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sábado, outubro 24, 2009

Adriano, 2014, Olimpíadas, Violência... Rio

Já tava com vontade de escrever sobre a cidade do Rio a algum tempo. A vitória do Vasco sobre o Bahia me deu o ânimo final.

A escolha da Cidade Maravilhosa como a sede da Olimpíada de 2016 é marcante. Do jeito que as coisas andam, será a redenção ou a última pá de cal sobre essa alcunha.

A revista The Economist já desceu a lenha na segurança carioca. O Mundo inteiro lê essa publicação. A matéria The Botton Line coloca os pingos em muitos is. A classe média brasileira, que gosta de infringir a lei quando bebe e dirige ou que ganha um favor de alguma autoridade conhecida, não pode tirar a sua responsabilidade da reta. Só uma boa polícia será capaz de enfrentar a atual violência. Mas uma boa polícia também iria incomodar muita gente dos andares de cima que adora desviar do que está nas leis. Afinal, ubi pus, ibi evacua.

Um Flamengo Campeão, hexa ou penta, pouco importa, pode ser uma marca efetiva do renascimento do Rio de Janeiro. O belo que será através de um jogador que largou o velho continente pra refazer sua vida aqui no Brasil. Por mais que os paulistanos, soteropolitanos, brasilienses ou portoalegranses desejem que suas urbes sejam o centro do Brasil, só o Rio consegue ser representativa deste país.

Por mais que o povo do Morumbi fale que estão ao encalço do hexa tricolor, não boto muita fé nisso.

É lógico que não vou ficar triste com mais título do S.P.F.C., mas já que ele não tá com pinta de campeão, a ida do Troféu para a Gávea pode ser o sopro de ânimo que faltava para que os cariocas coloquem a casa em ordem de vez.

Abraços,

segunda-feira, maio 12, 2008

Os torcedores de Valdívia e Obina pelo Brasil

Acho que a melhor época para ser medido o tamanho de uma torcida pela internet é quando o seu time ganha um título. Em época de vacas magras, tem-se só o líquido. Mas aquele cara que até tem uma camisa do seu time no fundo da gaveta e nem sabe direito o hino só mostra a cara quando o time ganha campeonato.

Assim, após as finais dos campeonatos paulista e carioca, hoje este blogue faz a medição do tamanho das torcidas do Palmeiras e do Flamengo no modo bruto. Afinal, mesmo aquele cara que é um torcedor relapso também tem o seu valor. Pois, se ele nem assiste aos jogos, mas dá uma zoadinha com o amigo que torce para o rival, já faz muito bem a sua parte.


Para medir, utilizei o Google Trends. Mais uma das inúmeras ferramentas desse ser que tenho algum receio que vire um Grande Irmão ou um Leviatã.

Bem, chega de papo furado, segue o resultado:



Agora, por Estados:



Por Cidades:



É claro que o PIB díspar deve ser considerado. Mais ou menos 30% da nossas riquezas estão em São Paulo e 10% no Rio. Ou seja, é necessário defletir os números na razão inversa do peso relativo no produto interno bruto. Pois, todo torcedor tem de ser considerado.

Mas, ao ver o detalhe das Cidades, fica claro que há mais palmeirenses no Rio do que flamenguistas aqui em São Paulo em números relativos. O povo carioca sempre foi cabeça mais aberta que o paulistano e mantém sua história de cidade aberta ao novo.

Abraços,

sábado, abril 07, 2007

Abelão no Corinthians

Segundo notícia do Estadão, Abel Braga recebe proposta ´irrecusável´ do Corinthians.

O Corinthians é um time imprevisível. Ao autor intelectual da derrota do tricolor paulista na Libertadores do ano passado pode acontecer de tudo se vier para o Parque São Jorge.

Ser ou não ser campeão brasileiro e encher os corações de todos os corinthianos com o sonho de um Libertadores.

Seria o final de um suplício que se arrasta desde o começo da década passada para todos. Mas se o time não ganhar nada, a perdição será só de Abel.

Para você ter uma idéa do peso que ausência de títulos Sul-Americanos tem sobre os alvi-negros da Zona Leste paulistana, várias vezes, quando sãopaulinos e corinthianos arguem sobre as qualidades de seus times, a conversa acaba com a seguinte verdade:


-- O Passaporte de Corinthiano é o Bilhete Único.

É um golpe final.

Hoje em dia os estaduais já não valem o que valeram. Os vinte e tantos que o Timão tem já não são suficientes para estufarem os peitos de seus torcedores costumavam fazê-lo.

Se o Abelão assinar ao contrato com o time da marginal paulistana sem número, irá ganhar bem mais do que ganha lá no Inter. Ficará pertinho do Rio, sua cidade do coração. Acho que vale o risco. Se ele fizer um contratozinho com multa rescisória, tem de vir mesmo.

Afinal, infelizmente, o circuito Rio-São Paulo ainda é o centro do Brasil. Por mais que o Rio Grande tenha uma realidade autônoma, o resto do Brasil está todo de olho no que acontece por aqui, nas cidades que a Via Dutra liga. Se o Abel Braga fizer bonito no Timão, vai ser um forte concorrente ao Felipão quando a CBF for tirar o Dunga.

Abraços,

segunda-feira, março 12, 2007

A torcida do contra

Rubro-negro costuma brincar que só existem dois torcedores no Rio de Janeiro: o rubro-negro e o anti-Flamengo. Pode ser um exagero, mas não está tão longe assim da verdade. Na final da Taça Guanabara, ouvi na rua a mesma euforia quando o Flamengo marcou e quando o Madureira empatou.

A máxima ficou mais evidente ainda quando o lendário Eurico Miranda, pós-doutor nos artigos 171 e 157, disse que ver o Flamengo perder fazia-o mais feliz do que seu Vasco da Gama ganhar.

Seria hipocrisia minha dizer que não torço contra o Vasco, mas não costumo deixar minha vida de lado para assistir a seus jogos. Com o Fluminense e o Botafogo, minha torcida tem sido apenas para que permaneçam na primeira divisão para que o futebol carioca não fique tão desmoralizado.

E, mesmo assim, não deixo de querer ver Romário marcar. Afinal, ele já foi herói do Fla. Nem me importo se marcar o milésimo contra o Flamengo. Desde que ganhemos de 4x1!