato e a letra.

Hino do São Cristovão Futebol e Regatas em MP3 e a letra.

Hino do Vasco em MP3, de Babo, e o 1o Oficial em MP3 e as letras dos três.

No périplo em busca dos Hinos, encontrei ótima matéria sobre o músico Alfredo Del-Penho. O herói regastou os hinos dos pequenos cariocas.

Abraços,

terça-feira, abril 08, 2008

Tibet Livre

Gostei do movimento a favor da liberdade no e para o Tibet. Na Cal apóia as correrias feitas em Londres e em Paris.

Espero que em São Francisco, a tônica se mantenha.

Se o Dunga ganhar a lacunosa Medalha de Ouro lá, será uma vitória que descerá atravessado. É lógico que, com o tempo, tudo se esquece e ficará a memória da conquista. Mas, até lá, não há razão para não cutucar a ferida.

,

Na Cal vai ao Morumbi domingão

Acabo de ser convidado por meu amigo palmeirense para, domingão, ir ao Cícero Pompeu de Toledo ver a semi paulistana do Paulistão.

Outros sãopaulinos e palmeirenses irão ao jogo junto conosco.

Acho que não há favoritos nesse jogo e nem entre os quatro semi-finalistas. Esse papo que esse jogo será a final antecipada é furadão.

A imprensa paulistana é que é preguiçosa e não gosta de futebol bem jogado no interior. Sabe aquela empáfia de quem mora em uma cidade grande contra as pequenas e retratadas como retrógradas urbes interioranas, também é forte entre os jornalistas que cobrem o nosso futebol paulista.

Abraços,

quinta-feira, abril 03, 2008

La prensa hermanita

Ontem foi um dia especial, aprendi a jogar Sudoku e também assisti ao jogo sofrido do Tricolor.

Só falta o povo achar que é tudo craque!

Como não há muito mais o que falar, separei pra você algumas notícias sobre o jogo dos jornais do Paraguay:

Quem pena pra ganhar do time paraguáio (seria essa palavra um quadritongo?) não pode achar que vai pra Tóquio no final do ano.


Luqueño cede sobre el final y cae por 1 a 0

Cuando se jugaban tres minutos de adición, Adriano puso fin al asedio de Sao Paulo sobre el arco luqueño y le dio un merecido triunfo al equipo brasileño. El auriazul apostó a aguantar el partido en el segundo tiempo y al final se quedó con las manos vacías.
Parecía que Sportivo Luqueño se llevaba un punto del Morumbí, pero Adriano apareció sobre tiempo agregado y de cabeza puso el merecido 1 a 0 para Sao Paulo y dejó al once paraguayo sin nada.

Doloroso resultado para los luqueños, que sin embargo sigue con chances de clasificar, pues le quedan dos partidos en el Feliciano Cáceres.

Lo del auriazul fue heroico, pero si solo se sale a defender el empate, el riesgo de perder es mayor. La figura del partido fue el arquero Enrique "el Loco" García.

Ultima Hora

Adriano echa a perder la hazaña de Luqueño

SAN PABLO (Víctor Miranda, enviado especial).- El gran esfuerzo hecho por Luqueño no sirvió de nada. En el cuarto minuto adicional, el atacante Adriano marcó anoche el tanto con el que ganó el São Paulo al mejor representante paraguayo en la Copa 2008, que fue superado futbolísticamente, pero mojó la camiseta y estuvo a punto de llevarse un valioso empate.

ABC

Contudo, ainda prefiro o mejor informativo desportivo deste canto do mundo:

¡Qué Animal!

Adriano, en el cuarto minuto extra, le dio la victoria al SP.

Fue para adelante con todo: los dos laterales (prácticamente jugó con dos atrás), los tres volantes, hasta con el enganche de a ratos jugó como wing derecho. Pero a San Pablo le costó horrores quedar mano a mano con Enrique García, no tuvo ingenio. Ganó en el cuarto minuto extra, después de mil y un centros, cuando Adriano (impresionante) cabeceó uno de Jorge Wagner para dejar a San Pablo bien puntero, cuatro puntos por encima de los escoltas, en un grupo con todos equipos realmente parejos.

Olé

Saludos,

quarta-feira, abril 02, 2008

Não vá ao Espetão Grill!

Caro leitor do Na Cal,

Caso a Senhora ou o Senhor goste de tomar uma ou umas cervejinhas com os amigos, contar umas piadas e, por que não, assistir a um joguinho de futebol, o Na Cal não recomenda o Espetão Grill, pertinho da Av. Paulista, aqui em São Paulo.



Este blogue estava em peso lá. Eu, Serjão e Milton e mais três amigos gastamos cento e poucos reais e, ao final, quando já tomávamos os respectivos caminhos da roça, veio, naturalmente, aquele pedido por uma saideirinha.

O simpático garçon, meio envergonhadamente, nos disse que não há saideira naquele estabelecimento. Colocamos que tínhamos gastado um uma quantia razoável. Ele nos respondeu que não podia fazer nada, a chefia não autorizava. Perguntamos também para o caixa, outro funcionário que nada pode fazer.

Na mesa ao lado, estava sentado um Eurico Miranda do bem que resolveu pagar a nossa saideira. O cara é realmente bem parecido com o cartola do Vasco, ficou a dúvida se era um sósia ou era o cara realmente em um primeiro momento. Aceitamos, claro, as saideras vascaínas. Não seria educado recusá-las.

Ao final, após pagar, vejo um dos donos do bar sentado no fundo do estabelecimento. Fui ter com o senhor e ele veio com o mesmo papo furado que a casa não fazia isso, que ele não poderia fazer nada.

Após ele ter firmado sua posição, falei que a lei da oferta e da demanda iria funcionar. Vou àquele lugar a uns 3 anos e não irei mais. Não vale a pena pagar R$ 4,25 por uma Skol e receber um tratamento daquele.

Se você estiver com vontade de tomar uma, o Na Cal sugere o bar ao lado:

Aliás, o povo foi lá assistir à vitória do time do Zico sobre o time do milhonário Abramovich. O comentário, para zoar um pouco Serjão e Milton, era que o Chelsea era como o Corinthians, só ganham Campeonato Inglês e Paulista; título internacional, nécas.

Abraços,

terça-feira, abril 01, 2008

Jogo Perdido

Não sei se já contei aqui, mas vamos lá!
Das memórias futebolísticas de meu pai, uma das mais interessantes é sobre um jogo que ele não viu, apenas ouviu.
Era um dia livre - sábado ou domingo - e o rádio anunciava a transmissão de um amistoso do São Paulo. Leônidas era o técnico.
Sem mais nada para fazer, espera-se o horário da peleja.
O ouvido atento sofre um desgosto atrás do outro. O São Paulo é impiedosamente goleado. O arqueiro - não sei se era o Poy - busca a bola cinco, seis vezes.
Os são-paulinos já se preparam para as gozações do dia seguinte.
Ao fim do jogo, o locutor traz o depoimento de Leônidas, muito risonho para quem havia tomado um chocolate daqueles. Então, tudo é revelado: satisfeito com a própria narração, o locutor anuncia que os últimos noventa minutos haviam sido invenção sua. Era primeiro de abril!
Infelizmente, este jogo de fazer inveja a Orson Welles está perdido no mundo das ondas curtas.