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domingo, agosto 14, 2011

Vasco X Palmeiras

Em novo confronto, agora pelo Brasileirão, Vasco joga o suficiente para bater o Palmeiras novamente.

São Januário recebeu um ótimo público para acompanhar a vitória do time Cruz Maltino diferentemente do jogo do meio de semana em que não se cobriu nem um terço de todo o estádio.

O Palmeiras veio para o jogo com alguns desfalques, Marcos, Marcos Assunção e Maurício Ramos foram poupados pelo Felipão, já pelos lados Vascaínos, o time não contou com a participação de Diego Souza expulso no último jogo contra o Botafogo.

A equipe de Parque Antártica jogou razoavelmente bem, dominou praticamente o jogo todo, mas a falta de qualidade na hora de concluir em gol é muito grande. Já havia dito que o setor criativo do Palmeiras é o que mais desagrada e o que não faz chegar a pelota redonda para a conclusão em gol. Depositar toda a responsabilidade nas costas de um jogador que não justificou a sua re-contratação até agora, é uma falta de massa encefálica.

O Vasco, por sua vez, um time bem postado, jogando nos contra ataques novamente e, de bola parada, com a batida realizada pelo talismã do time, Bernardo, selou a vitória diante da equipe do abatido Felipão.

O técnico do Palmeiras até que tentou alterar a equipe para buscar pelo menos o empate fora de casa, o que não ocorreu. Fez as substituições corretas mas, mais uma vez, os atletas que entraram não corresponderam em nada ao esperado. A equipe mais uma vez não correspondeu em campo e desce para a 6ª posição do Campeonato perdida para o Botafogo que teve a sua vitória no sábado a noite.

Méritos ao técnico Ricardo que, com o empate dos líderes, encosta mais no grupo de cima da tabela, apenas 4 pontos de Corinthians e Flamengo, e começa e incomodar os líderes.

O Vasco entra em campo na próxima quarta diante do Avaí na Ressacada enquanto que o Palmeiras enfrenta o time do Bahia no Canindé.

Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti

quinta-feira, agosto 04, 2011

E o Santos, meu amigo? O Vasco venceu!

Nesta noite de quarta-feira acompanhei em paralelo ao jogo do Palmeiras, a partida entre Vasco e Santos.

O que anda acontecendo com o Santos? Será que ainda estão de ressaca da Libertadores? Impossível!

É claro que ontem foi uma partida excelente a qual o Time de São Januário realizou, deu tudo certo, o zagueiro Dedé pagou o atacante Neymar e ainda contribui com um gol, fora Diego Souza que fez uma partida excelente e marcou um golaço.

O técnico Ricardo Gomes foi só elogios à equipe cruz maltina dizendo que foi a melhor partida que seu time jogou neste ano.

Já pelos lados do Santos, o técnico Muricy Ramalho admite que o Santos jogou mal, pede calma à torcida e diz que a reação está por vir, mas quando ela virá?

O Peixe soma apenas 11 pontos e está na zona do rebaixamento em que figura ha um bom tempo já, se os Meninos da Vila não abrirem o olho e deixarem a badalação de lado, daqui a pouco morrerão na praia literalmente.

Abraços,
Eduardo Vidoti Perlatti
Twitter: @eduvidoti

sexta-feira, junho 10, 2011

Vasco Gaúcho

Há uma lenda que corre no meio futebolístico: a de que o Grêmio revigora carreiras.
Basta ver que muitos jogadores têm em Porto Alegre uma espécie de ponto da virada. Carreiras que não engrenavam ou que já estavam em baixa foram refeitas muitas vezes no Tricolor Gaúcho. E isso não acontece apenas com jogadores. Basta lembrar que antes da "Batalha dos Aflitos" ninguém dava muita confiança a Mano Menezes. E, se ele tivesse perdido aquele jogo, é bem provável que retornasse aos clubes pequenos do interior do Rio Grande do Sul.
Porém, neste primeiro semestre, quem parece ter assumido o papel de reestruturador de carreiras é o Vasco da Gama.
Lá se reuniram uma série de "renegados". A começar pelo técnico. Quando da contratação de Ricardo Gomes, corriam piadas de mau gosto que diziam que, se no São Paulo ele tivera um princípio de derrame, enfartaria no Vasco.
Juntaram-se a ele Diego Souza e Éder Luís. Felipe, rejeitado pelo próprio Vasco, permaneceu. Alecsandro, embora sempre eficaz, foi preterido no elenco de estrelas coloradas. Havia, ainda, a novidade de Bernardo.
No Estadual, a equipe não foi bem. Mas, provando que o começo de ano é enganador, o time se reconstruiu. E rendeu bem para um campeonato curto como a Copa do Brasil.
É evidente que em determinado momento a inconstância já conhecida de Diego Souza, Éder Luís e Felipe dará as caras. Contudo, o título e a chegada de Juninho Pernambucano propiciarão a calmaria nas relações com a torcida.
Em outras palavras, o Vasco perdeu o Carioca, mas ganhou o ano.

quinta-feira, maio 26, 2011

Será lógico?

Às vezes no futebol dá a lógica.
E ontem foi uma noite em que isso ocorreu.
Os favoritos na Copa do Brasil venceram e a final será entre Coritiba e Vasco. Se fosse para apostar, cravaria Coxa, mas ontem o Gigante da Colina deu provas de que melhorou muito e, se não é um time como o Santos, já não é aquele do início do Estadual.
Coxa e Vasco repetem a história dos rebaixados que retornam briosos.
No Pacaembu, o Santos garantiu a vitória. E, ainda que seja um resultado magro, a pressão agora está com o Cerro, que precisa fazer gol. E como fazer isso sem correr riscos, quando do outro lado há Neymar e Elano? Ou, de outro modo, como fazer gols em um time que consertou seu último defeito, a defesa?
Hoje há Vélez e Penãrol. O time argentino é melhor. Será que hoje a Lógica descansa?

terça-feira, março 04, 2008

Vasco poliárquico?

Hoje eu me assustei com a notícia que me veio com as seguintes chamadas fluminenses:

Roberto Dinamite: 'Quero uma eleição limpa', no Jornal dos Sports;

Vasco terá nova eleição para presidente em 30 dias , em O Dia;

Justiça dá vitória à oposição e devem ser marcadas eleições no Vasco, no Jornal do Brasil Online;

Justiça anula eleição do Vasco, no Globo Esporte;

Eurico perde apelação contra a anulação da eleição, no Lance.

Ordenei as chamadas começando pela mais pró-Dinamite e finalizando na mais amiga do Eurico. Nem a imprensa esportiva tem como ser imparcial.

Não boto muita fé na nossa Justiça. Não que as juízas e os juízes sejam todos corruptos ou pecadores de qualquer ordem. Mas as idas e vindas, os meandros tortuosos pelos quais as causas circulam em nossos Tribunais não são um ambiente propício para que as divergências sejam resolvidas em tempo razoável.

Ainda não se deu prioridade à seguinte regra constitucional:
a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Inciso LXXVIII do Artigo 5o.

O Brasil é uma democracia desde 1988. Mas não se pode pensar que tudo tenha mudado da água para o vinho só em função de um novo pedaço de papel. Afinal, o Brasil é o País que tem as leis que não pegam e as pegam. Fazer a Constituição pegar é, no fundo, também uma responsabilidade de cada cidadão brasileiro, que a exerce quando respeita, por exemplo, as leis de trânsito.

Ao estudar a democracia americana, Robert Dahl criou o conceito de poliarquia. Disse, basicamente, que o poder não nunca se concentra totalmente na mão de um ou se divide igualmente entre todos. Ou seja, não há um absolutismo ou uma democracia puros. Assim, na medida que o poder se espalha em uma sociedade, passa-se de um regime autoritário para um poliárquico. O ideal democrático seria atingido se se cumprisse os seguintes critérios:
1. Participação Efetiva;
2. Votação igualitária em estágio decisivo;
3. Compreensão profunda do processo;
4. Controle da Agenda;
5. Inclusão.


O Eurico Miranda, no nosso caso prático, sentiu na pele a dureza de perder o Controle da Agenda da política vascaína.

Oxalá, alguns vascaínos sejam tocados pela idéia de que são cidadãos, não súditos, também em relação aos políticos brasileiros. Uma educação para a cidadania não escolar. Aliás, não há como não comparar os índices Gini, de distriuição de renda (inclusive educação), com o Corruption Perceptions da Transparency International. Quanto menos um povo estuda, mais é roubado.


O Vasco da Gama, cantado em Os Luíadas, deve ter se orgulhado da oposição vascaína ter proposto algo novo -- respeitos a regras claras.

Muita gente acha que democracia é só uma ideologia igual a tantas outras. Mais uma forma de se exercer o poder. Contudo, a própria história do Clube de Regatas Vasco da Gama mostra que se deve escolher um titular em função da bola que ele joga e não por ser o cara filho de alguém importante ou ter a pele clara. O resultado de se tratar todos igualmente é que os melhores ocupam as posições de destaque na sociedade e produzem mais para todos.

Alguém duvida que o Brasil nunca seria Penta se os negros e os pobres continuassem a serem excluídos dos campos em função do tom de pele ou da classe social? Se você concorda que sem Pelé, Garrincha, Romário e os Erres de 2002, não haveria Copas conquistadas; pense em quantos bons médicos, professores e administradores públicos o Brasil jogou e joga fora? O Machado foi o brasileiro do século retrasado e Pelé do passado. Ambos venceram o preconceito social e racial brasileiro em função de talentos sobre-humanos.

Tomará que os brasileiros percebam cada vez mais que respeitar o ideal democrático é fazer algo bom para si próprios porque há certas coisas que só são obtidas coletivamente. Conquistar uma Copa ou uma boa saúde são exemplos dessas vitórias que só vem se a equipe jogar em conjunto com os melhores como titulares.

Abraços,

domingo, novembro 04, 2007

Discussões

O tempo está para discussões.
A primeira é sobre o pentacampeão legítimo. Com quinze anos de atraso, o Flamengo reivindica uma taça que esteve em sua sede em 92.
Curiosamente, quinze anos atrás, o rubro-negro cordialmente remeteu a taça para ser entregue ao Palmeiras em 93.
Talvez porque soubesse àquela época que quem designa campeão brasileiro é a CBF, não o Clube dos 13.
O Campeonato conquistado em 87 é a taça dos grandes. Covardes que não conseguiram manter a rebeldia por mais de um ano.
Assim como a Taça Brasil não era campeonato Brasileiro, apenas um arremedo do que hoje é a Copa do Brasil.
O penta é o São Paulo. Como seriam Corinthians ou Palmeiras. E, para falar com rigor, não seria o Vasco.

terça-feira, agosto 28, 2007

Falta de rivais favorece Raposa

Se há um tipo de jogo que a lógica não contempla, é o clássico.
O imponderável, como se sabe, ronda o futebol e provoca resultados surpreendentes. Porém, o clássico é seu ambiente preferido. Não importa a posição na tabela, crise, época do ano; num jogo entre rivais locais, qualquer resultado é possível.
E esta parece ser a vantagem do Cruzeiro: por falta de vizinhos fortes, arriscará apenas três pontos.
Para se ter idéia do que isso representa, basta ver o levantamento publicado no LANCE! hoje: desde 1980, o São Paulo não passa um ano sem perder ao menos um clássico.
Além dos jogos entre os clubes que buscam a ponta do torneio, deve ser lembrado que jogos contra São Paulo, Palmeiras e Santos são uma ótima oportunidade para o Corinthians amainar a crise, e que, ultimamente, Vasco e Botafogo têm ressuscitado o agonizante Flamengo.

terça-feira, agosto 21, 2007

Dia chato

Terça-feira é o dia mais chato da semana.
As notícias do domingo já estão velhas; as jogadas e lances, repetidos à exaustão nas mesas redondas de segunda. E a quarta ainda não cria expectativa. O próximo final de semana é apenas um vislumbre.
Não por acaso, terça e sexta são dias de jogos da segundona. Sexta ainda tem a vantagem da discussão acerca dos jogos de quinta. Mas terça...
O problema é que nem todo mundo tem acesso aos jogos da segundona. Tirando os de sábado, o resto é tudo na tevê paga. Aí, a conversa não engrena por falta de assunto: só um da mesa viu o jogo? Ora, falemos de outra coisa!
Por isso, seria interessantíssimo que um grande do Rio (Vasco, Flamengo) ou de São Paulo (São Paulo e Corinthians) caísse. Se possível, um de cada.
Palmeiras, Fluminense e Botafogo já estiveram por lá e deram uma certa visibilidade ao torneio. Imagine se uma, ou duas, das quatro maiores torcidas tiver que ficar atenta às terças-feiras. Vai ter tevê aberta, cobertura no Jornal Nacional...
A semana estará completa!
Faça a sua torcida!

terça-feira, junho 12, 2007

Paixões


Sidarta, o diretor deste espaço, se eximiu do futebol em razão da data.
Contudo, retorno ao tema por ser ele um dos mais ligados ao Dia dos Namorados.
Nem falo do dilema dos palmeirenses que, em 1993, depois de dezesseis anos de fila, tiveram de escolher entre a noite romântica e a final do campeonato.
Falo mesmo da paixão do torcedor, que vai do furor juvenil à acomodação da maturidade. Do alumbramento do primeiro jogo ao divórcio dos estádios.
É verdade que nossos tempos têm assistido à modernização dos relacionamentos. Clubes e jogadores já aderiram ao "ficar". Ao torcedor, resta o "carpe diem". Mas ele também não é assim tão fiel: às vezes elege uma paixão em cada estado, em cada país.
O time de coração é, como a namorada, uma questão de família: melhor se os pais aprovarem, mas poucos largam se não.
Vejam o caso de um amigo meu: filho exemplar, estudioso, sério. Mas cismou desde pequeno em ser atleticano, para desgosto do pai cruzeirense. O pai, é claro, perdoou, mas nos últimos tempos disse muito: "Eu estava certo." Meu amigo, contudo, sempre dá de ombros e segue sua paixão até o inferno e dele retorna. Poético, não?
A maior relação do futebol com o dia 12, porém, diz respeito ao próprio namoro.
Muitas moças não entendem a devoção de um homem a uma camisa. Ignoram o sagrado direito da precedência.
Algumas simplesmente ignoram; outras aderem; há ainda as que gostam do jogo, mas que odeiam desde sempre o time do namorado. O que é melhor?
Depende do tipo de relação que você procura.

segunda-feira, maio 21, 2007

1000 X ROMÁRIO

Fazer planos...

Nem sempre o destino esta em sintonia com nossos planos!

Ele queria o Maracanã, foi em São Januário!

Ele queria que fosse através de um passe, mas foi de pênalti!

Os planos do baixinho não se realizaram como esperado, talvez este tenha sido o charme deste milésimo gol!

De pênalti como da primeira vez que chegaram a esta expressiva marca só que sem o discurso, apenas choro!

O cara estava sendo torpedeado por todos os lados, devia ser uma pressão incrível ter a responsabilidade de aos 42 anos chegar a uma contagem dessas... 1000 gols!

O Oculto mandou um e-mail me perguntando: "E agora?".

E agora, não sei!

Romário é um perigo dentro da área e pode muito bem, em determinadas situações , ajudar o Vasco.

Entretanto, acho que ele deve ensaiar sua despedida dos gramados.

Fazer planos para... ops, calma aí! Fazer planos realmente não combina com Romário!

Vamos neste momento somente celebrar a conquista de um dos, quem sabe o maior centro avante de todos os tempos,

R O M Á R I O!


--
Luis Mariano

quarta-feira, maio 16, 2007

Quinto episódio

Confesso que fiquei meio cansado deste frenesi todo por conta do gol mil do Romário!

Ainda mais após as criativas idéias de alguns amigos de onde eu deveria colocar a cereja mencionada no meu último post sobre o assunto.

Até de Mariano Cerejinha me chamaram!

Isso não é fama para um cara facão igual a mim.

Mas é o seguinte, Vasco e Sport jogam no domingo (20/05) em São Januário e pasmem; Romário vai estar em campo!

O quinto e, espero derradeiro episódio desta história com mais finais do que o Senhor dos Anéis pode finalmente acontecer!

Mas o filho do Sr. Edevair não falou que só queria fazer o gol 1000 no Maracanã?

Para o Pelé não poder zuar ele depois:

-- O meu foi no Maracá, o seu não! LÁLÁLÁLÁ!!!

É, mas parece que nosso querido presidente Eurico Miranda, teve um papo cabeça com o baixinho que ponderou bem a situação e em sintonia com o presidente viu que o estádio de São Januário seria o palco perfeito para tal feito.

Afinal, Romário já teve quatro chances no Maracanã e passou em branco!

Porque não tentar guardar este último golzinho em casa?

A casa vai estar cheia com certeza, já que a diretoria do Vasco vai colocar 90% dos ingressos a R$10,00 (valor de meia entrada), o que me preocupa é a festa acabar em desastre por conta da super lotação do estádio!

Todos lembram da final da Copa João Havelange, e de como o time quase se prejudicou pela falta de organização!

Logo me tranqüilizei quando recebi a noticia que o planejamento do numero de ingressos esta feito em parceria com a PM do Rio (não é ironia – JURO!), levando em conta não somente a capacidade do estádio como também a capacidade do bairro de receber esta quantidade enorme de gente!

Para os que vão, assim como eu, dicas para se divertir e não passar sufoco;

Chegue cedo e compre seu ingresso com antecedência!

É a melhor dica que eu posso dar. Pois como todos sabem, futebol é uma caixa de surpresas e até domingo muita água passa por baixo desta ponte.

Vou encerrar por aqui sem muitas expectativas, só confirmo minha presença e vou tentar levar a máquina fotográfica para tirar algumas fotos.

Quem sabe quando estiver bem velho e saudosista, vou poder lembrar deste dia e ter a mesma cara que eu vejo no meu pai ao conversar sobre futebol.

Abraço,

Luis Mariano de S. Anastácio

terça-feira, abril 10, 2007

Papelão

O Vasco vai de mal a pior. Não bastasse a derrota para a Caborfiense, os velhos rivais e novos amigos Romário e Renato Gaúcho andaram se estranhando ao ponto do Eurico Miranda tomar uma (rara) atitude sensata: a lei da mordaça.

O time de São Januário se desestabiliza não devido à necessidade do Romário marcar o gol mil, mas porque o time parece jogar em função disso. A sensação que temos é que todos querem ser "o jogador que deu o passe para o gol mil".

Se o time do Vasco jogasse para ganhar, o gol sairia naturalmente, mas enquanto houver essa tensão, nem adianta sacar o Baixinho. Isso só aumentará a aflição do time, que vai se afobar para garantir a vitória tentando colocar o baixinho para marcar no final. E, é claro, vai se expor e o tiro vai sair pela culatra.

quinta-feira, abril 05, 2007

Gol 999

Encarar um jogo da Copa do Brasil como uma rodada bônus dá nisto...

Não vou comentar o jogo de ontem, o frango do Cássio ou muito menos a bola no ângulo do Marcelo Uberaba. O problema do Vasco não é perder um jogo de meio de semana, o problema é perder o jogo de meio de semana encarando este como se fosse um jogo treino ou uma festa para o milésimo gol de Romário.



Criaram uma mídia envolvendo o milésimo gol que esta sendo negativa para o Vasco como equipe, e para o Romário como jogador, pois nenhuma equipe ou goleiro vai querer ser lembrado com uma triste nota de roda pé do sofredor do gol 1000.

Houve três oportunidades para o mil sair, a primeira foi no Vasco x Flamengo, outra no Vasco X Botafogo, e a última ontem Vasco X Gama; nas três oportunidades eu estava no Maracanã e pude testemunhar como repórteres e jornalistas abordam o Baixinho.

Até para um cara acostumado com o assédio aquilo é demais!

Ele fica completamente rodeado por jornalistas assim que coloca a chuteira em campo, e a palhaçada se repete no intervalo e ao final da partida.



Ninguém mais agüenta este história, e a torcida do Vasco agüenta menos!

Como torcedor, eu ficaria feliz com a marca do milésimo ser dada com um jogador do Vasco, e ainda mais um tão representativo; porem mais do que esta festa eu quero é ganhar títulos!

Quero ser Campeão Carioca, da Copa do Brasil, do Brasileirão, ir para a Libertadores o gol 1000 é a cereja do bolo. Agora onde eu coloco esta cereja quando não tenho nenhum bolo?


Luis Mariano de S. Anastácio

O Romário tá no time errado

O Baixinho não marca o milésimo porque o goleiro do Vasco está no Vasco. São frangos atrás de frangos deste arqueiro que nem sei o nome. Acho que ele tá pensando em igualar-se ao centro-avante. Enquanto um marca outro quer tomar mil gols.

O mesmo Zé do outro texto abaixo me falou uma boa:

-- O Romário não marca porque deve estar treinando muito. Falta um churrasquinho com umas pervas ou um futvólei na Barra para ele marcar o milésimo.

Afinal, não adianta um pessoa ir contra sua natureza.

Abraços,

sexta-feira, março 30, 2007

Engulho

Acabei de ir à sede náutica do Vasco da Gama para comprar o meu ingresso para ver o milésimo gol do baixinho. Preciso dizer que foi uma experiência singular. Além do cheiro de esgoto que emana da Baía de Guanabara, entrar no Vasco não é uma das experiências mais agradáveis.

Entrei enojado e saí com engulho. Futebol é uma coisa estranha mesmo, até reação fisiológica provoca. Imagino que eu tenha um ataque cardíaco, ou pelo menos vomite as tripas, se vestir a camisa do clube cruzmaltino.

segunda-feira, março 26, 2007

Não foi desta vez

O Baixinho bem que tentou, mas o goleiro Bruno não deixou. A vitória do Vasco sobre o Flamengo foi expressiva e mostrou, novamente, que o rubro-negro precisa formar um ataque se quiser ter maiores ambições na Libertadores.

O Flamengo dominou no primeiro tempo, mas valeu a máxima do futebol: quem não faz, leva. E levou três, principalmente depois da expulsão de Léo Moura.

Romário fez o seu, mas o sonho ficou adiado. Agora, contra o Flamengo, só se ficar de fora até a final do Carioca.

segunda-feira, março 12, 2007

A torcida do contra

Rubro-negro costuma brincar que só existem dois torcedores no Rio de Janeiro: o rubro-negro e o anti-Flamengo. Pode ser um exagero, mas não está tão longe assim da verdade. Na final da Taça Guanabara, ouvi na rua a mesma euforia quando o Flamengo marcou e quando o Madureira empatou.

A máxima ficou mais evidente ainda quando o lendário Eurico Miranda, pós-doutor nos artigos 171 e 157, disse que ver o Flamengo perder fazia-o mais feliz do que seu Vasco da Gama ganhar.

Seria hipocrisia minha dizer que não torço contra o Vasco, mas não costumo deixar minha vida de lado para assistir a seus jogos. Com o Fluminense e o Botafogo, minha torcida tem sido apenas para que permaneçam na primeira divisão para que o futebol carioca não fique tão desmoralizado.

E, mesmo assim, não deixo de querer ver Romário marcar. Afinal, ele já foi herói do Fla. Nem me importo se marcar o milésimo contra o Flamengo. Desde que ganhemos de 4x1!