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terça-feira, junho 19, 2012
quinta-feira, outubro 27, 2011
O Kara voltou?
Há depoimentos que dão conta de que o motivo para o sucesso da seleção de 70 foi a consciência de alguns jogadores, como Pelé e Gérson, de aquela era a última chance para que retornassem vencedores.
Em 70, Gérson tinha 29 anos e Pelé faria 30, idade em que, naquela época, a aposentadoria era quase certa.
O fim da história é conhecido.
A referência a ela vem por conta da convocação de Kaká.
Depois de Ronaldinho, Mano agora recorre ao jogador do Real.
Não é novidade que, no fim de carreira, jogadores extraem forças insuspeitadas para um grandioso epílogo.
De Leônidas no São Paulo a Ronaldo no Corinthians, os exemplos do canto do cisne futebolístico são variados. Às vezes, com belos desenlaces; outras, nem tanto.
É óbvio que a convocação de Kaká é circunstancial e que tentar prever como será a parte final de sua trajetória é mera especulação. Mas, se Kaká vier com a gana de se mostrar aos 30 tão bem quanto aos 25, Mano pode ter recebido um ótimo reforço para seu time.
Em 70, Gérson tinha 29 anos e Pelé faria 30, idade em que, naquela época, a aposentadoria era quase certa.
O fim da história é conhecido.
A referência a ela vem por conta da convocação de Kaká.
Depois de Ronaldinho, Mano agora recorre ao jogador do Real.
Não é novidade que, no fim de carreira, jogadores extraem forças insuspeitadas para um grandioso epílogo.
De Leônidas no São Paulo a Ronaldo no Corinthians, os exemplos do canto do cisne futebolístico são variados. Às vezes, com belos desenlaces; outras, nem tanto.
É óbvio que a convocação de Kaká é circunstancial e que tentar prever como será a parte final de sua trajetória é mera especulação. Mas, se Kaká vier com a gana de se mostrar aos 30 tão bem quanto aos 25, Mano pode ter recebido um ótimo reforço para seu time.
domingo, dezembro 30, 2007
Bom ano pra você
O Aristóteles colocou que Parece, de modo geral, darem origem à poesia duas causas, ambas naturais. Imitar é natural ao homem desde a infância – e nisso difere dos outros animais, em ser o mais capaz de imitar e de adquirir os primeiros conhecimentos por meio da imitação – e todos têm prazer em imitar. (no Cap IV de Poética)
O macedônio discordou de Platão, seu mestre. Os discípulo do Sócrates ateniense ensinava que Com efeito, todos os poetas épicos, os bons, não por técnica, mas sendo inspirados e possuídos, dizem todos esses belos poemas. (em 533 de Íon)
Este intróito no final do ano é pra comentar um papo que o Kaká é um europeu.
Por exemplo, achei isto: ...o garoto (Kaká) revelado no Morumbi logo se tornou unanimidade no futebol europeu, para o qual parece ter nascido. O autor é um colunista do Estadão, Luiz Zanin, que, coitado, cobre a arte brasileira que as classes abastadas acham que produzem.
É simples, se o Kaká jogasse o futebol europeu, deveria haver, pelo menos, uma meia dúzia de Kakás com passaporte da União Européia.
Pra não ficar só de papo, por favor, veja este gol:
Jogador europeu costuma controlar a bola da intermediária até a pequena área quando tem 2 ou 3 defensores entre ele e o goleiro?
Ir pra cima de vários é coisa de quem aprendeu a jogar bola no Brasil.
O dribe, ao invés de passar a bola pro Inzaghi, na Grande Área também é deveras europeu né? Super objetiva aquela gingadinha...
E, pra finalizar, destro chutar com o pé esquerdo numa final é,igualmente, super comum entre o jogadores uomo squadra italianos. Os comedores de macarrão não mijam fora fora do penico por nada.
O Kaká ousa e isso não é a prática européia. Tanto faz falar I belong to Jesus ou que são inspirados e possuídos por Musas.
A melhor imagem de um jogador inspirado são os gols do Josimar:
86 foi a 1a Copa que me lembro bem e não há outra explicação para estes gols que não o sopro das Musas platônico que o futebol brasileiro melhor do que ninguém.
Bom 2008,
O macedônio discordou de Platão, seu mestre. Os discípulo do Sócrates ateniense ensinava que Com efeito, todos os poetas épicos, os bons, não por técnica, mas sendo inspirados e possuídos, dizem todos esses belos poemas. (em 533 de Íon)
Este intróito no final do ano é pra comentar um papo que o Kaká é um europeu.
Por exemplo, achei isto: ...o garoto (Kaká) revelado no Morumbi logo se tornou unanimidade no futebol europeu, para o qual parece ter nascido. O autor é um colunista do Estadão, Luiz Zanin, que, coitado, cobre a arte brasileira que as classes abastadas acham que produzem.
É simples, se o Kaká jogasse o futebol europeu, deveria haver, pelo menos, uma meia dúzia de Kakás com passaporte da União Européia.
Pra não ficar só de papo, por favor, veja este gol:
Jogador europeu costuma controlar a bola da intermediária até a pequena área quando tem 2 ou 3 defensores entre ele e o goleiro?
Ir pra cima de vários é coisa de quem aprendeu a jogar bola no Brasil.
O dribe, ao invés de passar a bola pro Inzaghi, na Grande Área também é deveras europeu né? Super objetiva aquela gingadinha...
E, pra finalizar, destro chutar com o pé esquerdo numa final é,igualmente, super comum entre o jogadores uomo squadra italianos. Os comedores de macarrão não mijam fora fora do penico por nada.
O Kaká ousa e isso não é a prática européia. Tanto faz falar I belong to Jesus ou que são inspirados e possuídos por Musas.
A melhor imagem de um jogador inspirado são os gols do Josimar:
86 foi a 1a Copa que me lembro bem e não há outra explicação para estes gols que não o sopro das Musas platônico que o futebol brasileiro melhor do que ninguém.
Bom 2008,
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domingo, dezembro 16, 2007
Sem antagonista
Não deu.
Mais uma vez torci pelo sul-americano, mas o time de Kaká e Seedorf venceu.
Porque o resto é um pouco do estilo italiano de sempre: defesa e chute pra frente. Quando o chute atinge um atacante, o nome muda para "lançamento".
A diferença é ter Kaká e Seedorf, jogadores inteligentes que sabem que o gol fica no outro lado do campo.
Kaká desfila como protagonista, Seedorf é seu bom coadjuvante.
O problema é que o Boca não tinha a sua estrela; no caso, um antagonista a Kaká.
A chance era Riquelme, o craque triste.
Vestido de azul e amarelo, ele não fracassaria como com o Villareal e com a seleção argentina.
Riquelme é o Zico deles. Pelo Boca consegue o que deixa escapar na seleção.
Contudo, ele não estava lá. Que no próximo ano ele retome sua trajetória no Boca.
Que seu passo triste e exato seja exaltado pelos boquenses antes que encerre sua carreira ou a prorrogue em algum campeonato emergente.
Mais uma vez torci pelo sul-americano, mas o time de Kaká e Seedorf venceu.
Porque o resto é um pouco do estilo italiano de sempre: defesa e chute pra frente. Quando o chute atinge um atacante, o nome muda para "lançamento".
A diferença é ter Kaká e Seedorf, jogadores inteligentes que sabem que o gol fica no outro lado do campo.
Kaká desfila como protagonista, Seedorf é seu bom coadjuvante.
O problema é que o Boca não tinha a sua estrela; no caso, um antagonista a Kaká.
A chance era Riquelme, o craque triste.
Vestido de azul e amarelo, ele não fracassaria como com o Villareal e com a seleção argentina.
Riquelme é o Zico deles. Pelo Boca consegue o que deixa escapar na seleção.
Contudo, ele não estava lá. Que no próximo ano ele retome sua trajetória no Boca.
Que seu passo triste e exato seja exaltado pelos boquenses antes que encerre sua carreira ou a prorrogue em algum campeonato emergente.
quinta-feira, abril 26, 2007
O time do São Paulo não ruim, mas a torcida é
É fato que a violência nos estádios tem afastado o público. É fato que a Globo transmitiu o jogo, que é fim de mês, que o acesso ao Morumbi não é dos melhores. Mas também é fato que ontem a torcida do São Paulo mostrou mais uma vez a sua faceta. Em jogo decisivo do "maior campeonato de todos os tempos", "aquele que o Corinthians não tem", o salão de festas ficou vazio.
Talvez o termo "bambi" não seja o mais apropriado pra essa torcida. Bambi é alcunha de gay. E nem todo gay tem a infelicidade de ser são-paulino. Após o jogo de ontem, acho que a melhor definição seria algo como "torcida de filhinho-de-papai", "criadão por vó", "filho único". É a torcida mais mesquinha e injusta que já vi (e não é só por causa do episódio de ontem).
Tempos atrás, definiam a torcida do Corinthians como a da ralé da sociedade, a do São Paulo como a elite e a do Palmeiras como a de imigrantes italianos. Hoje essa divisão não é mais possível. Ou, pelo menos, não é mais apropriada.
A torcida em questão, apoia o time só nas vitorias. E se acostumaram mal, devido às últimas conquistas tricolores. O fato é que, torcer na vitória é muito fácil. Difícil é apoiar nos momentos difíceis (e, detalhe: o São Paulo classificou).
É claro que estamos falando da "massa-burra", da "torcida do amendoim", daquela que só pq paga (nem sempre) acha que pode fazer o que quiser. Não estou falando dos "Sidartas" e "Josés". Mas não acho desprovido (e muito menos partidário, já que sou corinthiano) a semelhança da torcida com aquelas pessoas que sempre tiveram tudo na vida, e quando o pai não empresta o Audi dele, a mãe não compra o último modelo do nike shox, e a empregada não põe granola suficiente no açai, abrem o berreiro.

Não concordo quando a Gaviões entra no Parque São Jorge aterrorizando os jogadores, exigindo a saída de uns e outros. Mas que é muito mais bonito ver a torcida gritar o nome do time, apoiar até o último minuto, na tentativa de uma virada, isso é. Mas parece que a torcida do São Paulo nunca vai entender isso. Uma vez pó-de-arroz, sempre pó-de-arroz.
Em tempo: A torcida tricolor tirou o Kaká do Morumbi, em mais uma atitude "matheuszinho" (termo novo, mas apropriado ao momento). E, hoje, Kaká é o único que pode tirar o título de melhor jogador de Cristiano Ronaldo.
Serjão
Talvez o termo "bambi" não seja o mais apropriado pra essa torcida. Bambi é alcunha de gay. E nem todo gay tem a infelicidade de ser são-paulino. Após o jogo de ontem, acho que a melhor definição seria algo como "torcida de filhinho-de-papai", "criadão por vó", "filho único". É a torcida mais mesquinha e injusta que já vi (e não é só por causa do episódio de ontem).Tempos atrás, definiam a torcida do Corinthians como a da ralé da sociedade, a do São Paulo como a elite e a do Palmeiras como a de imigrantes italianos. Hoje essa divisão não é mais possível. Ou, pelo menos, não é mais apropriada.
A torcida em questão, apoia o time só nas vitorias. E se acostumaram mal, devido às últimas conquistas tricolores. O fato é que, torcer na vitória é muito fácil. Difícil é apoiar nos momentos difíceis (e, detalhe: o São Paulo classificou).
É claro que estamos falando da "massa-burra", da "torcida do amendoim", daquela que só pq paga (nem sempre) acha que pode fazer o que quiser. Não estou falando dos "Sidartas" e "Josés". Mas não acho desprovido (e muito menos partidário, já que sou corinthiano) a semelhança da torcida com aquelas pessoas que sempre tiveram tudo na vida, e quando o pai não empresta o Audi dele, a mãe não compra o último modelo do nike shox, e a empregada não põe granola suficiente no açai, abrem o berreiro.

Não concordo quando a Gaviões entra no Parque São Jorge aterrorizando os jogadores, exigindo a saída de uns e outros. Mas que é muito mais bonito ver a torcida gritar o nome do time, apoiar até o último minuto, na tentativa de uma virada, isso é. Mas parece que a torcida do São Paulo nunca vai entender isso. Uma vez pó-de-arroz, sempre pó-de-arroz.
Em tempo: A torcida tricolor tirou o Kaká do Morumbi, em mais uma atitude "matheuszinho" (termo novo, mas apropriado ao momento). E, hoje, Kaká é o único que pode tirar o título de melhor jogador de Cristiano Ronaldo.
Serjão
sábado, março 24, 2007
Seleção na Suécia: o quadrado leve
Com o Fred o quadrado de atacantes da Seleção do Brasil ficou quantos quilos mais leve? Essa foi uma das discussões futebolísticas que rolaram na feijuca de ontem. Uns falaram até em 50 ou 60kg a menos.
Enfim, pouco importa, o fundamental é que o time jogou bem.
Assistam ao gol do Kaká. Mas tomem a precaução de abaixarem o volume de seus computadores totalmente. Infelizmente, só achei o gol com a narração do Chatão Bueno.
Para vocês terem uma idéia de como estava boa a feijuca que entrei em mais detalhes no escrito logo abaixo, assistimos, eu e o Zé, ao jogo pela teve paga. Nada de narrador estrelo pentelho.
Abraços,
Enfim, pouco importa, o fundamental é que o time jogou bem.
Assistam ao gol do Kaká. Mas tomem a precaução de abaixarem o volume de seus computadores totalmente. Infelizmente, só achei o gol com a narração do Chatão Bueno.
Para vocês terem uma idéia de como estava boa a feijuca que entrei em mais detalhes no escrito logo abaixo, assistimos, eu e o Zé, ao jogo pela teve paga. Nada de narrador estrelo pentelho.
Abraços,
sexta-feira, março 23, 2007
Kaká, chegou sua hora
Olimpíada tá ai e o Dunga já colocou que Ronaldinho Gaúcho e Kaká podem jogar juntos:"As pessoas falam o que o Dunga tinha pensado, e acaba virando uma tese. Não é nada disso. Eles podem jogar, mas tudo depende de treinamento".
Contra as defesas fechadas que a Seleção sempre enfrenta, as jogadas típicas do Kaká são fundamentais. Desde os tempos do São Paulo, esse meia, com suas passadas largas e rápidas, driba um em velocidade no meio-campo e parte em direção ao gol com muita objetividade.
O jogador do Barcelona é mais habilidoso, mas seus dribles são feitos muito mais para o lado e lá na lateral. Não acho que ele seja um pipoqueiro que só corte de ladinho. Mas o Kaká tem muito mais chance de desestruturar uma defesa do que Gaúcho. Mesmo porque, o 10 da seleção brasileira será mais marcado que o 8.
Se o ex-tricolor paulistano mandar bem lá na Suécia, não haverá grandes nenhuma dúvida se ele irá ou não para a China. Eu gostaria muito que o Brasil ganhasse essa medalha durante a minha vida consciente.
Abraços,
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